Arte Real

O SENTIMENTO DE PERTENÇA

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✍️ noreply@blogger.com (TRABALHOS MAÇÔNICOS) 📅 03/10/2011 👁️ 1 Leituras

Caros Irmãos,

O Ir. Pedro Demo, M.M. da Loja de São João “LUZ”, do Or. de Brasília – DF, Rito Schröder – GOB-DF, Professor Dr. em Sociologia, catedrático da UNB, autor do livro “Maçom Jeito de Ser”, afirma (em citação livre) que a “Tolerância com as diferenças”, a “Fraternidade Irrestrita” e a “Espiritualidade sem Religiosidade”, são os principais atributos e diferenciais da Maçonaria moderna, mas que são atributos que devem ser perseguidos individual e coletivamente pelos Irmãos, nas Lojas e entre as Lojas.


 Pois, aos três pilares essenciais do Ir. Demo, atrevo-me a acrescentar um quarto pilar, que chamarei de “sentimento de pertença”, ou seja, a qualidade de uma coisa ou de alguém pertencer a outra coisa ou a alguém.


Faço esta extensão do conceito do Ir. Demo, por acreditar que, sem o “sentimento de pertença” não pode haver comprometimento e, sem comprometimento, não se poderá estabelecer e vigorar verdadeiramente a “Fraternidade Irrestrita” preconizada pelo Irmão supracitado.


Mas, para que o sentimento de pertença se estabeleça é preciso que se estabeleça um vínculo entre os agentes envolvidos, no caso, o maçom e sua Loja. E, trabalhar

o estabelecimento deste vínculo será o grande desafio a ser enfrentado, em primeiro lugar pelo Garante (Padrinho), mas também pelo Venerável Mestre e pelos demais Irmãos, para com o novo Irmão que chega, acolhendo-o principalmente nos seus primeiros meses de Loja. Vencida esta fase inicial, a tendência é que o novo membro aos poucos se sinta “parte e proprietário" da sua Loja.


Ora, se alguém é “parte” de alguma coisa, por exemplo: de um casal; de uma família; de uma associação, de uma equipe, de uma torcida, de uma Loja, etc.; este alguém sente que o outro também lhe pertence em parte.


Sentindo-se também um pouco “dono” do outro, este alguém passa a se sentir comprometido e envolvido com os assuntos e os destinos do outro como se eles fossem os seus próprios.


E, na minha convicção, este é o mesmo sentimento que o maçom deve cultivar para com a sua Loja em particular, e para com a Maçonaria, em geral. Se “pertenço” a

Loja, então a Loja também me pertence em parte. Ou seja, sou tão responsável pela Loja e pelos seus assuntos e interesses, como a Loja é responsável por mim e pelos meus assuntos e interesses.


Com esse entendimento em relação à nossa Loja, passamos a ter o “sentimento de pertença” em relação à Fraternidade Maçônica em geral, sentindo-nos cada vez mais comprometidos e mais e mais verdadeiramente maçons.


Por decorrência do comprometimento que daí provém, antes de “cobrarmos” o que “a Maçonaria fará” nesta ou naquela situação, por estarmos comprometidos pelo

“sentimento de pertença” nós maçons devemos nos perguntar: o que eu posso fazer para colaborar com a minha Loja ou com a minha Grande Loja ou Grande Oriente?

Afinal, tudo aquilo que a Maçonaria fez, faz e fará, foi, é ou será realizado pelos maçons. Ou seja, por aqueles que vieram antes de nós, por nós mesmos, e por aqueles que virão depois de nós.


Or.·. de Porto Alegre, maio de 2011

* Ir.·. Rui Jung Neto, MI

Membro da Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas “UNIVERSUM” N° 147 – GLMERGS

Membro Correspondente da Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisa Maçônicas (Chico da Botica) - GORGS

Membro do Colegiado Diretor do Colégio de Estudos do Rito Schröder – Florianópolis – SC.

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