O silêncio do Aprendiz
Em Loja, o Aprendiz Maçon não tem direito ao uso da palavra. Esta frase, sendo substancialmente verdadeira, não espelha, porém, correctamente a realidade...
A disposição de aceitar e respeitar as opiniões, crenças ou práticas de outros, mesmo quando diferem ou se opõem às nossas, é um pilar fundamental para a edificação de qualquer sociedade que almeje a paz e o progresso. Historicamente, esta virtude emergiu como um contraponto necessário aos dogmas inflexíveis e ao fanatismo que por séculos ceifaram vidas e impediram o florescimento do pensamento livre. Não se trata de uma mera indiferença ou de uma ausência de convicção pessoal, mas sim de um exercício consciente da razão e da compaixão, que reconhece a autonomia da consciência individual e a legítima diversidade de caminhos que os homens podem trilhar na busca pela verdade e pelo aperfeiçoamento moral. É a compreensão de que a verdade, em sua plenitude, pode ser multifacetada e que a imposição de um único ponto de vista invariavelmente leva à opressão e à estagnação do espírito humano. Este princípio, portanto, é a própria essência da liberdade de consciência, um farol que guia a humanidade para longe das trevas da ignorância e da perseguição, promovendo a coexistência pacífica e o enriquecimento mútuo através do diálogo e da compreensão recíproca.
Dentro dos augustos limites da Loja, este preceito assume uma dimensão ainda mais sagrada e prática, sendo o cimento invisível que une irmãos de origens, profissões e perspectivas as mais variadas sob o mesmo teto simbólico. É a virtude que permite que discussões sobre os grandes mistérios da vida e os símbolos da Ordem ocorram sem que a paixão ofusque a razão ou que o desacordo de ideias se transforme em discórdia fraternal. Cada irmão é encorajado a desenvolver sua própria compreensão da Luz, respeitando que o caminho do seu vizinho pode ser diferente, mas igualmente válido em sua busca pela perfeição. Assim, a harmonia é mantida, não pela supressão das diferenças, mas pela sua aceitação e pelo reconhecimento do valor intrínseco de cada individualidade no grande mosaico da fraternidade. É por esta prática constante que a Maçonaria pode verdadeiramente ser universal, acolhendo homens bons e leais de todas as crenças, desde que creiam no Grande Arquiteto do Universo e se esforcem para viver uma vida de retidão e serviço, construindo juntos o templo da humanidade sem que nenhuma ferramenta de ferro seja ouvida, apenas o som da concórdia e do mútuo respeito.
Em Loja, o Aprendiz Maçon não tem direito ao uso da palavra. Esta frase, sendo substancialmente verdadeira, não espelha, porém, correctamente a realidade...
Existe um sítio na Rede, em inglês, que mostra, de maneira particularmente impressiva, o ritmo de crescimento da população humana no Mundo e todo um conjunto...
O primeiro nível de integração de que a Loja deve, de imediato, cuidar é o da integração social, porque, como é fácil de entender, condiciona todos os demais...
A - Introdução Iniciam-se estas reflexões por um ligeiro esboço da situação político/militar em Portugal antes da Guerra dos 7 anos. Procura-se seguidame...
Aqui no A Partir Pedra, quanto a sítios e blogues de inspiração ou temática maçónica, a única distinção que fazemos é a da existência ou não de qualidade.Hoj...
Esta semana o “Sol” publicou uma entrevista com o Muito Respeitável Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP, Irmão Mário Martin Guia.É um documento...
Os minutos seguintes foram dos mais complicados da história da Loja. Quase 40 Homens adultos nos braços uns do outros – não importava que caminho tinham vot...
O sexto e último tema dos Antigos Deveres respeita à conduta que os Maçons devem ter, em todos os aspectos da sua vida:1. NA LOJA, ENQUANTO CONSTITUÍDA Não o...
No seu texto Breve análise do Blogue, JoséSR sugeriu aos visitantes do mesmo que, no espaço para comentários, indicassem assuntos que gostassem de ver aqui ...
Estes meus “Compagnons de Blogage…”, Rui e José, têm um mau feitio insuportável.Havia decidido não gastar “tempo de antena” com este assunto do “Referendo so...
O tema Tolerância já deu, este mês, lugar a onze textos, cinco meus e seis do JoséSR. Parece-me ser tempo de encerrar o tema, sob pena de se criar uma monoto...
No seu texto Tolerância - o verdadeiro início do conceito, JoséSR dá uma achega que aceito perfeitamente. Tem lógica o que ele ali escreveu.Permito-me apena...