FAQs sobre a Ceia Mística
P: De onde vem a palavra CEIA?
R: A palavra ceia vem de COENA que era a refeição principal que se fazia em torno das 4 horas da tarde.
P: Em linhas gerais, o que e Ceia representa ou comemora?
R: A ceia mística para os Cavaleiros Rosas-cruzes comemora a última ceia, a CEIA de Jesus Cristo com os seus apóstolos e relembra também a Páscoa Judaica.
P: Toda Cavaleiro Rosa-Cruz deve comparecer a ceia mística?
R: Sim, a presença é obrigatória para todos Cavaleiro Rosa-Cruz. Se ele não puder fazê-lo tem que o fazer, pelo menos, em espírito.
P: E quem não puder comparecer à ceia num Capítulo Rosa-Cruz?
R: Neste caso, o Cavaleiro Rosa-Cruz deve reunir-se com outros Cavaleiros Rosas-cruzes e realizar uma cerimónia. Se estiver só, mesmo assim, deve reunir-se em espírito ao seus Irmãos.
P: O que é servido na Ceia Mística?
R: Tradicionalmente, na Ceia Mística, é servido pão, vinho e cordeiro assado.
P: Qual é o dia da FESTA DA ORDEM onde é servida a Ceia Mística?
R: A Festa da Ordem, onde é servida a Ceia Mística, deve ser realizada na Quinta feira Santa de cada ano.
P: Qual é o carácter do grau, sob ponto de vista filosófico, de acordo com a tradição?
R: O carácter do grau Cavaleiro Rosa-Cruz é um grau cristão e místico. Trata-se de uma tradição secreta que preserva a pureza do cristianismo primitivo.
P: O que representa o simbolismo da última ceia?
R: A última refeição de Jesus Cristo com os 12 Apóstolos, seus discípulos, representa as etapas da PAIXÃO, e RESSURREIÇÃO.
P: O grau Rosa-Cruz é cristão?
R: Sim, é um grau cristão. Vários autores afirmam que no século XVIII era ainda mais cristão.
P: A Ceia Mística sempre foi praticada na Quinta Feira Santa?
R: Não, nem sempre. Segundo R. de Forestier, (citado por Nicola Aslan), os antigos praticavam a ceia mística quatro vezes por ano, nas festas dos solstícios. Entre elas: Dia de São João Baptista, dia de São João Evangelista
P: Onde teve origem a cerimónia da Ceia Mística?
R: Parece ter sido inspirado na comunhão eucarística nas comunidades cristãs do século II de nossa Era. (Ver pg. 117).
P: A sua prática limita-se ao tempo do cristianismo primitivo?
R: Não. Estudiosos afastam suas origens para outros povos e culturas da antiguidade.
P: O que é servido na Ceia Mística na Quinta Feira Santa.
R: Como já disse, é servido pão e vinho, recordando a fraternidade inicial dos iniciados na Quinta Feira Santa, comemorando a Ceia de Cristo com os seus apóstolos e também a PASCOA JUDAICA onde era servido um Cordeiro Assado.
P: A comunhão alimentar e os festins sagrados são recentes?
R: Não, a cerimónia da comunhão alimentar e os festins remonta a mais remota antiguidade.
P: Onde, por exemplo?
R: No antigo Egipto. Consta que a estátua de AMÓN era levada aos confins do Egipto e da Etiópia e, nessa ocasião, os sacerdotes ofereciam sacrifícios celebrando o triunfo da Luz sobre as Trevas. A cerimónia terminava num festim sagrado, chamado, pelos gregos, de HELIOTROPOS.
P: A quem essa homenagem era prestada?
R: Essa homenagem era prestada indirectamente ao SOL, considerado como símbolo da VIDA a qual, nós, mortais, somos devedores.
P: E os fenícios? Também tinham a mesma tradição?
R: Sim, para os fenícios, AMÓN (Sol em fenício), era representado com os chifres de CORDEIRO (Amón Rá, Rá como chamam os egípcios), considerado como uma das encarnações do DEUS SUPREMO.
P: O que representa o SOL?
R: O SOL, como fonte de vida, está ligado a todas as religiões da antiguidade.
P: Porque se mantinha o ritual da comensalidade?
R: A busca do alimento, para os povos primitivos, era difícil de ser conseguido e consistia a principal preocupação do homem antigo. Contudo, quando oferecido aos seres SOBRENATURAIS, que julgavam viviam ao seu redor, consistia motivo de satisfação para quem os oferecia.
P: O que era oferecido?
R: Bebidas, alimentos, incenso e vinho.
P: Porquê o CORDEIRO?
R: O CORDEIRO (Áries) era o símbolo da DIVINDADE SUPREMA do Sol e da Humanidade. Sendo o cordeiro como o primeiro signo zodiacal, o SOL marcava o equinócio da Primavera (para o Hemisfério Norte) quando estava no signo de Cordeiro (do carneiro, de Áries) que era a época que começava o novo ano.
P: Como é que os antigos perpetuavam na memória do povo?
R: Envolvendo o evento em ALEGORIAS, personificando-as. (O nascimento do SOL era festejado sob o nome de AGNI, MITRA, OSÍRIS, ADONIAS e sua morte dramatizada.
P: Como é que entra a tradição astrológica?
R: O animal que simbolizava o herói é o signo do Zodíaco que o Sol atinge no equinócio da Primavera. A festa da Primavera dos egípcios foi transformada por Moisés e se tornou a maior das festas judaicas, a PASCOA. Ex- Osíris ->> Cordeiro Jesus Cordeiro de Deus
P: Como é que os judeus comemoram a PASCOA?
R: Cada família imola um cordeiro comendo-o a noite com pão de ÁZIMO comemorando a PASSAHH ou passagem. Para os judeus, a passagem de Israel do cativeiro egípcio para a liberdade.
P: Quais od princípios do Cavaleiro Rosa-cruz?
R:
- O Cavaleiro Rosa-cruz tem por dever o exercício da CARIDADE.
- Levar conforto e amizade ao seu companheiro.
- Evitar a maledicência, a inveja, calúnia e a lisonja.
- Ser patriota.
- Participar da cerimónia, com seus pares, na Quinta feira Santa.
- Ao entrar numa sessão já começada, depois das saudações de praxe, sentará no último banco a espera de ser chamado.
- O Irmão que ocupar o cargo de outro que veio a falecer, deverá usar a jóia envolta em “crepre”, durante um ano como sinal de luto.
- Os postos de guarda deverão ser preenchidos com os Cavaleiros mais novos.
- Todos os anos celebrarão, por uma refeição, a Fraternidade dos Irmãos do Quadro.
Fonte
- O Livro do Cavaleiro Rosa-cruz, Nicola Aslan, A Trolha
