VISITANTES DE OUTRO RITO
Em 14/06/2026 o Respeitável Irmão Petronilo Pereira Filho, Loja Professora Luzia Simões Bartolini, 4430, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, pede explicações.
VISITANTES
Meu caro irmão, no ritual do 1º grau do REAA, na página 202, o terceiro item do tópico 4.4 — Comportamento Ritualístico, trata do assunto dos visitantes de outros ritos. Isso está gerando dúvidas e desentendimentos entre os irmãos de lojas de ritos diferentes, pois o que se entende é que os visitantes devem seguir o ritual da loja visitada, ou seja, que os ss∴ tt∴ e pp∴ devem ser os mesmos. Na semana passada alguns irmãos, do rito Adonhiramita, fizeram uma visita a uma loja do REAA e se postaram com o sinal do rito deles. Alguns Aprendizes ficaram curiosos e no final eu falei sobre o assunto e li o item citado acima, mas que ainda estava causando desentendimentos.
O V∴ M∴ da loja visitante, após a reunião, veio me falar que não poderia ser da maneira que alguns entendem, pois que já se dava trabalho para os irmãos aprenderem os ss∴, imagine fazer o de outro rito.
Falei que o Art. 217 do RGF afirma que o visitante está sujeito à disciplina interna da Loja que o recebe. Ele disse que não iria mudar, pois continuaria usando os do seu rito. Gostaria que o irmão esclarecesse esse assunto.
CONSIDERAÇÕES
É verdade que esse assunto, por questão de interpretação, tem causado algumas discórdias, provavelmente pela falta de melhores esclarecimentos.
Nesse sentido, e na medida do possível, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB entende que um visitante de outro rito não pode alterar, com a sua presença, é o andamento dos trabalhos da Loja visitada, interferindo na execução do seu ritual.
À vista disso, se um Irmão Adonhiramita estiver visitando uma Loja do REAA, ele não pode circular pelo templo na forma do Rito Adonhiramita, isto é, passando por detrás do trono. Do mesmo modo, um Irmão praticante do Rito de York, ao perambular em uma Oficina trabalhando no REAA, não pode esquadrejar os cantos da sala da loja. Ainda outro exemplo, IIr∴ do Rito Brasileiro visitando uma Loja do REAA, não devem ficar em pé enquanto um deles faz uso da palavra – no REAA a regra é que nas CCol∴ apenas o Irmão autorizado a falar é quefica em pé.
E assim por diante.
Agora, no que diz respeito aos diversos cobridores (monitores) de grau existentes, de fato nenhum deles menciona que o visitante seja obrigado a fazer o sinal da Loja visitada. Por uma questão de coerência, cada um compõe o seu sinal, lembrando que esses gestuais são muito parecidos.
Nessa conjuntura, vale lembrar que no GOB são sete os ritos adotados, mas a legislação não obriga que cada maçom os conheça com profundidade, a não ser aquele que a sua Loja pratica.
Não resta dúvida que há Irmãos estudiosos que dominam todos os conhecimentos relativos aos sinais de muitos ritos praticados. Nesse caso, o visitante com esse domínio pode perfeitamente pôr em prática seus conhecimentos hauridos dos diversos cobridores.
Prosseguindo, outra questão pertinente é sobre o traje do Ir∴ visitante. É certo que há ritos que não admitem o uso do Balandrau em qualquer das suas sessões. Nesse caso o visitante deve respeitar a regra e se apresentar trajando terno, podendo, no entanto, usar a gravata na forma e cor que o seu rito adota – esse pormenor não altera o andamento dinâmico da ritualística.
Enfim, é isso meu Irmão. É impossível escrever todas as situações que possam advir dos trabalhos ritualísticos maçônicos, mormente pela pluralidade de ritos e trabalhos que são praticados pelo GOB. Nesse caso, a melhor receita é fazer uso do bom-senso e ir se adequando, da melhor maneira possível, às partes.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
SET/2026
