DECÁLOGO DAS (IN)COMPETÊNCIAS
1. Não compete ao Maçom buscar honrarias; compete-lhe merecê-las e abrir mão delas, reconhecendo que mais vale ser lembrado do que agraciado. A lembrança é...
A concepção de um Princípio Criador, imanente e transcendente, reverenciado em nossos augustos trabalhos, encontra suas raízes profundas na tradição hebraica, onde o termo original, com suas nuances de "Minha Fortuna" ou "Minha Tropa", evoluiu para designar a Força Suprema que governa o cosmos. Na Maçonaria, e particularmente no Rito Escocês Antigo e Aceito, esta ideia se consubstancia na figura do Grande Arquiteto do Universo, um símbolo universal que transcende as fronteiras das religiões e dogmas, permitindo que homens de diversas convicções espirituais se unam sob um ideal comum. Ele representa a inteligência suprema, o engenheiro cósmico que concebeu e ordenou toda a criação, desde a menor partícula subatômica até as mais vastas galáxias. É a fonte inesgotável de toda a sabedoria, força e beleza que os maçons buscam em seus próprios trabalhos de lapidação interior e de construção social, servindo como o modelo perfeito de ordem e harmonia. A aceitação deste conceito fundamental permite que homens de diferentes credos se unam em um propósito comum de aperfeiçoamento, reconhecendo uma causa primeira para a existência e um arquétipo de perfeição a ser emulado em todas as suas ações e pensamentos. É o alicerce filosófico sobre o qual toda a estrutura moral e ética da Ordem é erguida, um farol que guia a jornada do maçom em busca da luz, da verdade e do progresso humano, sempre com a humildade de quem reconhece uma inteligência superior à sua.
Dentro do Templo, a presença do G∴A∴D∴U∴ não é meramente uma abstração teórica, mas uma realidade invocada e sentida em cada momento de nossos rituais, permeando o ambiente com um senso de sacralidade e propósito. Ele é o ponto de partida e o destino final de todas as nossas aspirações maçônicas, o garante da inviolabilidade de nossos segredos e o inspirador de nossos deveres para com a Ordem e a humanidade. Ao abrir e fechar a Loja, a referência a este Princípio Criador nos lembra que nossa jornada é guiada por um propósito superior, e que cada ação, cada palavra proferida e cada pensamento cultivado dentro dos limites sagrados do Templo deve refletir os atributos de sabedoria, força e beleza que Ele representa em sua plenitude. É o padrão de excelência que nos impulsiona à constante melhoria moral e intelectual, à busca incessante pela verdade oculta e à prática inabalável da virtude em todas as suas manifestações. Mais do que um mero símbolo, sua invocação é um compromisso solene com a retidão moral, com a tolerância para com as crenças alheias e com a construção de uma humanidade mais justa, livre e fraterna, onde cada Irmão se empenha em ser uma pedra polida para o grande edifício social. Ele é o elo invisível, mas poderoso, que une todos os Irmãos, independentemente de suas interpretações individuais, em um ideal comum de aperfeiçoamento pessoal e serviço altruísta à humanidade, sob a égide da mais alta moralidade e da mais profunda espiritualidade.
1. Não compete ao Maçom buscar honrarias; compete-lhe merecê-las e abrir mão delas, reconhecendo que mais vale ser lembrado do que agraciado. A lembrança é...
Parece ser bastante comum relutarmos em trazer à luz o que verdadeiramente somos, pensamos, cremos e sentimos. Relutamos em dizer a alguém, não gosto, não ...
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