Freemason

No espírito da Maçonaria e de Deus

✍️ Desconhecido 📅 24/04/2021 👁️ 7 Leituras
Julian Rees, maçonaria
Julian Rees

A Maçonaria, de acordo com a nossa própria Grande Loja, ensina lições morais e autoconhecimento. Aqui nos posicionamos. A partir deste ponto, nós, como Maçons, iniciamos a nossa jornada, a nossa busca pelo autoconhecimento, um caminho que nos leva às partes mais íntimas de nós mesmos, à nossa própria psique e à nossa própria alma. Contra o imperativo desse autoconhecimento, todas as outras actividades na Maçonaria nas quais nos envolvemos, sejam sociais, caritativas ou rituais, devem ficar em segundo plano, por mais louváveis ​​que sejam e por mais que possam actuar como auxiliares da busca principal.

Um iniciado ao entrar na nossa Ordem, que talvez não ouça muito atentamente as palavras do ritual, pode ser perdoado por sentir que a Maçonaria é um clube social com actividades de caridade, vestido com um conjunto de encenações misteriosas e com paramentos complexos que indicam maior grau. Mas se ele parar e sentir as palavras do nosso ritual, pode surpreender-se. Ele apenas solicitou humildemente ser admitido nos mistérios e privilégios. Humildemente? Mistérios? Privilégios? Estas não são palavras ouvidas com muita frequência nas conversas pós-modernas do século XXI! E como eespera ele obtê-los? Com a ajuda de nada menos do que o próprio Deus. Por outras palavras, apenas quatorze linhas ou noventa e duas palavras no ritual de primeiro grau, e já estamos a invocar a Divindade e estamos prestes a invocar a bênção do céu para capacitar o candidato para que possa destapar as belezas da verdadeira piedade.

O nosso candidato afirma que é em Deus quem ele confia nos casos de dificuldade e perigo, não na sua mãe, nem na sua esposa, nem no seu patrão, nem no corrector de seguros que lhe prometeu indemnização pelas dificuldades e perigos desta vida – não, nenhum destes será suficiente, somente Deus. Estamos a falar a sério sobre Deus? Estas referências à Divindade, ao poder da Divindade e à espiritualidade manifestada em todos nós e no nosso mundo, aumentam à medida que este candidato progride nos seus três graus. Encontramos referências repetidas e crescentes a Deus e às nossas relações com ele. Mas na verdade, é muito mais profundo do que isto. Se considerarmos que a secularização do ritual Maçónico já se arrasta por cerca de 300 anos, podemos começar a avaliar quanta referência espiritual foi perdida neste período. No ritual de 1780 de uma das ordens Maçónicas alemãs, as referências à Divindade e à natureza de nosso próprio espírito são muito mais numerosas do que hoje.

É certo que este ritual é cristão em conceito, mas isso eram quase todos, se não todos, os rituais Maçónicos daquela época. Aqui, então, podemos ter tropeçado no motivo para tal secularização, que no século XVII se move para descristianizar a Arte, o bebé foi atirado fora com a água do banho; a espiritualidade foi sacrificada junto com a doutrina e o dogma. O ensino de lições morais e de autoconhecimento, por outras palavras, a abordagem do nosso próprio espírito, deve ser o nosso requisito mínimo. Se quisermos permanecer fiéis, pelo menos a este requisito mínimo, talvez possamos querer recuperar essa dimensão da nossa Ordem que foi perdida, a dimensão que nos dá acesso a este conhecimento de nós mesmos, o nosso espírito, a essa “alteridade “em nós mesmos. O que queremos dizer com isto? Queremos dizer que a atenção ao nosso bem-estar físico, o reconhecimento e o cuidado com o lado material da nossa existência não são suficientes.

Conhecer-nos a nós mesmos não envolve compreender os nossos corpos e como eles funcionam, por mais valioso que seja esse conhecimento. Significa compreender o lado imaterial e não físico de nós mesmos, compreender o nosso coração, mente, psique e alma. Significa conhecer o nosso verdadeiro eu, compreender essa matriz espiritual maior da qual fazemos parte. Significa estar com nós mesmos, ser dono de nós mesmos, conhecer-nos, ter uma avaliação equilibrada dos nossos talentos e das nossas falhas, para que não precisemos tentar tanto dar provas diante dos outros. Então, estamos a aproximar-nos dessa “alteridade” que é uma parte tão preciosa da nossa própria existência. Afinal, somos maçons “especulativos” nesta busca, do latim specula, um espelho. Na verdade, somos um reflexo da divindade.

Ao escrever sobre os antigos mistérios no seu livro Maçonaria – uma viagem através do ritual e do símbolo, W. Kirk MacNulty coloca este conceito de “alteridade” em perspectiva:

O Universo é limitado pela extensão dos fenómenos físicos [mas] o do mundo antigo foi concebido como contendo vastos reinos imateriais que não estavam disponíveis para a percepção comum, mas ainda eram considerados parte do Universo como ele era então entendido. . . Os eventos que ocorrem dentro destes domínios imateriais foram considerados governados por. . . a mesma lei natural que deu consistência ao mundo da experiência comum. Os Mistérios eram escolas que forneciam conhecimento das leis naturais que operavam nestes reinos imateriais. O seu conhecimento era transmitido por um processo de desenvolvimento representado pelo avanço por meio de uma série de graus, e a própria instrução envolvia ritual e elaborada estrutura simbólica usada para comunicar os princípios. O objectivo era treinar as pessoas para viver em consonância com as leis naturais ao operar nos domínios imateriais.

E MacNulty continua contando-nos sobre as façanhas dos Deuses da mitologia, homens e mulheres com poderes notáveis envolvidos em aventuras surpreendentes governadas por regras arbitrárias e ocorrendo em situações improváveis. Tudo um pouco abstracto, alheio à realidade, supersticioso até? Bem, removido do materialismo científico contemporâneo, certamente. Mas mesmo nas nossas próprias vidas hoje, temos experiências na fronteira da realidade quando sonhamos, quando exploramos esta paisagem nas fronteiras da nossa própria consciência, as fronteiras da nossa própria psique.

O facto é que, condicionados como estamos pela orientação materialista da nossa sociedade, qualquer percepção de nossa “alteridade” parecerá bizarra, para outros, senão para nós mesmos, até que passemos o que chamo de barreira da “realidade” e interpretemos os símbolos pelo que comunicam, em vez de interpretá-los pelo valor facial. Como Maçons, temos uma oportunidade única, usando símbolos e alegorias, de nos libertarmos das limitações espirituais do materialismo científico e assumir a alteridade em nós mesmos, sem a qual o conhecimento activo de nós mesmos não é possível. A religião usa os dispositivos mais antigos para isso – mito, ritual, devoção e acção social – como formas de lidar com o desejo humano fundamental de chegar a um acordo com o mistério da nossa própria existência. Mas a espiritualidade é anterior às grandes religiões mundiais.

Frequentemente, entendemos mal o que o caminho Maçónico nos está a tentar ensinar. Na Maçonaria, temos uma alegoria abrangente de nascimento, despertar moral, vida, busca de conhecimento, experiência, através da sabedoria suprema e do conhecimento de nós mesmos, até à importância da morte do nosso antigo eu para atingir o renascimento e a perfeição. Será que o nosso caminho espiritual está enraizado apenas em conceitos intelectuais, académicos ou racionais? De forma nenhuma. O proeminente teólogo católico Hans Küng lembra-nos que “a fé seria apenas meia coisa se abordasse apenas o nosso entendimento e razão e não a pessoa inteira, incluindo os nossos corações”. Referi-me antes à diferença entre a nossa existência material e a nossa “alteridade”, aquela parte vital de nós mesmos, para além do material. Para alcançar aquela parte mais íntima do nosso ser, gostaríamos de nos livrar do material, para descobrir de facto que dentro desta estrutura perecível reside um princípio vital e imortal, inspirando santa confiança. Precisamos, na descrição cristã, de “morrer para nós mesmos”, contemplar o nosso destino inevitável, a fim de nos guiar até ao mais interessante de todos os estudos humanos. A santa confiança mencionada é que em nós mesmos podemos ser perfeitos; podemos em nós mesmos derrotar o derrotismo, derrotar a dor, o sofrimento, a baixa auto-estima, a insegurança, o caos interno e a hostilidade externa, e erguer os nossos olhos para um horizonte mais brilhante.

Mas, para fazer isto, precisamos de uma compreensão mais próxima da natureza ou essência de Deus para promover a nossa busca por autoconhecimento e o mistério da nossa própria existência. É bastante claro que a expressão de crença em Deus de um candidato pode não corresponder à de outro. Também está claro que não chegaremos a lugar nenhum se tentarmos provar a existência de Deus ou definir a Sua natureza. Mas então deveríamos lembrar-nos que “provar a existência de” não significa a mesma coisa que “acreditar em”. Como diz Dietrich Bonhoeffer “Um Deus que está aí, não é Deus”. Deus, compreendido mais profundamente e em última instância, não pode ser simplesmente um objecto. Se Deus fosse isso, não seria Deus. Deus é, por definição, aquilo que não pode ser definido, não pode ser limitado. Em todos os Livros Sagrados do mundo, Deus não é demonstrado em nenhum lugar por argumentos. Os nossos poderes da razão, limitados como estão pelo espaço e pelo tempo, não podem provar o que está fora do espaço, fora do tempo. Pela razão, não podemos provar que Deus existe nem – ateus, notem – que Ele não existe. Não existem provas estritas, mas existem boas razões para a Sua existência.

Estar ciente da Sua existência, portanto, vai depender de abrirmos os nossos corações. Na minha juventude, como muitas pessoas, tive um coração fechado. Passei por uma fase ateísta. Sempre que fazia perguntas a seguidores de religiões diferentes – O que é Deus? – Onde está Deus? – Recebi respostas como – Deus está em todo o lado – Deus está em si – e finalmente – Você é Deus. Isto não fazia sentido na época, tão grande era minha antipatia e desconfiança em relação ao próprio conceito de Deus. Só prestei atenção muito mais tarde e, com um lento amanhecer, comecei a ver o que isto poderia significar. Quando me tornei Maçom, perguntei-me em particular o que significava o seguinte:

Dá-lhe a competência da Tua sabedoria divina para que, auxiliado pelos segredos da nossa Ordem Maçónica, ele possa ser melhor habilitado a revelar as belezas da verdadeira piedade.

Aos poucos, ficou claro que uma promessa estava a ser feita. Uma promessa de que, auxiliado pelos segredos, verdadeiros segredos de significado, não senhas e sinais, eu poderia estabelecer um caminho de compreensão, ou ciência, da divindade, não alguma divindade abstracta removida do meu entendimento, mas a divindade já residente em mim mesmo. Isto é verdadeiramente empowerment: reconhecer, pela meditação, a divindade que é minha e possuí-la, estando no centro limitado pelas partes equidistantes do círculo, num ponto onde, como Mestre Maçom, não posso errar, sou verdadeiramente Eu mesmo.

É interessante notar que esta visão é apoiada também por teólogos cristãos. Hans Küng escreve que os cristãos, hoje, estão convencidos de que o significado desta vida não é simplesmente “Deus” ou “o divino” em abstracto, mas os próprios seres humanos, o humanum que tudo abrange. Não apenas para conhecer a Deus, amar a Deus, servir a Deus, mas também a auto-realização, o autodesenvolvimento, o amor ao próximo e aos distantes. E não se deverá incluir acima de tudo as relações humanas?

Devo dizer aqui que é importante distinguir entre o egoísmo egocêntrico, que é negativo, e a autoconsciência, que pode levar a tantas coisas positivas. Este não é o único apoio que Hans Küng dá a tal visão. Ele escreve:

Como ser humano, tenho, em razoável confiança em Deus, um “ponto arquimediano”, um ponto de vista firme a partir do qual posso pelo menos determinar, mover e mudar “o meu mundo”, um absoluto ao qual me posso agarrar. O compromisso livre com este absoluto dá-me grande liberdade contra tudo o que é relativo neste mundo – não importa o quão importante e poderoso possa ser. No final, sou responsável apenas perante este Deus e não perante o estado ou a igreja, um partido ou uma empresa, o papa ou qualquer líder. Esta crença em Deus é, portanto, o alicerce para uma atitude ética básica alternativa [cujo] centro é a liberdade e o amor, e cujo ponto focal é uma nova esperança e alegria na vida.

A “morte para o eu” mencionada anteriormente é a chave para esta liberdade, e é traduzida em partes do nosso ritual, pequenos vestígios da dimensão espiritual que praticamente perdemos. Mas o efeito geral disto é tornar o candidato tão inseguro de si mesmo e do seu ambiente que não mais confia sem pensar no mundo material ao seu redor, a evidência dos seus sentidos. Em cada grau, ele avança através deste estado de insegurança, expandindo a sua consciência para abraçar um novo nível no Templo da psique. A iniciação pode ocorrer apropriadamente não durante a cerimónia em si, mas como consequência dela – a cerimónia planta uma semente e a elevação real do seu nível de consciência segue-a. Quando isto é alcançado, quando o coração do iniciado está aberto, ele é verdadeiramente um Aprendiz. A sua iniciação ocorre no andar térreo da sua psique, aquela parte relacionada com o mundo físico, mas separada dele.

O candidato concordou em ser privado, simbolicamente, das riquezas mundanas. As suas roupas estão meio desfeitas, uma metáfora muito mais marcante no vestuário elaborado de um cavalheiro do século XVIII, talvez, do que é hoje. Ele permitiu que um laço fosse colocado no seu pescoço, uma imagem poderosa de submissão. E, o mais importante, ele concordou em ser privado do poder da visão, em ser conduzido nas trevas. Se preparamos o nosso candidato adequadamente, mental e fisicamente, ele deve sentir-se humilde, submisso e cego a mais do que apenas luz material, sem saber por quanto tempo. Ele faz uma viagem nas trevas e privado de tantas coisas da sua vida quotidiana que lhe permita  sentir-se seguro. O objectivo aqui é focar a mente longe da sensualidade do mundo no próprio ser e consciência do candidato. Ele fica mais perto de se livrar da sua vestimenta materialista. Ele certamente que se sentirá ameaçado por objectos pontiagudos.

O seu futuro nesta nova forma de vida está longe de ser certo. Ele é aconselhado contra a precipitação, contra precipitar-se impetuosamente, e também contra o recuo, a reticência. Mas observem que estes riscos são construídos de forma que evitar um é aumentar o outro. Ele não pode ser impetuoso nem pode conter-se, e por este meio aprende a perseverança resoluta, mas cautelosa. Uma das principais atitudes exigidas de um Aprendiz é a fidelidade aos segredos. Eu acredito que o conceito de segredos Maçónicos é um dos mais mal compreendidos. Certamente que não pode significar sinais, símbolos e palavras, muito menos a forma e o conteúdo das nossas cerimónias de elevação. Estes foram publicados de forma tão extensa que não podem mais ser considerados como dignos de serem escondidos do mundo profano. Eu mesmo li Darkness Visible, de Walton Hannah, antes de minha Iniciação e, perversamente, isso deu-me um desejo ainda maior de me tornar um Maçom! Não, estamos a falar de segredos bem diferentes destes. A Maçonaria, vista como deveria ser, não é uma organização física, mas sim uma actividade em busca da divindade, de maior luz. Os nossos segredos são aquelas coisas que estimamos, segredos da nossa própria criação e criatividade, que, portanto, relutamos em expor, tanto quanto um romancista não gosta de mostrar a sua obra a outras pessoas até que esteja concluída. Estes também são segredos porque revelá-los negaria o bom efeito que teriam nos futuros Iniciados. O Aprendiz é representado pelo Ashlar áspero. Kirk MacNulty refere isto muito bem:

Enquanto a rocha permanece na pedreira, faz parte da massa e experimenta o que a massa experimenta. O candidato ao grau de Aprendiz está prestes a se separar e a se comprometer a viver a sua vida como um indivíduo, a ser uma pedra separada. É um passo que só ele pode dar; e ele pode dá-lo apenas para si mesmo. Quando ele tiver feito isto, quando ele se reconhecer como um indivíduo, como a pedra bruta que nunca mais fará parte da rocha, o Aprendiz nunca mais poderá regressar. Por outras palavras, quando ele teve uma visão sobre a sua natureza, quando ele teve um vislumbre do facto de que ele realmente é, por dentro, no âmago do seu ser, a “Imagem de Deus”, ele nunca poderá deixar de saber.

Mas é claro que no segundo grau ele vai trabalhar nesta pedra bruta e fazer dela uma pedra lisa que, quando estiver completa, se integrará de boa vontade com os seus companheiros e carregará o fardo com eles; integrar-se-á da mesma maneira que a pedra angular de um arco deve se encaixar perfeitamente nas pedras adjacentes para sustentar a totalidade com perfeição. No segundo grau, os mistérios ocultos da natureza e da ciência não são transmitidos durante a cerimónia, mas o candidato é informado de que pode estender as suas pesquisas a eles. Aqui, novamente, os frutos do grau tornam-se acessíveis como resultado do trabalho que o candidato realiza após a cerimónia. Os mistérios da natureza e da ciência estão ocultos; e agora ja deve ter adivinhado que eles não estão escondidos porque temos algo a esconder – eles estão escondidos porque ainda não podemos vê-los, e eles são mistérios porque ainda não podemos entendê-los. Requer a nossa própria contribuição para os tornar manifestos. Requer que viajemos no nosso caminho Maçónico e trabalhemos. Um mistério não tem valor se estiver “à sua frente”; o seu valor reside no próprio trabalho que temos que fazer para o revelar. Só um tolo conferiria um diploma universitário a alguém que não estudou o assunto. No primeiro grau, somos apresentados a uma escada retratada no quadro da Loja, incorporando uma grande quantidade de simbolismo, mas essa escada é uma promessa para o futuro; nós não a ascendemos no curso do grau. No segundo grau, ao contrário, somos obrigados a subir a escada em caracol de três, cinco, sete ou mais. Pelos três podemos perceber as três luzes menores e as suas colunas acompanhantes; o coríntio, conferindo beleza, referindo-se ao coração; o dórico, transmitindo força, referindo-se à mente, e o jónico, transmitindo sabedoria e conhecimento de si mesmo, referindo-se à alma. Aos cinco aprendemos sobre as cinco ordens de arquitectura e seu simbolismo concomitante. Aos sete, entramos nas artes liberais e nas ciências. O tempo permite apenas esta breve exposição, mas este é um verdadeiro trabalho; trabalho para alisar a pedra bruta e torná-la algo que estará pronto para a última e maior prova do terceiro grau.

Nem o tempo me permite levá-lo mais do que fugazmente ao terceiro nível de consciência, partes das quais já exploramos aqui. Basta dizer que, se tudo correu bem, se realmente progredimos no nosso caminho Maçónico, alcançámos no terceiro grau algum nível de autoconhecimento, aprendemos como nos libertar para nos focarmos no nosso mundo interior, alcançámos algum nível interior de harmonia, paz e realização alegre, para que possamos verdadeiramente estar no centro, imbuídos de tudo o que a divindade nos concede e exige de nós e capazes, como Maçons, de cumprir o nosso dever para connosco e, por meio disso, para com o mundo ao nosso redor, para viver em harmonia com este mundo e realizar o nosso próprio potencial. Não existe maior presente, maior realização, nenhuma luz mais brilhante.

Julian Rees
Antigo Assistente de Grande Diácono da Grande Loja Unida de Inglaterra (UGLE)

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

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