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A importância do pensar e se conhecer na Maçonaria

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✍️ Desconhecido 📅 10/11/2025 👁️ 2 Leituras

pensar

O ser humano distingue-se dos demais animais pela capacidade de processamento de informações através do acto de pensar. É formar ideias na mente, é imaginar, considerar ou descobrir. O filósofo René Descartes, já dizia;

“com a palavra pensar entendo tudo o que sucede em nós, de tal modo que o percebemos imediatamente por nós mesmo: portanto, não só entender, querer, imaginar, e sim também sentir é o mesmo que pensar”

Pensar estabelece relações, as conceitua e encontra um significado para eles. Formar relações entre vários conceitos é julgar. Estabelecer o significado de vários conceitos é raciocinar. Assim o acto de pensar implica três funções básicas: conceituar, julgar e raciocinar.

O grande Irmão Duque de Caxias dizia: “liberdade é pensamento. Pensamento é liberdade. Na essência do pensar está a autonomia.” Partindo desta última definição de que na essência do pensar está a autonomia, na Maçonaria o acto de pensar está directamente ligado ao postulado da Liberdade para desenvolver os seus conceitos a partir dos ensinamentos recebidos, porque somos livres e autónomos para falar e assumir posições, sem afastar-nos da filosofia maçónica e de seus princípios. Filosoficamente, a Maçonaria mostra ao homem-maçom que ele tem um compromisso consigo mesmo, com o seu pensar, o que fazer da sua própria existência. Pois, quando o homem prescinde de si mesmo, dos seus deveres, quando o homem abre mão da sua liberdade, da quantificação do seu Eu, quando o homem se esquece de si próprio, está a negar se como Ser.

A minha intenção deste trabalho não é a de aprofundar a busca filosófica da Arte Real, vamos ao objectivo do pensar e o conhecer-se na Maçonaria, especialmente ao Primeiro Grau.

O Primeiro Grau se estereotipa no “conhece-te a ti mesmo”, divisa escolhida por Sócrates. O grande pensador ensina ao Aprendiz que a primeira coisa a fazer é aprender a pensar. Aprendendo a pensar aprende-se a conhecer, e a falar. Aprendendo a pensar encontraremos, sem dúvida, meios e modos que facilitam à busca, a procura, a investigação, o ponto de chegada. Assim, neste vai-e-vem do pensar, neste vai-e-vem da busca, o Aprendiz, introspectivamente, passará a conhecer-se melhor.

Conhecer é descobrir o Ser. Assim para o Aprendiz, o desconhecimento do Ser é o autoconhecimento e deve levá-lo á introspecção, à análise da sua forma de vida antes da iniciação. Estabelecendo a partir de então os limites entre o profano e o iniciado, corrigindo as aventuras falhas de construção do seu edifício, passando a pensar e agir dentro dos limites estabelecidos, que pode significar simbolicamente o nascimento do novo Ser.

O Maçom estará pronto para a busca dos conhecimentos da Ordem a partir do autoconhecimento e da “morte” dos resquícios contrários à filosofia maçónica inerentes ao profano.

“Conhece-te a ti mesmo” leva-nos à conclusão de que se não praticarmos o conhecimento de nós mesmos, se não nos propusemos a esmiuçar o nosso espírito com objectivos de melhorá-lo, com a intenção de aperfeiçoar o nosso intelecto, não projectaremos em nós uma melhoria moral, não conseguiremos desbastar a Pedra Bruta. O Primeiro Grau é onde utilizamos com maior propriedade os sentidos da visão e da audição. Com eles desenvolvemos o Pensar, estabelecemos relações e comparações que formarão os alicerces do desenvolvimento e ajudar-nos-ão nos passos seguintes da caminhada. Lembrando que todos iniciados na Ordem pela a coluna do norte, no primeiro grau, e cada um tem o seu momento de despertar, porque não existe prazo determinado para o seguimento da jornada. O que deve acontecer é a maturação do iniciado, uma etapa de cada vez, um degrau após o outro, e mesmo assim sem jamais deixar de ser Aprendiz, sem jamais deixar de utilizar os sentidos da visão e da audição com sabedoria. Cada degrau da escada de Jacob inexiste sozinho, ele sempre será o resultado do somatório do conhecimento adquirido nos degraus anteriores.

Para a reflexão de todos os Irmãos: praticar o Pensar para conhecer-se, para então buscar o diferencial, a formação do novo Eu através do conhecimento, para a transformação, para o renascimento, para a prática da verdadeira Maçonaria.

A intenção deste trabalho tem como objectivo incentivar os Irmãos para o PENSAR, o conhecer-se, que é na minha opinião a primeira grande instrução do grau, para então desbravar, investigar a verdade através da leitura, da interpretação dos símbolos e alegorias e da troca de experiências com os outros irmãos.

André Bessa

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