Conceitos e princípios da Maçonaria
Observamos que os SÍMBOLOS e ORNAMENTOS estão sempre presentes na vida do Maçom, porque eles são parte activa dessa vida, participando em todos os momentos, imprimindo-lhe características que tornam o Maçom um homem diferente.
Desde o instante em que recebeu a Luz, o Maçom começa a corrigir as suas atitudes procurando, sem a preocupação de modificar a sua conduta apenas na aparência, exteriorizar aquele estado mental que realmente o transformou, dando lugar a que essa evolução se faça, de dentro para fora.
É o amadurecimento adquirido pela compreensão dos símbolos e a sua imediata aplicação no sentido real.
É o Obreiro gozando dos seus direitos e deveres conscientemente, procurando, ao aplicar os conhecimentos que surgiram da assimilação dos conceitos maçónicos, criar possibilidades aos seus semelhantes de trilhar, como ele, o caminho que leva à perfeição.
É o estado mental que o tornou Maçom, imprimindo-lhe a moral condicionada nas bases da verdadeira fraternidade-força capaz de unificar a humanidade. Então, a Maçonaria passa a fazer parte desse estado mental, praticando-a o Maçom, no gesto, na palavra, na acção.
O Maçom só o será realmente, quando transmitir aos demais, pelo seu pensamento, a força da palavra, o que possui de mais puro nos conceitos maçónicos, razão porque, como já disse acima, ele se distingue dando um sentido diferente as suas atitudes, imprimindo-lhes a tolerância, a compreensão, o respeito, acrescido da justiça, do equilíbrio.
O Maçom que tem ao seu serviço a aplicação do COMPASSO medindo, delimitando a sua actividade, não pode esquecer a luta perene que fez da nossa Ordem a defensora oculta da Sociedade, levando as masmorras os vícios que entravam o progresso.
Esta luta vem de longe. Vem de longa data, recuando-se há muitos séculos, permitindo relembrar que a trilogia que hoje é à base da nossa Instituição foi também há 700 anos a.C., base da doutrina de Zaratustra, persa que viveu no reinado de Dario, servindo os seus conceitos filosóficos para uma orientação mais humana, ao serem aplicados na prática pelo soberano, adaptados às condições locais e de acordo com o desenvolvimento das raças que com impunham aquele reinado.
Vale lembrar, principalmente, pela sua analogia com os conceitos da nossa Ordem.
Eis os Conceitos Doutrinários do filósofo Zaratustra ou Zoroastro, como o chamavam os gregos: “A Doutrina determinava ao homem uma tríplice tarefa: converter o mau (Fraternidade), fazer do seu inimigo um amigo (Igualdade) e instruir o ignorante (Liberdade)”.
É bom lembrar que esta doutrina nunca foi uma religião nacional, porque os seus conceitos deixavam a cada um a liberdade de escolher o Deus que lhe conviesse.
A actualidade no nosso século destes conceitos permitiu-nos a sua apresentação nesta instrução, reavivando as nossas obrigações como Maçons.
É preciso que o novo se sinta imbuído deste estado mental para tomar a seu encargo a responsabilidade de levar à frente a nossa Ordem, cujo papel no desenvolvimento da humanidade é de grande importância.
É oportuno lembrar alguns princípios básicos da Maçonaria. Daremos aqui alguns deles, como parte desta instrução.
Fundamentos da lei maçónica
Princípio Moral – é a lei fundamental como base de todas as relações humanas, contida nas sentenças – “não faças aos outros o que não queres que te façam”, “o nosso direito termina quando começa o direito do nosso semelhante”.
Ao usarmos o instrumento, que como Maçons recebemos para o nosso trabalho na construção do grande Templo da Humanidade, não será difícil aplicarmos este princípio moral.
Do candidato
A Maçonaria necessita de “homens livres e de bons costumes” e da selecção de candidatos a cargo do Maçom, na plenitude dos seus direitos, é que surgirão os “LÍDERES” que farão da Maçonaria a Instituição capaz de unificar a Humanidade.
A esta responsabilidade o Maçom não pode, nem deve, fugir a escolher, conscientemente o seu novo Irmão, verificando, independente do factor emocional, da amizade profunda, homens de qualidades físicas, intelectuais e morais, fazendo cumprir, não só um dever de consciência, mas também as exigências da LEI, que estabelece essas condições, baseada nas experiências do passado.
É preciso não esquecer que, assim como é nosso dever difundir as qualidades positivas da Ordem, pelo nosso exemplo, é também nossa obrigação resguardá-las do uso indevido que poderão fazer IIr∴ não seleccionados.
Plenitude dos direitos maçónicos
Depois de iniciado, aprimorados os seus conhecimentos, e exaltado ao demonstrar os progressos morais e intelectuais exigidos, o Maçom é investido de privilégios e deveres que o tornam apto a desempenhar todas as funções maçónicas, respeitados os princípios legais.
Daqui para frente, a evolução do Maçom vai depender mais de si mesmo.
Chegamos ao final das instruções preliminares, exaltando o progresso, conseguido até aqui, lembrando, no entanto, que temos ainda muito que aprender.
Para alcançarmos o aprimoramento que nos levará a maiores conhecimentos, teremos de pesquisar, estudar, observar e assimilar as belezas que os conceitos do Grau nos reserva.
Sem estes conhecimentos não podemos ser úteis à Sociedade, defendendo-a quando for preciso, pois eles dar-nos-ão as bases para esses e outros trabalhos.
É preciso, pois, estudar já que foi vencida uma etapa, a primeira, e nos encontramos frente a maiores responsabilidades.
A Maçonaria precisa de “líderes” para Humanidade, levando-a ao seu devido lugar, ao TEMPLO DA PAZ.
Roseny Leite do Amaral Coutinho
