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O cinco na Maçonaria

✍️ Desconhecido 📅 11/09/2021 👁️ 7 Leituras

cinco

Diversos graus do R∴ E∴ A∴ A∴ têm relação com o número cinco e sobre este número é interessante obter uma visão mais ecléctica, abrangendo o seu significado na Maçonaria e noutras escolas do conhecimento, como é comum ao Maçon fazer.

A natureza chama a atenção do homem para este número já que ele possui quatro vezes cinco dedos e devido a isto desenvolveu um sistema de numeração baseada em duas vezes o cinco, o total dos dedos das suas mãos. Máquinas inventadas pelo homem trabalham internamente em sistemas numéricos baseados em dois, ligado e desligado, oito ou dezasseis, que são potencias a que é elevado o número dois, mas para que a máquina se comunique com o homem ela deve converter tudo ao sistema dez, ou duas vezes o cinco, o número de dedos de uma das suas mãos.

É um número que fica ao centro, no meio do intervalo, na sequência dos números significativos, de um a nove, de apenas um dígito e na base dez.

Graficamente pode-se representar o três unido ao quatro formando o cinco. É a medida da descrição do Universo e a esta medida corresponde o homem. Observe-se que dentro da figura do avental e da estrela de cinco pontas pode-se inscrever o homem. É o homem representado pelos cinco vértices do avental maçónico aberto, símbolo do eterno Aprendiz Maçon. O homem e a sua acção, o seu trabalho, estão contidos nesta figura composta. O avental é símbolo do trabalho inteligente, dirigido pelo homem evoluído e completo em todos os aspectos. As figuras do triângulo e do quadrado do avental podem ser obtidas das projecções ortogonais da pirâmide de base quadrada.

Muitas técnicas humanas baseiam as suas soluções no triângulo rectângulo, ou pitagórico, formado por um cateto com tamanho três, outro com tamanho quatro e a hipotenusa com tamanho cinco, independente da unidade que se lhe atribua.

São cinco os sentidos que permitem tomar consciência do mundo material, exterior: tacto, visão, audição, paladar e olfacto: onde da óptica do Maçon, os três primeiros servem para a comunicação fraternal, o paladar para distinguir o doce do amargo e o olfacto para perceber odores, prazerosos ou fétidos. E no conjunto destes sentidos determinam-se os meios pelos quais a materialidade se comunica com a espiritualidade ou a alma sente e se relaciona com o mundo material.

A sua representação espiritual é a pirâmide de base quadrada. Cinco cantos e cinco faces. Na base água, terra, ar e fogo, no ápice a quintessência ou o transcendental pitagórico, o quinto princípio, o verbo inteligente. O principio que deu origem ao universo. O elemento espiritual que impulsiona à acção. Em linguagem poética a quintessência, ou quinta essência, é o reino dos céus. A Loja Maçónica e a pirâmide de base quadrada egípcia são representações do universo.

Cinco é o símbolo da consciência encarnada. E em consequência induz que a espiritualidade também é encarnada, pois o quinto elemento permite a representação completa do homem na sua forma física. Permite que se possa tomar consciência do espiritual e do material unido, encarnado. O corpo humano representado por uma estrela de cinco pontas é a união, a junção, do mundo interior, espiritual, com o mundo exterior, material, formada pelos cinco elementos.

O esquadro sobre o compasso pode ser inscrito ou circunscrito por uma estrela de cinco pontas, a estrela flamejante, desenhada a partir da linha de ouro e com a ajuda daqueles instrumentos. Dentro da estrela pode ser inscrito o homem exactamente como o representado pelo homem pitagórico. Disposto assim o esquadro sobre o compasso representa o homem completo. E como o esquadro e o compasso estão apostos ao Livro da Lei, o símbolo completo significa a principal mensagem que a Ordem Maçónica, mesmo sem ser uma religião, transmite aos seus adeptos; a sua espiritualidade.

O esquadro e o compasso unidos sobre o Livro da Lei devem ser vistos como o Maçon, deitado inteiro, material, emocional e espiritual, sobre a mensagem que ele respeita como origem da sua construção espiritual. A ponta superior da estrela representa o domínio da quinta essência sobre os elementos materiais, os membros inferiores, a materialidade.

E como esta estrela, o Maçon busca a luz e deixa brilhar a sua luz com uma vida norteada pela acção fraterna num universo que representa a Loja, onde ele, deitado sobre o Livro da Lei, é o centro do grande universo. Fora dele está o grande universo e inscrito nele uma representação em miniatura deste mesmo grande universo, daí a necessidade de viajar para dentro de si mesmo e visualizar neste mini-universo a assinatura do G∴ A∴ D∴ U∴, a sua espiritualidade encarnada, a cabeça é obedecida pelos quatro membros.

O Maçon evoluído busca equilíbrio consigo, com os outros e o meio-ambiente. É dotado de motivação para a prática da virtude, não por obrigação, mas por sentimento de dever cumprido. Não demonstra receio de punições num mundo após a sua morte. Aplaca paixões desenfreadas a um nível quase insignificante. É moderado até no falar e a expor as suas ideias.

Em função da sua condição e estado neurofisiológico tenta ser cordial não só com os seus Irmãos em Loja, mas com toda a colectividade. Não é tido a bravatas no campo da política partidária. Busca ficar longe do barulho e da desordem. Resumindo: é moderado, discreto e só busca um espírito desenvolvido. Vive a vida onde o compasso simbolicamente representa a medida da qualidade de reconhecer os próprios limites, bem como os limites do mundo exterior e eventualmente ultrapassá-los.

Adaptado de Autor desconhecido

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