Arte Real

A ÉTICA NA MAÇONARIA

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✍️ noreply@blogger.com (TRABALHOS MAÇÔNICOS) 📅 27/03/2015 👁️ 0 Leituras


Em sentido lato, podemos dizer que a ética é a parte da filosofia que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral.


Entretanto, a ética na Maçonaria tem como um dos objetivos refletir quanto aos fundamentos dos princípios maçônicos, bem como sobre as obrigações e os deveres do Maçom.


Assim sendo, podemos afirmar que, tanto a ética quanto a moral são requisitos indispensáveis ao Maçom, para que realmente possamos nos dizer “livres e de bons costumes”, ou seja, termos atitude ética e moral compatíveis com os princípios que regem a Maçonaria.


Nesse sentido, pode-se dizer que, a ética maçônica está mais preocupada em detectar a importância dos princípios da Maçonaria, alinhados à sabedoria filosófica, bem como em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a justiça e a harmonia, além de refletir quanto aos meios de os alcançarmos.


Em contrapartida, a moral está mais preocupada na construção de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar um bom convívio social. Lembramos que, para os gregos, a ética era um conjunto de princípios imutáveis.


Nessa perspectiva, podemos concluir que, a ética está na essência da alma humana e isso significa a possibilidade de se praticar o bem.


Todavia, na tradição romana, a ética seria o mesmo que moral ou costumes.

O problema é que, a moral ou os costumes são mutáveis, diferentemente do conjunto de princípios que definem a ética, segundo a ótica dos gregos.


Entendemos que, na Maçonaria devemos levar em conta essas duas vertentes. Isso significa dizer que, se para os gregos a ética está na essência do homem, para o maçom ela vai além, ou seja, tem que se concretizar na prática, seja através dos costumes ou da moral, como pregavam os romanos.


Finalmente, concluímos que, a ética maçônica, salvo melhor juízo, deve ter como fundamento tanto o pensamento grego quanto o romano, a fim de que possamos evoluir em nossa trajetória maçônica e, de fato nos tornarmos paradigma para nossos irmãos, família e para a sociedade em que vivemos.



AILDO VIRGINIO CAROLINO Secretário Estadual de Gabinete – GOB-RJ

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