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Reflexão sobre Maçonaria x Empresa

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✍️ Desconhecido 📅 12/12/2025 👁️ 0 Leituras

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Uma Loja Maçónica não é uma empresa, e jamais deve ser tratada como tal.

Os valores que regem uma empresa fazem sentido no seu próprio mundo, movido por metas, resultados, KPIs (do inglês Key Performance Indicator, que em português significa Indicador-Chave de Desempenho ou simplesmente indicadores de performance), cobranças e estruturas hierárquicas de autoridade.

Da mesma forma, os valores que regem a Maçonaria só fazem pleno sentido dentro de uma Loja Maçónica, liberdade, igualdade, fraternidade, acolhimento, empatia, respeito, paciência e compreensão.

Cada sistema vive e se sustenta por princípios próprios.

Ferramentas corporativas podem, sim, ser úteis dentro da Loja, na parte de organização, planeamento, gestão de actividades. Mas valores corporativos, quando aplicados na convivência maçónica, podem abalar aquilo que temos de mais sagrado, como a harmonia, o respeito, a fraternidade e a igualdade entre os Irmãos.

Do mesmo modo, uma empresa que tentasse adoptar valores maçónicos ao pé da letra, como a submissão da vontade, como a compreensão ou a tolerância, provavelmente não sobreviveria no ambiente competitivo do mundo profano.

Cada ambiente precisa das virtudes adequadas à sua natureza.

Por isso, trazer para dentro da Loja uma mentalidade de análise por desempenho (KPIs) é desvirtuar o espírito que sustenta o Templo.

Afinal, ninguém vem ao Templo para ser avaliado por alguém, todos vêm para se aprimorar.

Em uma empresa, o CEO pode reunir todos e chamar a atenção de um funcionário simples por alguma meta não alcançada, porque ali existe uma hierarquia funcional rígida e metas a serem cumpridas.

Na Maçonaria, porém, a beleza está justamente no oposto.

Numa Loja, o grande empresário CEO pode ocupar o cargo de Hospitaleiro, por exemplo, e entre colunas se dirigir respeitosa e humildemente ao Venerável Mestre que pode ser justamente aquele trabalhador humilde da empresa.

Numa Loja, não existe rico nem pobre, forte nem fraco.

Numa Loja, todos se assentam no mesmo nível, e isso ensina humildade.

Porque, dentro do Templo, não existe a pessoa mais importante e a menos importante, mas existem Irmãos em igualdade e fraternidade.

E é por isso que:

  • ninguém deve agir como escultor da pedra alheia,
  • ninguém tem o direito de tentar melhorar o outro impondo caminhos,
  • ninguém deve usar critérios profanos para medir o valor de quem está ao seu lado.

O maço e o cinzel que o GADU nos confiou têm apenas um destino legítimo, a nossa própria pedra bruta.

Antes de corrigir o outro, acolha.

Antes de julgar o outro, compreenda.

Antes de exigir, seja exemplo.

A Maçonaria não molda pela força, ela transforma pela inspiração.

Ser Maçom é mais do que estar regular, é viver diariamente a tolerância, a empatia, o equilíbrio e a fraternidade.

Porque a verdadeira Loja não é movida por métricas, mas por corações.

Willian Cesar Silva  – Obreiro da ARLS Fraternidade Cleuton Cândido Landre nº 298 – GLMMG  – Or. de Alfenas MG Brasil

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