A ultrapassagem
No texto O nono Venerável Mestre, referi que Luís P. exerceu a função com alguns laivos de autoritarismo. Convém esclarecer que tal sucedeu não porque Luís P...
Aquele que inicia sua jornada nos domínios da arte real, ecoa os primórdios das confrarias operativas, onde o neófito era introduzido aos rudimentos de um ofício. Era o período de observação atenta, de assimilação das técnicas mais elementares, de manuseio dos instrumentos básicos que, mais tarde, se tornariam extensões de sua própria vontade e engenho. Subordinado à direção de mestres experientes, o recém-chegado dedicava-se a aprender a disciplina, a paciência e a precisão necessárias para transformar a matéria-prima bruta em algo útil e harmonioso. Esta fase era crucial, pois nela se solidificavam os alicerces de todo o conhecimento futuro, uma etapa de humildade e serviço, onde a escuta e a obediência precediam qualquer pretensão de maestria. A pedra bruta, ainda disforme e irregular, representava não apenas o material a ser trabalhado, mas também o próprio estado inicial do indivíduo, pronto para ser desbastado e polido pelas mãos hábeis da instrução e da prática contínua, preparando-o para os desafios mais complexos que viriam. Era um compromisso de tempo e dedicação, um período formativo que moldava o caráter e a capacidade técnica de um artífice.
No contexto especulativo de nossa Augusta Ordem, esta condição primordial transcende a mera aquisição de habilidades manuais e se volta para o aprimoramento interior do ser. O iniciado, ao adentrar o Templo, é convidado a uma profunda introspecção, a desbastá-lo das paixões e vícios que o obscurecem, transformando sua própria essência. A disciplina do silêncio torna-se uma ferramenta poderosa para a escuta atenta dos ensinamentos, para a reflexão sobre os símbolos e rituais que se desdobram diante de seus olhos. Ele é o obreiro que começa a trabalhar em sua própria pedra bruta, compreendendo que o verdadeiro edifício a ser erigido é o templo de sua moralidade e virtude. Os instrumentos que lhe são confiados são agora de natureza moral e intelectual, destinados a auxiliar na construção de um caráter íntegro e de uma consciência iluminada. É um período de fundação ética e filosófica, onde os primeiros traços da verdadeira fraternidade e do compromisso com o bem comum são gravados no coração. A jornada apenas começou, e cada passo, por mais singelo que pareça, é fundamental para a edificação de um homem melhor, um cidadão mais justo e um irmão mais leal, preparando-o para as sucessivas etapas de luz e conhecimento que o aguardam.
No texto O nono Venerável Mestre, referi que Luís P. exerceu a função com alguns laivos de autoritarismo. Convém esclarecer que tal sucedeu não porque Luís P...
Entre Setembro de 1998 e igual mês de 1999, exerceu funções o nono Venerável Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues, Luís P..Luís P. foi um dos maçons que m...
Após estimulante conversa com o meu Irmão Aprendiz Maçon A. D., também obreiro na minha estimada loja, na qual me deu nota que via no sítio electrónico em t...
Hoje como estou com tempo e disponibilidade respondo já:O Profano disse...Caro josé...Já que a "época das perguntas" ainda não encerrou, e ainda bem :)Venho ...
Depois e um fim de semana em que nao escrevi, à semelhança do anterior, aqui volto para responder aquela que penso ser a unica questão pendente neste momento...
O Nosso Leitor Helio disse...M.’.Q.’.I.’.Espero que as férias estejam a ser justas e perfeitas.Entretanto coloco mais uma questão que julgo importante ser es...
Num comentário às respostas que dei às primeiras perguntas O Profano disse...Agradecido.Outra questão,uma "coisa" que também me causa alguma confusão: se um ...
Com a devida desculpa de nao publicar com maior intervalo mas terei amanha segunda feira uma quase total impossibilidade de o faze. Por isso aqui fica a 3º e...
O sétimo Venerável Mestre foi eleito em Julho de 1996 e foi instalado em Setembro do mesmo ano, com grande expectativa e grandes esperanças da Loja. Era um ...
O sexto Venerável Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues foi Victor E. C.. Exerceu funções entre Setembro de 1995 e Setembro de 1996.Se o Venerável Mestre ...
O quinto Venerável Mestre, que exerceu funções de Setembro de 1994 a Setembro de 1995, foi Manuel A. G..Manuel A. G., um homem corpulento e bonacheirão, era ...
Decorreu este fim de semana a Sessão de Grande Loja do Solsticio de Verão. Esta sessão é coincidente com o Aniversário da Grande Loja, que este ano festejou ...