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A fobia à Maçonaria voltou a soar nas ruas de Madrid

✍️ Desconhecido 📅 17/08/2020 👁️ 8 Leituras
Grande Loja de Espanha, madrid
Grande Loja de Espanha

Comunicado oficial da Grande Loja de Espanha

El masón, al paredón” (O Maçom, para a parede). Este terrível slogan voltou a soar ontem em Madrid durante a manifestação contra as medidas sanitárias adoptadas pelas nossas autoridades para tentar conter a pandemia de Covid-19. Não é a primeira vez que este grito de ódio soa em Espanha; entre 1936 e 1978, ser Maçom em Espanha foi um crime. Porém, hoje, na Espanha democrática, o crime é o ódio aos diferentes, punível pelo nosso Código Penal com pena de prisão de um a quatro anos.

São as autoridades competentes, e não nós, que devemos determinar se ontem, diante das câmaras e microfones da Comunicação Social, houve um crime de ódio. Cabe a nós, desde a serenidade, reflectir sobre as raízes profundas deste ódio à nossa Ordem. Por outras palavras, a fobia à Maçonaria é evitável? Nós acreditamos que não. A Maçonaria, como qualquer outra instituição, há muito tempo que explica o que é e o que faz. Já vimos esta reacção noutras épocas da história. A Maçonaria sempre atrairá o ódio porque, em essência, é amor. O mais puro que pode ser imaginado: fraternidade humana independentemente de raça, nação, classe social, credo religioso ou ideias políticas.

A fobia à Moçonaria é um sintoma, onde quer que apareça, de que algo está errado. Ontem fomos atacados por fanatismo e ignorância. Quando se trata de sair da sua ignorância e buscar a verdade fenomenológica, os seres humanos confiam no método científico há séculos: os factos devem provar as hipóteses que formulam. Nos nossos dias, porém, há um retorno ao probatio diabólico medieval: acreditar firmemente numa ideia, mesmo que se não possa provar que seja verdade, porque é indemonstrável de que não é certa.

A coberto destes esquemas de pensamento, típicos da ignorância e do fanatismo, banidos pela lógica, alheios à ciência, proliferam todos os tipos de desinformação sobre a pandemia de que padecemos hoje. O mais terrível não são as ideias em si, nem que algumas delas nos incluam nos seus delírios. O mais terrível são os actos que provocam, com consequências insuspeitadas para a saúde, como a concentração de milhares de pessoas que não cumprem, desconfiam da ciência, das medidas de distanciamento social e de protecção decretadas para conter eventuais novos surtos.

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

Fonte

  • Grande Loja de Espanha

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