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O simbolismo dos números

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✍️ Desconhecido 📅 31/03/2026 👁️ 0 Leituras

números

“O único mistério do universo é o mais e não o menos “

Fernando Pessoa

Nestas palestras iniciais apresentaremos alguns conhecimentos místicos básicos sobre o simbolismo dos números. Focalizaremos alguns conhecimentos já ensinados pelas ciências herméticas, além de outros ainda não divulgados. Iniciaremos pelos três primeiros números conforme são estudados pelos místicos. Procuraremos discuti-los usando alguns exemplos de carácter prático, fugindo tanto quanto possível daquela linguagem velada que normalmente é usado na divulgação de conhecimentos esotéricos, para que certas dúvidas e erros possam ser eliminados da compreensão dos discípulos da senda.

Sabemos que grande número de estudantes da senda têm dúvidas quanto ao significado esotérico dos números, e o que é pior, muitos têm ideias erróneas a respeito deles ou simplesmente não entendem o real significado dos três primeiros números.

As ideias deformadas derivam, segundo o nosso entender, da leitura de muitos livros que mais confundem as pessoas do que ensinam as verdades do misticismo, por isto não é sem razão que as ordens autênticas recomendam muito cuidado quanto aquilo que é oferecido em forma de livros aparentemente sérios.

A nossa intenção é dar respostas às indagações que nos têm sido feitas sobre os princípios ensinados pelas Ordens Iniciáticas usando uma linguagem clara, fácil e lógica, para que a matéria seja acessível ao buscador de forma que ele possa ter alguma compreensão metafísica inerentes à natureza das coisas. Da maneira como o assunto actualmente vem sendo exposto em alguns livros, o buscador certamente nada consegue entender, acaba perdendo o seu precioso tempo, ou pior ainda fica sujeito a confundir verdades com superstições como consequência de ensinamentos deformados de numerologia.

Procuraremos usar uma forma de linguagem simples, usar exemplos fáceis e claros, pois na natureza a verdade jamais é complexa. Onde houver complexidade indubitavelmente há erros. As leis naturais são fundamentalmente simples e isto se comprova à medida que elas são devidamente estudadas.

No passado um tanto remoto os algarismos, assim como as letras, traziam um duplo sentido. Um sentido exotérico, comum, o que todos entendiam, profano, técnico, e concomitantemente um sentido essencialmente esotérico, isto é, um sentido oculto acessível só aos membros das sociedades iniciáticas. Por outras palavras, os algarismos tinham um sentido profano usado como meio de contagem, e um sentido iniciático indicativo de mensagens veladas.

Nesta palestra o nosso intento é fazer alguns comentários preliminares sobre o significado oculto dos números tentando retirar parte do véu de mistérios que envolvem o sentido esotérico do l, 2 e 3, sem nos aprofundarmos, porém nesses ensinamentos para não fazermos revelações não liberadas às pessoas não iniciadas.

Número 1

Esotericamente diz-se que o UM não é por si mesmo manifesto e por isto ele não tem existência real para a nossa consciência. Vejamos o que isto significa.

Quem observar um pássaro pousado sobre um cabo eléctrico facilmente nota que nunca acontece uma electrocussão. Não acontece porque a ave não está ligada a terra, ou a um outro fio com diferença de potencial. Quando o pássaro está pousado em apenas um dos fios nada acontece com ele porque a electricidade está para ele em fase que podemos chamar “fase um”. Somente quando uma outra situação se estabelece, que é a presença de um segundo fio por onde também escoe corrente eléctrica com um diferente nível (diferença de voltagem), é que acontece algo, isto é, a electricidade se torna manifesta e passa a existir realmente para a ave. Não sendo assim ela não sofre a mínima acção de qualquer coisa que exista ou que ocorra no fio em que está pousada.

Alguém que esteja sem contacto com um segundo cabo ou com o solo não tem condições de saber directamente se este está ou não está electrificado. É absolutamente impossível sabê-lo, pois, naquela situação o fio é simplesmente um arame.

Vale notar o seguinte; mesmo que a ave nada sinta, ou que uma pessoa nada sinta, mesmo assim não há garantia de que um determinado fio esteja sem corrente. Absolutamente, o que ocorre é que apenas não há manifestação da corrente por falta de meios para evidenciá-la. Pode acontecer que entre o fio e o solo, ou que entre um fio e outro haja diferença de potencial, haja diferença de voltagem, então quando um contacto for estabelecido com aquele segundo elemento, é que surgirá o “choque eléctrico”, a descarga eléctrica se tornará real. Enquanto não houver o segundo elemento nada se saberá a respeito da presença ou não da corrente. Corrente eléctrica em UM só fio, mesmo que em elevadíssimo nível de intensidade, não aquele uma resistência eléctrica, não acende uma lâmpada, não faz girar um motor e nem gerar qualquer tipo de trabalho. Para que ela faça tais coisas é necessária a presença de um SEGUNDO fio. Por este exemplo podemos dizer que a corrente eléctrica está para o pássaro numa primeira condição, numa condição UM.

Evidentemente no fio existe algo, que a pessoa não se dá conta. Tomando-se UM só fio indiscutivelmente nele poderá “existir electricidade”, contudo esta estará imanifesta, razão pela qual não é possível se ter percepção directa dela.

Se numa sala escura colocarmos qualquer objecto negro, evidentemente este não será visível. Ele comporta-se como se não existisse, embora esteja lá. Porém se clarearmos o objecto negro então ele tornar-se-á visível.

Na primeira situação ele está na fase UM em relação à consciência, e quando clareamos criamos uma condição oposta, isto é, introduzimos o elemento DOIS que permite que o objecto (elemento UM) se torne visível. A recíproca é verdadeira, se clarearmos a sala o objecto aparecerá e passará a existir para a consciência objectiva.

Para demonstração prática da imanifestação de algo em condição UM, sugerimos o seguinte experimento: Tome um recipiente de vidro, uma lâmina de vidro que possa ser colocada dentro do recipiente, e uma certa quantidade de água limpa. Em seguida coloque a água no recipiente e a lâmina de cristal dentro dele. Então, verificar-se-á que a lâmina aparentemente some, como que desaparece, isto é, a pessoa deixa de se dar conta dela, é como se a lâmina desaparecesse, deixasse de existir para o observador. Porém, se for modificada a cor da lâmina – condição DOIS – ou a cor diferente da água – então a lâmina tornar-se-á visível. Criando-se uma segunda condição oposta à primeira – cor da lâmina – então o evento torna-se conscientizável, se torna visível. No primeiro caso a lâmina é fase UM em relação ao meio liquido em que está imersa. Também poderia ser derramado um corante no recipiente o que faria com que a lâmina de vidro se tornasse visível. O corante age com segundo elemento – o DOIS – sem o qual o evento não é detectado directamente pelo sentido da visão. Erroneamente alguém poderá julgar que neste experimento o resultado é decorrente de uma incapacidade ou limitação da acuidade do sentido visual, contudo não é isto, pois se trata na verdade da aparente inexistência objectiva de qualquer fenómeno em fase UM.

Examinemos o problema com outro exemplo. A produção de energia hidreléctrica. Suponhamos um lago numa planície. Lago e terra sem qualquer potencial utilizável. Então elevemos o lago para um planalto e surgirá potencial hidreléctrico capaz de gerar energia. Lago e terra nos dois casos, porém na última situação há o acréscimo de uma segunda situação (DOIS) que é o desnível. O lago pode ser o mesmo, ele pode não mudar em nada quanto à sua natureza de uma para outra situação. A única diferença é que no segundo caso foi introduzida uma situação a mais, independentemente da natureza própria do lago.

No reino animal, nós vamos encontrar o princípio da imanifestabilidade do UM exactamente no mimetismo dos animais. Mimetismo é a capacidade que têm certos animais de tomar as cores do ambiente para se camuflarem e não serem percebidos pelos predadores. Certos lagartos e insectos confundem-se com o meio ambiente tornando-se “invisíveis” ao assumirem a mesma cor da superfície em que repousam. Forma um conjunto de uma só cor, razão pela qual se torna de difícil visualização objectiva. Em essência o que acontece naquela situação é que o animal se torna uno com o meio, ou seja, ele fica na fase UM em relação ao ambiente.

A partir deste ponto queremos salientar algo muito importante. O UM não significa esotericamente algo inexistente. A fase UM existe realmente, mas apenas ela não pode ser directamente conscientizada. Nos exemplos que demos é fácil admitir que a electricidade existe num só fio, que a lâmina embora invisível existe no recipiente, que o animal embora oculto existe verdadeiramente sobre a superfície com a qual se confunde. Por meio de instrumentos que sejam capazes de estabelecer alguma forma de contraste o UM se torna detectável. Assim sendo podemos afirmar que a fase UM existe, mas nunca ela é detectada directamente. Quando um instrumento a detecta é porque o seu mecanismo estabeleceu alguma forma de contraste, de oposição, que se constituiu uma segunda condição.

Agora suponhamos um hipotético país em que só houvesse uma temperatura uniforme para todas as coisas. Em consequência, aquilo que chamamos temperatura jamais seria conscientizado lá. Nunca as pessoas se aperceberiam de algo para denominar temperatura onde ela só se manifestasse em UM só nível. Naquele lugar os seres somente teriam consciência de temperatura se houvessem variações térmicas. Se tudo tivesse uma só temperatura, se todos os climas e todos os objectos tivessem uma temperatura uniforme, constante, digamos 20º C., as pessoas por certo não teriam consciência dela e evidentemente não criariam sequer uma palavra, e muito menos um aparelho, para medir temperatura. Mas, mesmo as pessoas não se dando conta da existência da temperatura, mesmo assim aquele nível de calor existia. Tanto isto é verdade que se alguém de um outro lugar onde existissem variações térmicas lá chegasse ele teria por certo se daria conta da temperatura ambiente e até poderia determiná-la por meio de um termómetro. Para os nativos não haveria consciência de calor, de modo algum eles poderiam entender aquilo que o visitante estivesse falando ou medindo, pois somente conhecendo um nível térmico é que eles teriam consciência de calor. Este seria UM para eles. Certamente nunca se usaria um termómetro num hipotético mundo de uma só temperatura, pois, se descendência ali o calor, jamais surgiria a necessidade de medi-la e de construir um instrumento para medir algo que nem sequer suspeitava-se existir. Este tipo de descoberta só poderia ser feito por raciocínio dedutivo e não por registro objectivo. Temperatura uniforme 20º C seria fase UM.

Como podemos ver, a primeira manifestação de qualquer coisa é exactamente aquilo que se pode definir como o um esotérico.

Se todas as coisas do mundo, por exemplo, fossem igualmente verdes ninguém se aperceberia daquilo que chamamos cor, embora ela existisse realmente. Se num dado momento surgisse uma outra cor, o azul, por exemplo, só então as pessoas se aperceberiam de que algo estava existindo, perceberia que duas coisas estavam existindo, o verde e o azul, e então haveria a consciência de cor.

Diante de uma situação isolada nunca será perceptível a fase um por isto se diz que o um não tem existência real. Tem existência num sentido absoluto – como uma actualidade – pois desde que é passível de ser detectado dedutivamente, ou por meio de instrumentos, etc., mas num sentido relativo, isto é, em relação à consciência objectiva dos seres tudo se passa como se não existisse.

O UM representa a primeira fase da evolução de qualquer coisa que só se torna manifesta e conscientizável quando surge uma diferença de nível, uma polarização, uma segunda situação que lhe sirva de contraste.

Número 2

Para que algo seja conscientizado é necessária uma segunda condição, ou seja, uma fase dois. Vamos chamar dois aquela condição que surge para complementar a manifestação da fase um. Nos exemplos dados a fase dois é o solo ou o segundo fio com diferença de potencial, no exemplo da ave; é a modificação de coloração do liquido ou da lâmina; é o desnível no do lago, etc. O pássaro só será electrocutado com o surgimento de uma segunda – dois – condição, se tocar um outro fio; o lago só terá potencial hidreléctrico se estiver num nível elevado e o animal mimetizado só será visto se surgir um contraste entre ele e o ambiente.

Agora vale notar que a fase dois complementa a fase um, mas não é de natureza diferente. A fase dois sempre é de idêntica natureza da fase um. Só se tem ideia daquilo que se chama “grande” porque existe o seu oposto, o “pequeno”; o escuro só é percebido porque existe o seu oposto, o claro; o bom, porque existe o ruim; o bonito, porque existe o feio; o rico porque existe o pobre, e assim por diante.

Como se pode perceber, o dois é o contraste do um. Sem o dois o um pode existir, mas não pode ser conscientizado, não pode se manifestar objectivamente por falta de um contraste. O um existe sem se manifestar, sem que se tenha consciência da sua existência até que surge a fase dois que é o seu oposto. O dois por si só também não se manifesta, pois é equivalente ao um. É necessário salientar que a fase dois é oposta à fase um, mas ambos nunca são de naturezas diferentes. São idênticas em natureza, mas situados em extremos opostos. O UM e o DOIS constituem apenas pólos opostos de uma mesma coisa.

Pensemos profundamente no seguinte: quantas coisas devem existir no Universo, mesmo em torno de nós, das quais não temos a menor consciência, exactamente por estarem na fase um em relação a nó!

Nos dois fios eléctricos citados não existem coisas diferentes em cada um deles e sim uma mesma coisa, que é o fluxo de eléctron. O que acontece é que num dos fios o fluxo é mais intenso num que noutro. Disto decorre que quando se toca ao mesmo tempo nos dois fios há uma corrente de eléctrons oriundo do fio de maior fluxo para o de menor fluxo, mas em ambos a coisa é a mesma, tão somente fluxo de eléctron. O lago, tanto no planalto quanto na planície, é uma mesma coisa, água e terra. Toda diferença reside no desnível que faz a água fluir do ponto mais elevado para o menos elevado. O grande e o pequeno são uma mesma coisa, pois aquilo que sobra num corresponde exactamente aquilo que falta no outro.

Se todos os vales da terra fossem preenchidos, se pusesse terra neles, as montanhas desapareceriam também. Na montanha sobre terra, no vale falta terra.

Alguém é mau, por não possuir bondade; é pobre por não possuir riquezas; é baixo por não ter altura; é feio por não possuir beleza, etc. Adicione-se altura ao baixo, ele se tornará alto; bondade ao mau, ele se tornará bom; riqueza ao pobre, ele se tornará rico. Tire tamanho de uma coisa alta e ele se tornará baixa. Assim os opostos, o um e o dois são idênticos em natureza.

Vemos também que o um e o dois se completam e se comportam como pólos opostos de uma mesma coisa e disto à aplicação da Lei da Polaridade presente em todo o Universo Criado.

Para que a temperatura seja notada é preciso que existam pelo menos duas graduações de calor. Para que o dia seja notado é necessária uma situação oposta ao dia – fase um – que é a noite fase dois e então a pessoa se dá conta daquilo e assim surge a necessidade de uma denominação para as duas situações opostas. Mas, dia e noite, em essência, é uma mesma coisa. Noite é a ausência do dia e vice-versa. Isto é sempre válido, para que algo exista no atendimento da nossa consciência objectiva há necessariamente a obrigatoriedade de um contraste entre duas ou mais situações. Há necessidade de duas condições que se oponham para que algo tenha existência real para a nossa consciência objectiva. A mente objectiva é analógica, isto é só percebe por analogia, por comparação entre dois valores. A pessoa só se dá conta da existência da luz porque existe a treva como seu oposto, e vice-versa. Treva e luz é uma mesma coisa porem em polaridades opostas.

Qualquer coisa sem o seu oposto é como se não tivesse existência para nós. Assim são todas as coisas existentes no Universo.

Número 3

Vimos que ao surgir a fase dois a pessoa se dá conta da existência da fase um, isto é, o um se torna manifesto quando surge o dois e imediatamente surge sempre um elemento três, uma terceira condição.

O pássaro está pousado num fio e nada lhe acontece, mas quando surge o contacto com o segundo fio – dois – imediatamente surge a terceira – três – condição que é a corrente eléctrica capaz de provocar uma electrocussão. Quando aquela lâmina de cristal está mergulhada na água ela está invisível, mas quando é posto um corante no líquido – fase dois – que determina uma diferença de cor entre o líquido e o cristal, imediatamente surge a consciência de algo – fase três – a lâmina de cristal. Na comparação entre a condição que se chama “bem” e aquela que se chama “mal” surge a terceira condição que é a ideia de bondade, e assim por diante.

Sempre que se estabelecem duas polaridades em alguma coisa haverá simultaneamente uma terceira condição representada, no mínimo, pela conscientização do evento.

Foi exactamente desta interacção entre três condições, valores interligados, que as Doutrinas Místicas tiraram o SIMBOLISMO DO TRIÂNGULO. Geralmente para aquelas doutrinas o triângulo é sagrado porque representa graficamente a TRINDADE de todos os eventos, pois tudo o que existe pode ser estudado por um desdobramento de triângulos, ou seja, pela interacção dos três primeiros números esotéricos.

O número TRÊS simboliza a manifestação perfeita de algo, por ser a condição necessária para que a conscientização se apresente.

Podemos pressentir duas situações advindas da manifestação do Três:

  1. Conscientização de coisas abstractas;
  2. Conscientização de coisas concretas.

Conscientização de coisas abstractas:

Como já citamos em alguns exemplos, mesmo as coisas abstractas, as percepções abstractas são também trinas em manifestação. Exemplo: grandeza é uma ideia abstracta, ela nada mais é do que a resultante de duas condições também abstractas que são a ideia do grande e a ideia do pequeno. Beleza é a conscientização de duas situações abstractas opostas; feio e bonito. Assim, se pode afirmar que toda ideia abstracta também É susceptível de ser desdobrada em duas componentes. Se este desdobramento não for possível, certamente estaremos diante de uma ideia composta por várias trindades passíveis de sucessivos desdobramentos.

Conscientização de coisas concretas:

Também no campo da conscientização de coisas concretas a Lei do Triângulo é soberana. Quando algo não for susceptível de ser desdobrado em duas componentes certamente ele é complexo e precisa sofrer vários desdobramentos secundários.

Tomemos como exemplo as cores. Aparentemente elas são inúmeras, mas após vários desdobramentos restará só três delas: Vermelho, Amarelo e Azul. Qualquer nuance de cor existente, essencialmente é o resultando de uma combinação em partes variáveis daquelas três cores fundamentais.

No Universo, com relação àquela condição objectiva que denominamos “tempo” há três situações a serem consideradas: PASSADO, PRESENTE, FUTURO. É pela comparação dos dois pólos passado e futuro que vamos encontrar o presente. O presente é uma ideia metafísica de concepção difícil. O que é o presente? Onde termina o passado e começa o futuro para que se possa situar o presente? Por menor que seja intervalo de tempo considerado sempre é possível que aquilo seja o passado. O “agora” somente existe em função das limitações sensoriais. O presente é apenas a conscientização das duas situações, passado e futuro. Por outro lado podemos dizer que praticamente o futuro não existe porque sempre que atingimos um momento que antes considerávamos futuro ele se torna presente. No sentido relativo o passado é UM, futuro é DOIS e presente é TRÊS. Como no sentido absoluto só existe o PRESENTE, logo só existe o TRÊS, mas como ele está só, então só existe o UM.

Tudo aquilo que existe é constituído de três partes, duas das quais constituem um bipólo.

Existimos num Universo, talvez de várias dimensões, mas para a nossa consciência objectiva ele se manifesta por três delas. A nossa consciência necessita apenas de três dimensões, por isto somos seres de um mundo tridimensional. Esta é a razão pela qual tudo que basicamente existe para anossa consciência é trina em essência, num mundo de mais dimensões a regra é outra conforme o seu número básico.

O Triângulo é a representação gráfica deste princípio fundamental da constituição das coisas susceptíveis de conscientização. Somente aquilo capaz de ser representado graficamente por um triângulo pode ter existência real para a nossa consciência porque somos adaptados a um Universo de três dimensões.

José Laércio do Egito – F.R.C.

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