Freemason

Maçonaria & Sociedade – as lições d`Adolescência (II)

Compartilhar:
✍️ Desconhecido 📅 17/05/2025 👁️ 0 Leituras

maçonaria e sociedade

Maçonaria & Sociedade (M&S) é um tema guarda-chuva que possibilita aproximar e reflectir, a partir das mais variadas perspectivas, as 2 (duas) grandes instituições: como elas interagem (circunstâncias de colaboração, áreas de conflito, etc.); o que de uma pode ser aproveitado pela outra, e vice-versa; problemas e desafios comuns a ambas; entre tantas outras questões.

Em Pinheiro (2025) procurou-se ressaltar o quanto a representação das cerimónias Iniciáticas (assim como para a progressão nos demais Graus) sem interrupções, memorizadas e ensaiadas, em razão do dinamismo e do realismo proporcionados, mas sobretudo pela carga emocional trazida à circunstância, pode(ria) enriquecer o significado deste momento ímpar para aquele que chega ou progride na Ordem. O mote para resgatar o tema, pela sua relevância, foi a técnica de filmagem que apesar de não usual foi adoptada no seriado “Adolescência”: o Plano-Sequência, em parte responsável pelo sucesso da Série.

Todavia, para performar tal como referido, são necessárias horas e horas de ensaios conjuntos realizados por uma mesma equipe, o que, até onde se sabe, apesar das enfáticas recomendações constantes dos Rituais utilizados por todos os Ritos, constitui evento raro, raríssimo até. Até onde vai a compreensão frente às demais e efectivas ocupações de cada um e de todos [1], e a partir de onde inicia a condescendência complacente em nome das relações fraternas (e a pretexto da manutenção de uma suposta egrégora), é terreno de difícil, senão de impossível exploração e, para os que ousam criticar, recorrendo a uma expressão bastante usual e ora própria ao contexto: o destino é o cancelamento, o correspondente, para os Antigos, ao ostracismo. Assim, de regra, resultam cerimónias fragmentadas cujo significado (no todo ou em parte) é de difícil apreensão mesmo após incontáveis repetições (independentemente se como partícipe ou assistente), sobretudo se não antecedidas de estudos e esclarecimentos orientados pelos mais experientes; portanto, o oposto do que se fosse adoptado o Plano-Sequência e então mais próximas de um filme “de segunda categoria”.

Neste texto, seguindo a linha do que se percebe como paralelismos entre M&S, o foco é dirigido ao facto de que, a exemplo dos maçons, os jovens, sobretudo, mas não exclusivamente pelas redes sociais, também conversam a partir de uma linguagem simbólica que só é dada a saber aos Iniciados [2], possuem os seus próprios códigos impenetráveis [3] aos olhos dos que, porque já muito tempo Iniciados, hoje enfrentam dificuldades para compreender a realidade, ainda que próxima, que os circunscreve. A linguagem dos símbolos, assim como a manutenção de segredos, conjuntamente com as ritualísticas são, simultaneamente, instrumentos de inclusão e exclusão, portanto, de reconhecimento social, pertencimento e de fidelidade entre os primeiros, os incluídos. Quem leu não esquece, ainda que se perca nos detalhes (símbolos, senhas, contras senhas, ritualística, palavras de ordem, etc.) que uniam, fraternalmente – até a morte -, “Os Meninos da Rua Paulo”, um clássico de Molnár (2005).

Heráclito, de Éfeso (aprox. 500 – 450 a.C.), já diagnosticara uma das causas das dificuldades de lembrar: porque tudo está em permanente mudança – nem as pessoas e nem o rio, passados tão somente alguns instantes do primeiro mergulho, já não serão os mesmos por ocasião do segundo, e assim sucessivamente; nada é, tudo já foi, já passou. Um salto na História traz Harari (2024, p. 318) à cena:

Enquanto você lê este parágrafo, por exemplo, essa mera leitura está mudando um pouco a estrutura do seu cérebro, incentivando os neurónios a fazerem novas conexões ou a abandonarem elos anteriores. Você já está um pouco diferente do que era quando começou a lê-lo.

Imagine-se, então, eventos e acontecimentos mais amplos e profundos, acentuados por cargas emocionais motivadas por estímulos estéticos, como, de regra, são as Iniciações e cerimónias análogas.

Em meio às mudanças por vezes imperceptíveis que atingem igualmente a todas as gerações, um segundo elemento já admitido como um comportamento atávico, datado já desde as raízes da evolução: no que tange aos relacionamentos, a manutenção de segredos individuais e/ou restritos a determinados grupos. Enquanto os símbolos são meios através dos quais muitos dentre os segredos são guardados e, dada a sua natureza, independentemente da intenção de serem ou não mantidos em sigilo, não raro já se encontram envoltos pela bruma do mistério: a conexão significante – significado, que o único a saber, com grau de certeza, é o criador, individual ou colectivo.

Mas se a cooperação franca, não há dúvidas, tem contribuído para a sobrevivência e o sucesso da humanidade, dos segredos não se pode diminuir a importância – é questão de debate, ainda hoje, se a franqueza e o sigilo são valores absolutos ou devem ser modulados à luz do contexto, das circunstâncias. A Bíblia do Peregrino (2006), por exemplo, atestando a antiguidade do que ora se trata, está repleta de exemplos que referem ao segredo, tanto no Velho (Daniel 2: 16 a 30) quanto no Novo Testamento; Marcos 4:9 a 11 é uma das citações mais frequentes na Ordem:

E acrescentou: Quem tiver ouvidos, escute. Quando ficou sozinho, os acompanhantes com os doze lhe perguntaram sobre as parábolas. Ele lhes dizia: A vós é comunicado o segredo do reino de Deus; aos de fora tudo é proposto em parábolas de modo que por mais que olhem não vejam, por mais que ouçam não entendam; não aconteça que se convertam e sejam perdoados;

mas o tema também pode ser visto em Mateus 12:15 e 16 – “Mas Jesus percebeu e partiu dali. Muitos o seguiam; ele curava a todos e insistia que não o divulgassem” e adiante, 16:20 – “Então lhes ordenou que não dissessem a ninguém que o Messias era ele”. A questão do segredo é também apreciada no islamismo, mais especificamente no contexto da taqiyah, que estabelece as circunstâncias da sua ocultação, revelação ou dissimulação (o que envolve mentiras, traições e outros comportamentos ética e moralmente discutíveis) – os interessados numa lição prática sobre o assunto podem ler o romance autobiográfico “Filho do Hamas” [4] (Yousef, 2010).

Assim, os jovens, de todo mundo, bem como as famílias, as corporações e outras instituições, em algum nível operam com segredos e linguagens cifradas, herméticas. Embora a Publicidade tenha sido elevada à Princípio Constitucional [5] (Brasil, 2024), sabe-se que é conditio sine qua non à ascensão profissional, quer no sector público em geral (nas áreas da saúde, segurança, tributária, diplomacia, informações em geral, etc.), quer no ambiente corporativo (notadamente no que refere às tecnologias disruptivas, às estratégias, aos investimentos, etc.), a manutenção do sigilo, o qual se pretende assegurado mediante a assinatura de um Termo de Compromisso – o que facilita o ajuizamento em caso de infracção. Neste momento, por exemplo, um dos temas de maior especulação diz respeito à sucessão do Papa Francisco, falecido em 21.04.25, a ser escolhido num conclave … sigiloso. Destarte, saber operar, desde cedo, com segredos e em ambientes sigilosos, parece ser uma boa lição histórica, e por isto o seu gerenciamento estimulado, treinado, como a propósito já ocorria na antiga Esparta.

O uso da linguagem simbólica e a manutenção de segredos correspondem, pois, aos 2 (dois) lados da mesma moeda. A partir do histórico problema da comunicação intergeracional (expressa no distanciamento) naturalmente decorrente das mudanças cada vez mais aceleradas, então agravado por áreas de reserva, o roteirista e o director do seriado lançam um efectivo grito de alerta aos adultos representados pelos colectivos (actores-chaves) da Série: os pais, os professores, os administradores da Escola e, circunstancialmente, os investigadores – as distâncias e as diferenças de percepções de significados entre os grupos de actores (alunos vs. outros), numa escalada que inicia com o bullying (e o seu correlato contemporâneo, o cyberbulling) podem levar até mesmo ao cometimento de crimes contra a vida e todas as desestruturações (pessoais, familiares, institucionais) subsequentes.

O advento das redes sociais foi determinante para que, mais recentemente, o problema da comunicação intergeracional tenha escalado a níveis inimagináveis, a ponto de, como ilustra um dos Planos-Sequências, trazer o perigo que antes se supunha na rua (as más companhias) e principalmente em horário nocturno, para dentro de casa, para o convívio no silêncio nocturno do quarto (até então suposto seguro) dos filhos; assim, tal como Proteu, a cada instante tudo (a noção de perigo, de boa ou má companhia, de amizade, os significantes vs. significados, etc.) pode assumir nova configuração e/ou ser ressignificado, para o bem ou para o mal sem que, a priori, se consiga identificar, antecipar. O ambiente, está sim, envolto por maiores riscos e perigos [6].

Todavia, algumas análises veiculadas pelas mídias, entre as tantas que a Série tem motivado, s.m.j. parecem, senão de raso equivocadas, no mínimo precipitadas. Embora a Sétima Arte antes de tudo esteja voltada para o entretenimento, portanto sem compromisso com a verdade dos factos [7], a realidade é que: (1) o conflito intergeracional é tão antigo quanto o surgimento do homem, como bem atestam, por exemplo, inúmeros clássicos da literatura [8] (Allende [9], 1984; Dostoiévski [10], 2013; Stendhal [11], 2016; Lampedusa [12], 2017; em meio a tantos outros, como o dramático Kafka, 2007); e, do mesmo modo, como visto, (2) o recurso à linguagem simbólica e ao segredo, nestes casos, existindo evidentes razões de utilidade funcional. Portanto, não cabe, por exemplo, culpar os pais e tampouco pretender eliminar a possibilidade de os jovens criarem e fortaleceram laços mediados por códigos sigilosos, pois estes também pavimentam as vias da experimentação, do desenvolvimento e do amadurecimento psico-afectivo-cognitivo-social. Negreiros (2021), que também salienta o lado positivo do segredo, agrega ainda uma nova dimensão ao debate:

Ao contrário de antidemocrático, o segredo seria uma das bases das liberdades individuais, na medida em que viabilizariam um espaço privado “onde possam florescer novas ideias e hábitos ainda não aceitos pela colectividade” (Almino, 1983:175) além de ser sempre parte do repertório de cada pessoa […].

O desafio que ora então se apresenta é: como colher os benefícios das mudanças, do amadurecimento e do fortalecimento dos laços intrageracionais com o mínimo comprometimento dos intergeracionais? E os Irmãos de Ordem, pelo seu trato habitual com o simbólico e o segredo, estariam mais bem preparados para o enfrentamento da realidade contemporânea? Nada se pode afirmar … em razão do segredo que envolve a Maçonaria, sempre fechada às pesquisas desta natureza (Pinheiro, 2025a, b); não obstante é possível conjecturar, como se faz a seguir.

Para o Maçom, a linguagem simbólica e o segredo já tiveram fortes justificativas: na fase Operativa asseguravam a reserva de mercado de trabalho: bom para o empregado (e/ou Oficina contratada), mas também para o empregador ou contratante que, assim, tinha assegurada a qualidade proporcionada por um profissional devidamente habilitado, ao invés de, por exemplo, por um cowan. A admissão dos não praticantes do ofício (os maçons Aceitos [13]), senão diminuiu, relativizou a importância do segredo, mas ainda assim, os sinais de identificação (toques e palavras) serviam para discriminar: quem é de dentro (Iniciado) vs. quem é de fora (“profano”) – incluir x excluir. A propósito, Brown (2025, p. 9) esclarece que:

No século XIX, a Maçonaria era simplesmente considerada uma organização aberta e bem integrada, parte da sociedade inglesa. Andrew Prescott observa que “a Maçonaria era apenas um dos muitos meios pelos quais as classes médias vitorianas tardias podiam afirmar a sua respeitabilidade e prestígio social e sentir um senso vicário de comunidade”.

A ascensão de governos autoritários na Europa (Alemanha, Itália, Espanha e outros) no início do séc. XX, e as subsequentes perseguições também contra a Maçonaria, geraram um novo ponto de inflexão nos usos e costumes: o segredo (sobretudo no que tange à identificação pública dos Iniciados, dos locais e dos temas tratados nas reuniões), foi novamente alçado à condição de efectivo valor, factor crítico a nortear as atitudes e os comportamentos necessários ainda que não suficientes à sobrevivência. De algum modo, mutatis mutandis, foram reeditadas as perseguições selectivas a grupos da Antiguidade (a exemplo dos cristãos, judeus e outros) [14] e também durante as rupturas institucionais ocorridas na Modernidade, como foram a Revolução Francesa e, no Brasil, a Proclamação da Independência.

Com o amadurecimento da Fase Especulativa, sem abrir mão da cautela pelos motivos acima (posto que as realidades são distintas conforme o país), mas de um lado e de um modo geral pressionada por um ambiente (sociopolítico) mais aberto, democrático, liberal e sob os olhos permanentes das mídias, e do outro pelas possibilidades (e de certo modo também ameaças) trazidas pelas novas tecnologias de comunicação e informação [15] [16], a Ordem, com a Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) à frente, foi levada a reconsiderar a sua postura frente ao segredo (Brown, op. cit.) que aos olhos do vulgo sempre foi considerado como algo sinistro, motivo de suspeitas [17]. Ademais, de quando em vez, a GLUI ainda passava por constrangimentos em razão dos desvios de conduta que chegavam a público, mas sempre considerados pontos fora da curva, excepções à regra. À guisa de contexto, é importante também não perder de vista que devido à intensa (e justificada) exploração midiática, ainda resta muito presente na memória de muitos o caso da Loja  P2 (Propaganda Due) e do Banco Ambrosiano, afiliado ao Vaticano. A questão do segredo, sem dúvida, está por detrás das históricas desconfianças em relação à Maçonaria, hoje vista como um braço activo da Nova Ordem Mundial (Sanahuja, 2012).

Portanto, no que refere ao segredo, os maçons e a Maçonaria já passaram pelas mais diversas ondas e, há indícios, de que os tempos actuais estão mais alinhados com a glasnost e perestroika, tanto ao nível pessoal quanto institucional. Contudo, no Brasil, para muitos e sob todos os aspectos, em nome da Tradição e em obediência aos juramentos, a questão do segredo (entre outras) tem sido levada ao pé da letra independentemente da temática, circunstâncias ou contingências. Todavia, é possível observar algumas nuances, alguns autores, a exemplo de Bandeira (2011), Figueiredo (2019) e Cruz (2019) têm procurado categorizar e qualificar os “segredos”: assim, por exemplo, para Bandeira há os segredos “exotéricos” e os “esotéricos”, enquanto que para Cruz há “os segredos” vs. “o grande segredo”, ambos concordando que o tratamento a ser conferido a cada grupo deve ser distinto.

Em meio às divergências e às nuances ganha expressão a convergência sintetizado por Raimundo (2021): “De facto, o segredo maçónico é algo que é somente sentido e compreendido por quem o experimenta”; por Newton (2000, p. 74): “Ninguém conhece a Doutrina Secreta até que ela se converta no segredo da sua alma, na realidade que impera no seu pensamento, na inspiração dos seus actos, na forma, cor e glória da sua vida”; e, também por um Anónimo (2018): “ Muito se fala e especula sobre o segredo maçónico. O que é, o que será e o que representa? Ele não é mais que uma conduta de Vida. E como tal não tem nada de segredo ou escondido”. Em síntese, o verdadeiro segredo, por ser uma experiência exclusivamente pessoal, não é passível de transmissão e tampouco de ser violado; resta, é claro, então saber se os segredos apreendidos em Loja de algum modo reverberam no quotidiano dos Irmãos.

Uma curiosidade em aberto: não fica claro se este entendimento (o da maior abertura em relação ao que até então é(era) considerado como segredo) é produto do amadurecimento consciente, após alguns anos de convívio em meio à Ordem, ou uma imposição vinda de fora para dentro, pois com o advento da Internet (e os seus spin-offs, a exemplo das novas redes sociais), bastam engenho, arte, e alguma paciência para que, senão todos, a maioria dos segredos sejam considerados como Segredos de Polichinelo.

O caso ora em tela – especulações associativas entre a Maçonaria e o seriado “Adolescência” – oportuniza uma provocação reflexiva: a hipótese de que do Maçom instruído [18] se espera que esteja mais bem preparado do que os não Iniciados quando frente ao trato com o simbolismo e o segredo inerentes às sucessões geracionais. Isto significa dizer que não só os perceba com maior naturalidade (ao invés de incredulidade), mas que tenha claro e apreenda o seu conteúdo pedagógico, bem como esteja mais atento, analisando e interpretando toda a sorte de sinais, se antecipando quando possível, sempre procurando não ser surpreendido sem que, minimamente, tenha concebido algum cenário e mesmo planos de contingência tipo “o que fazer, se?”. Conforme mencionado, trata-se de uma hipótese, de uma conjectura passível de ser submetida a teste mediante, por exemplo, a realização de um survey (estudo amostral), idealmente em larga escala de representação (com recortes por Graus, Ritos, Potências, Regiões, idades, etc.), mas que a título preliminar e exploratório poderiam ser realizados Estudos de Casos comparados. E se comprovada verdadeira a hipótese ora levantada, a Maçonaria poderia deixar um pouco ao largo as insistentes reminiscências dos feitos históricos [19], pois então teria elementos objectivos (resultados mensuráveis) e contemporâneos não somente para consolidar a sua justificação interna corporis, mas também e sobretudo para revelar à sociedade, e assim dissipar os eventuais temores, o seu maior segredo: proporcionar experiências positivamente transformadoras passíveis de impactar o ambiente.

Ivan A. Pinheiro

M. M., Pesquisador Independente, e-mail: ivan.pinheiro@ufrgs.br. Porto Alegre-RS, 03.05.25. O autor não só agradece a leitura e as considerações do Irmão Lucas V. Dutra, Mestre Maçom do Quadro da ARLS Presidente Roosevelt, 75, Or. de São João da Boa Vista, jurisdicionada à GLESP – Psicólogo, Professor Doutor em Psicologia, Especializado em Maçonologia (UNINTER), e-mail: dutralucas@aol.com, como também reafirma a sua responsabilidade pelo conteúdo, erros e omissões remanescentes.

Notas

[1] Nunca é demais lembrar que cabe(ria) ao proponente (padrinho) alertar o candidato no que refere aos seus futuros compromissos (leia-se: disponibilidade de tempo) com a Loja. Parece claro que uma Loja que não ensaia a ritualística, não dá azo ao proponente para alertar aquele que indicou. Cria-se, assim, um círculo vicioso, quanto a este e também em relação a vários outros aspectos do quotidiano de uma Loja.

[2] A turma (da escola, do clube, da igreja, etc.), a “galera”, etc.

[3] Quem não lembra da famosa “língua do P” e dos seus exímios praticantes que deixavam os demais “a ver navios” ou, “boiando”.

[4] Há também inúmeros podcasts sobre o texto, entre tantos, uma entrevista que o autor concedeu ao afamado e polémico psicólogo clínico e canadense Jordan Peterson, disponível em:  https://www.youtube.com/watch?v=WbKcEjQSq4Y. Acesso em 03.05.25.

[5] Caput, Art. 37 da Constituição Federal.

[6] Porque recente, por certo que muitos ainda guardam a triste lembrança do aliciamento de jovens para actuarem como guerrilheiros-terroristas, inclusive em missões suicidas. Ainda no âmbito dos riscos e ameaças: as falsas promessas de emprego que resultam em trabalhos em regime de “quase escravidão”, em exploração sexual, transporte compulsório de drogas, etc.

[7] Porque ambientado na Inglaterra, nada posso considerar sobre a verossimilhança da narrativa, mas se tivesse sido no Brasil, a arte não teria representado melhor a triste realidade do quotidiano em muitas escolas do país.

[8] A literatura, neste caso, me parece mais apropriada do que inúmeros trabalhos académicos-científicos.

[9] 1942 – … (82 anos). Um painel da História chilena de 1905 – 1975, romance originalmente publicado em 1982.

[10] 1821 – 1881. Romance ambientado na Rússia e originalmente lançado em 1880.

[11] Pseudónimo de Henri-Marie Beyle (1783 – 1842). Ambientado na França, o romance foi originalmente publicado em 1830.

[12] 1896 – 1957. Ambientado durante o Ressurgimento Italiano, o romance foi originalmente publicado em 1958.

[13] É importante ter claro que a admissão dos Aceitos não implica que, de imediato, tenham iniciado as actividades especulativas; estas são frutos de um longo processo, se inicialmente espontâneo, logo a seguir deliberado e conduzido a partir de estratégias e tácticas, notadamente a partir da criação da Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717.

[14] Que também se reuniam às escondidas e se reconheciam por símbolos.

[15] Afinal, se a informação não for divulgada, pode ser “hackeada”.

[16] As novas tecnologias possibilitaram o surgimento de novas mídias que, reunidas às precursoras e tradicionais, alavancaram as pressões e as cobranças por transparência, sobretudo das autoridades do sector público, mas também as operadoras no ambiente privado.

[17] Afinal, “quem não deve, não teme, não esconde”.

[18] Aquele que não se relaciona com a Ordem apenas enquanto como um espaço meramente recreativo ou para estudos diletantes, mas antes ocupado em extrair lições para o quotidiano: em família e nos demais círculos e ambientes.

[19] Tema, não livre de disputas, já abordado em outros textos.

[20] Pseudónimo de Henri-Marie Beyle (1783 – 1842). Ambientado na França, o romance foi publicado em 1830.

Referências bibliográficas

Artigos relacionados

Sugestões de Estudo