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A relação entre a Maçonaria e Tecnologias

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✍️ Desconhecido 📅 21/09/2025 👁️ 0 Leituras

tecnologia

Introdução

A Entidade Maçonaria é afectada por algumas tecnologias, sejam passageiras ou duradouras, e opta por administrá-las da maneira que mais lhe convém. Estas tecnologias quando inseridas na realidade contemporânea não solicitam licenciamento, simplesmente actuam no contexto.

As questões que se coloca neste texto são as de algumas tecnologias quando assimiladas pela Entidade Maçónica salientam-se positivas e negativas, além de que a realidade mostra que a relação Tecnologia, Entidades e Pessoas é absorvida de maneira quase compulsória. É propósito deste texto identificar apenas a segmentação tecnológica, entendida aqui como Tecnologia da Informação (TI) e a Inteligência Artificial (IA), que transitam no ambiente virtual e a sua inter-relação com a Maçonaria.

Esta Maçonaria contemporânea está sendo afectada com as tecnologias surgidas na actualidade? A Maçonaria está preocupada com o surgimento de novas tecnologias? Será que é salutar preocupar-se com suposições de que a tecnologia abarcará todos os segmentos Humanos e Entidades como a Maçonaria? Deve a Entidade Maçonaria tomar medidas acauteladoras com as inter-relações que os seus Membros têm com as tecnologias, especificamente, envolvendo o ambiente Maçónico?

Contextualização segmentada

Nesta proposição de relacionar impactos de tecnologias na Entidade [1] Maçonaria [2], necessariamente, deve-se contextualizar este processo de tal maneira que seja apenas situado, sem a pretensão de esgotar os seus conceitos, mas, referendando toda a contemporaneidade. Também, caracteriza-se a situação comportamental deste processo quando se busca um entendimento para uma base que seja propositiva, mesmo assim, existe a ciência de que prever o futuro nada mais é do que uma pretensão carregada de subjectividade. A Maçonaria actual percorreu os tempos passados de maneira que mesclou a sua existência não-comprovada com o imaginário das pessoas transformando-a, muitas vezes, em Lendas e Mitos, por falta de documentos históricos de certificação de origem. Esta Maçonaria, real e contemporânea, é uma Entidade composta de pessoas que por si só, mesclam-se na sua existência. É importante salientar que na análise do texto, é apenas feito a relação da Entidade Maçonaria, responsabilizando-a por seu desempenho positivo ou negativo no processo Maçonaria X Tecnologia da Informação [3] X Inteligência Artificial [4]. É ciência de que os mais atingidos por uma nova tecnologia são os Membros pertencentes a Maçonaria, entretanto, as definições de actuação Institucional partem, exclusivamente, da Entidade Maçónica responsabilizando-se por isto. Entra em pauta mais uma situação decisiva e comprometedora quanto a esta Entidade Maçónica querer tomar qualquer atitude: a Maçonaria actual é fragmentada, regionalizada, independente quanto a um Poder Central, isto é, não existe na actualidade um Poder Central que fale ou represente a Maçonaria como um todo. Nesta análise preliminar de relação da Maçonaria com as tecnologias fica o impasse de que para algumas Entidades segmentadas e regionalizadas possam ter um entendimento sobre a sua administração, enquanto outras Entidades Maçónicas não têm, além de que, no assunto pertinente, alguns agem por conta própria. O nome Maçonaria frequenta os pensamentos das pessoas quase como uma ideia sem a devida responsabilidade de ter um Gerenciamento Institucional Geral.

A palavra Tecnologia também pode ser usada para se referir a uma colecção de técnicas. Nesse contexto, é o estado actual do conhecimento da humanidade de como combinar recursos para produzir produtos desejados, resolver problemas, atender necessidades ou satisfazer desejos; inclui métodos técnicos, habilidades, processos, técnicas, ferramentas e matérias-primas. (WIKIPÉDIA, 2024). Existem alguns tipos de tecnologias, definidas academicamente, como: Tecnologia da Informação (TI), Tecnologia da Comunicação (TC), Tecnologia Média, Tecnologia Ambiental, Tecnologia da Produção, Inteligência Artificial (IA). Definir ou conceituar todos estes tipos de tecnologias não é o propósito deste trabalho. Neste texto é analisado a Tecnologia da Informação (TI) e a Inteligência Artificial (IA), a fim de fazer uma relação da Maçonaria e os seus Membros com estas tecnologias e os seus impactos no processo inter-relacional.

Inserido neste contexto tecnológico analisado, identifica-se Dados conceituado academicamente:

Definimos dado como uma sequência de símbolos quantificados ou quantificáveis. Portanto, um texto é um dado. De facto, as letras são símbolos quantificados, já que o alfabeto por si só constitui uma base numérica. Também são dados imagens, sons e animação, pois todos podem ser quantificados a ponto de alguém que entra em contacto com eles ter eventualmente dificuldade de distinguir a sua reprodução, a partir da representação quantificada, com o original. É muito importante notar-se que qualquer texto constitui um dado ou uma sequência de dados, mesmo que ele seja ininteligível para o leitor.

(REVISTA DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 1999).

É pertinente o registro do escritor Yuval Noah Harari sobre o seu entendimento de referências a Dados e Inteligência Artificial neste texto. O seu entendimento é um alento e alerta para os que se preocupam, principalmente, com a IA:

Contudo, no século XXI, os dados vão suplantar tanto a terra quanto a maquinaria como o activo mais importante, e a política será o esforço por controlar o fluxo de dados. Se os dados se concentrarem em muito poucas mãos – o género humano se dividirá em espécies diferentes.

A corrida para obter dados já começou, liderada por gigantes como Google, Facebook e Tencent. Até agora, muitos deles parecem ter adoptado o modelo de negócios dos “mercadores da atenção”. Eles capturam a nossa atenção fornecendo-nos gratuitamente informação, serviços e entretenimento, e depois revendem a nossa atenção aos anunciantes. Mas provavelmente visam a muito mais do que qualquer mercador de atenção anterior. Seu verdadeiro negócio não é vender anúncios. E sim, ao captar a nossa atenção, eles conseguem acumular imensa quantidade de dados sobre nós, o que vale mais do que qualquer receita de publicidade. Nós não somos seus clientes – somos seu produto. (grifo meu). (HARARI, 2019. P. 102).

Porém na realidade não há motivo para supor que a inteligência artificial vá desenvolver consciência, porque inteligência e consciência são coisas muito diferentes. Inteligência é a aptidão para resolver problemas. Consciência é a aptidão para sentir coisas como dor, alegria, amor e raiva. (HARARI, 2019 p. 98)

Considerações gerais

De que maneira a interacção destas tecnologias especificas, TI e IA, com a Maçonaria e os seus Membros estão a afectá-la?

Se pensarmos na tecnologia como participante da actividade Maçónica como actuante de maneira mínima, talvez, tudo passe despercebido, mas, se pensarmos na sua maneira intensa de actuação, o sentido pode transfigurar os objectivos maçónicos quanto a sua proposta como Entidade. A questão principal se torna na sua intensidade de interacção.

O que mais suscita polémicas, mesmo naqueles que pouco se preocupam com estas tecnologias, está a realidade de que o processo de inter-relacionamento acontecerá quer queiramos ou não. Chega-se ao grande entravamento no sentido de impotência da Maçonaria quanto ao direccionamento de uma Tecnologia, pois, se faz presente no contexto humano, restando apenas a maneira melhor de administrá-la. A tecnologia actua nas pessoas e não nas Entidades. Quando esta Tecnologia pretensamente objectiva o bem-estar do Ser Humano faz com que uma Entidade como a Maçonaria adeqúe a esta pretensão e formato. Se o produto tecnológico traz benefícios às pessoas nada vai adiantar que a Entidade Maçónica Institucional seja contra, pois o seu cerne que são os Maçons aceitam a nova tecnologia. A Maçonaria pode determinar Normas, Leis ou direccionamentos particulares para que não se use qualquer tecnologia nos seus meios de existência, entretanto, quem vai decidir isto será as pessoas, pois, se não concordarem com tais regramentos, simplesmente, não participam do Grupo Maçónico. Cria-se o impasse e somente resta a Entidade Maçónica administrar o processo Maçonaria x Tecnologia da melhor maneira possível. Novamente entra em cena no desenrolar dramático de resolução de um processo a pluralidade de administrações maçónicas no mundo actual, pois, alguns grupos maçónicos podem aderir a certas práticas tecnológicas e outros não. A Tecnologia como um segmento é apenas um e o seu direccionamento é único na sua intenção. A Maçonaria nas suas administrações são plurais ocasionando modos diversos de gerenciamentos.

Considerações finais

A classificação do que é uma Nova Tecnologia, na actualidade, fica prejudicada pela celeridade com que as tecnologias surgem. Presume-se que ao findar este texto, ou mesmo, quando ele for lido, Novas Tecnologias estejam surgindo no Planeta. Nesta realidade actual, segmentada no nosso contexto vivencial, tem-se que a Inteligência Artificial (IA) seja a Tecnologia mais recente com o pretensioso objectivo de interagir com as pessoas, mas, mesmo esta IA é “estudada” há décadas, conforme informação da Agência Brasil num texto específico, afastando-se de uma classificação de Nova Tecnologia:

Ao ter uma resposta num mecanismo de busca, receber uma notícia numa rede social, encontrar recomendações de vídeos em plataformas audiovisuais, interagir com sistemas de atendimento ao cliente ou até mesmo ter um pedido de empréstimo avaliado, em muitos casos nos deparamos com sistemas inteligentes. Este adjectivo está associado a uma tecnologia já estudada há décadas, mas que vem ganhando visibilidade e importância nos últimos anos: a inteligência artificial (IA). (AGÊNCIA BRASIL, 2024).

Entretanto, independente de uma denominação qualitativa do termo Nova ou Antiga Tecnologia, fica o registro da sua validade como uma realidade. É pertinente analisar esta Tecnologia quanto aos seus aspectos de influência no processo vivencial e influências em segmentos da Sociedade [5] e, nesta análise específica, a interacção da Entidade Maçonaria com as pessoas com quem têm relações únicas.

Algumas questões sobre o tema em questão da influência de tecnologias na Maçonaria, individualizadas neste texto, trazem à tona pontos positivos neste processo de relacionamento entre os segmentos Entidade Maçonaria X Tecnologia e suplantam os pontos negativos. Citar alguns pontos deste processo, principalmente àqueles que denotam que a Maçonaria pode estar se “deixando dominar” pela Tecnologia principalmente a Inteligência Artificial seria inócuo, pois, mesmo esta Maçonaria possa não estar nem um pouco preocupada com isto, além, de não estar se dando conta desta possibilidade.

Será que chegaremos no dia em que algum Robot, amparado por uma Inteligência Artificial, presidirá alguma Sessão Maçónica, via on-line, para Membros confortavelmente instalados nos seus lares? Se isto acontecer, ou algo semelhante, será culpa de quem, da IA ou da Maçonaria como Entidade? Ou será que a IA está colectando Dados para quando estiver totalmente “abastecida de informações” tomar o controle desta Entidade Maçonaria? Num primeiro momento, estas perguntas parecem surreais, principalmente, para aqueles que não se importam com os destinos da Maçonaria como Entidade ou não acreditam na Tecnologia da Informação.

Nota-se por um passado recente de que a Maçonaria tem utilizado de tecnologias, especialmente as caracterizadas como TI, para trazer coisas positivas para a Entidade. Assim que foi possível nos seus domínios, a Maçonaria criou Sites [6] para gerenciamento das suas Administrações. Este avanço tecnológico, trouxe sobretudo coisas positivas, pois, os Dados da Instituição e dos seus Membros tem uma celeridade de atingimento grandiosa, mas, ainda se observa nos seus recintos alguma Acta da Sessão Maçónica sendo redigida manualmente e sendo assinada com caneta. Prever que chegará o momento em que as Actas das Sessões Maçónicas sejam escritas directamente em algum Smartphone ou Similar e assinadas digitalmente coaduna-se com o alerta que isto já é possível, basta apenas esta Entidade Maçonaria querer isto.

Alguns empecilhos, surgem pelo caminho quando da interacção Entidade Maçónica com as tecnologias. Na realidade actual, constata-se que pessoas com menos idade estão mais afeitas ao entendimento e aplicabilidade de tecnologias da Informação, isto é, estas trazem nas suas características cognitivas, compulsoriamente, a adaptação a este segmento Tecnológico. Surge, nesta realidade um empecilho quando a Entidade Maçonaria quer que os seus Membros usem as tecnologias no ambiente Maçónico. A Maçonaria ainda tem entre os seus Membros pessoas que não sabem, acreditam ou querem inserir-se em tecnologias, devido principalmente por suas idades avançadas perante a necessária actualização que as tecnologias exigem para os seus manuseios. Esta Maçonaria segmentada e analisada traz no seu contexto uma característica peculiar que é a idade considerada avançada dos seus Membros numa média de idade identificada em 2018 como sendo de 52 anos [7]. Esta característica tem causado grandes empecilhos para os que são obrigados a actuar no processo de gerenciamento de uma tecnologia computacional. A realidade tem mostrado que pessoas com mais idade ainda não se inseriram na era da computação. Quando de uma simples interacção entre a Maçonaria e determinada Tecnologia, por exemplo, manuseio do Site da Instituição Maçónica, o Maçom não-afeito a tecnologia encontra dificuldade, entretanto, existe a necessidade de tal actividade, ocasionando uma ruptura no processo que precisa ser administrada. Nesta situação específica envolvendo pessoas que não estão adaptadas à Tecnologia, perde-se a positividade desta mesma Tecnologia trazer subsídios positivos para o processo. A deficiência no processo de uso da Tecnologia na Maçonaria, neste caso, recai exclusivamente na Entidade Maçónica que não está preparada para absorver o que a Tecnologia oferece. Existe a intenção Institucional Maçónica de preparar os seus Membros para, também, actuarem no campo envolvendo a Tecnologia da Informação? Não se têm notícias destas intenções porque, para que isto aconteça, primeiramente, a Instituição Maçónica tem de assimilar a interacção da Tecnologia nos seus propósitos maçónicos, mas, a realidade, tem mostrado que ainda não chegou a tal patamar.

Tem-se visualizado exemplos de Entidades Maçónicas regionalizadas que utilizam a Tecnologia como forma de aceleração e actuação mais ampla nos seus propósitos. Numa relação de argumentação necessária encontra-se, ainda, algumas Instituições Maçónicas regionalizadas que têm entre as suas Normas para a admissão de outras pessoas na Ordem que estas tenham de ser convidadas, pessoalmente. Num contraponto desta situação histórica regimental maçónica do convite a uma pessoa, de maneira física, presencial, encontra-se a Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI, 2024) que no seu Site, num dos seus Links traz a caracterização de uma inovação tecnológica no processo envolvendo pessoas que querem entrar na Maçonaria. Se alguém quiser ser Maçom, hoje em dia, nem precisa ser convidado por algum amigo ou conhecido, basta enviar a sua pretensão para a GLUI, em Londres na Inglaterra que, através do seu Site, após uma análise preliminar e preenchido todas os requisitos internos da GLUI, o convite chegará à pessoa independente do lugar em que esteja morando, desde que tenha uma Loja Maçónica perto. É a tecnologia ajudando a Maçonaria na captação de Membros, mesmo com a ciência de que esta actividade de arregimentação de novas pessoas para os seus Quadros, via Tecnologia da Internet, seja muito polémica, entretanto, coloca-se a questão de que a Tecnologia específica, neste caso, está ali, não para atrapalhar, mas sim, a disposição da Entidade Maçónica para que esta queira ou não usufruir.

Uma das características marcantes da actuação da Maçonaria com os seus Membros é uma Docência Maçónica específica, mesmo que esta Docência não tenha sido, até então, valorizada como deveria no meio Maçónico. A Entidade Maçónica tem usufruído sobremaneira das Tecnologias de Informação para incrementar ainda mais os seus objectivos Docentes. Internamente, a Maçonaria tem colocado Cursos específicos e relacionados para os seus Membros, com sistemas de avaliações usando programas de certificações positivas. Num primeiro momento, constata-se que a TI “ajuda” e “fiscaliza” a Entidade Maçónica no seu objectivo de levar conhecimentos aos seus Membros. Neste caso específico do processo de Docência Maçónica, via Tecnologia, algum desavisado pode pensar que a TI está sendo “boazinha” ou mesmo sem interesse algum neste processo. Dizer a estes, classificados aqui como ‘ingénuos’, que a TI através de alguma IA, está apenas colectando Dados de tudo para usar em algum futuro seria desestimulante, pois, alguns pensam que a Tecnologia não tem intenção alguma. Ainda no segmento de Docência Maçónica, a Tecnologia da Informação marca presença propiciando uma actividade específica: o conhecimento através de programas de Educação à Distância. A UNINTER – Centro Universitário Internacional, proporciona aos Maçons a possibilidade de adquirir maiores conhecimentos através do seu Curso de Pós-Graduação de Maçonologia: História e Filosofia (UNINTER, 2024).

Desde a simples comunicação da Instituição Maçónica com os seus Membros através de mensagens do WhatsApp [8] ou a complexa interacção, via Site, com parâmetros tecnológicos de segurança em que repassa Instruções e Ensinamentos Maçónicos específicos para os seus Obreiros a tecnologia se faz presente no ambiente maçónico. Existem outras inter-relações entre Maçonaria e tecnologia, algumas tão consolidadas que não as percebemos.

Num prenúncio carregado de positividade e que pode ser entendido como um alerta, a Entidade Maçónica está percorrendo um caminho cheio de “armadilhas’ em que a sua relação com a tecnologia possa fazê-la perder as suas maiores características e apelos perante pessoas que querem entrar para a Ordem Maçónica: o esoterismo das suas Sessões e outras actividades esotéricas maçónicas. Esoterismo, nesta análise argumentativa, é entendido como:

Atitude doutrinária ou pedagógica de acordo com a qual os conhecimentos, ou saberes, geralmente os filosóficos, religiosos ou científicos, não podem ser do conhecimento da maioria, estando restritos a um número pequeno de iniciados. (DICIO, 2024).

Quando uma tecnologia de transmissão de vídeo online, via Internet, disponibiliza a oportunidade de realizar, por exemplo, uma Sessão Maçónica de Iniciação, está oferecendo um serviço e proporcionando a todos no planeta Terra a possibilidade de saber aquilo que a Maçonaria possui e guarda há séculos como um segredo maçónico. É claro que isto somente será possível se a Instituição Maçónica quiser, mas, registra-se que nesta pluralidade de gerenciamento e gestões maçónicas espalhadas pelo mundo, sempre surgirá aqueles que agirão por conta própria e usarão a tecnologia para divulgação de segredos maçónicos. A realidade tem mostrado que assuntos esotéricos maçónicos estão registrados nos meios de comunicações, via internet, por anónimos. A tecnologia, novamente, ‘divulga’ ou informa coisas que somente seriam transmitidas de maneira reservada e esotérica.

A Inteligência Artificial (IA) também se insere neste contexto inter-relacional com a Maçonaria. Conceitos, Normas, Instruções, etc. relacionadas a Maçonaria, são literalmente informados por qualquer IA, via Internet e online, desde que se solicite tais esclarecimentos. Têm-se ciência de que tais informações da IA possam não estar totalmente correcta, mas, trazem o amparo da urgência e facilidade de aprendizagem a quem quer saber tais questionamentos. Estes incautos que usam a IA para buscas de conhecimentos maçónicos entendem que estas informações, identificadas como Dados, foram de alguma maneira colectadas tendo a sua origem vindas do ambiente maçónico de alguma forma. Entre a busca de conhecimentos através de leitura da escrita física e da leitura da escrita virtual tecnológica, a comodidade e rapidez que uma IA proporciona é extremamente atractiva pelo seu formato.

A Entidade Maçónica usufrui destas tecnologias, especialmente a TI, de maneira compulsória, não demonstrando preocupações com o que está acarretando estas inter-relações. Quanto a IA, identificadas massivamente nesta actualidade, a Entidade Maçonaria pouco tem a fazer com relação a estes processos, pois a IA está inserida no contexto da Sociedade e não dirigida especificamente para Entidades, mas sim, objectivando as pessoas. A Maçonaria não tem controle sobre o quê os seus Obreiros fazem particularmente e quando estes usam a IA na busca de informações maçónicas, independente se estão correctas ou não, esta IA torna-se soberana e exclui qualquer Entidade como controladora das suas acções.

Neste texto ao se fazer uma segmentação das tecnologias, analisando-as especificamente como Tecnologias da Informação (TI) e Inteligência Artificial (IA), considerou as suas inter-relações como de um passado recente e a sua actualidade contemporânea. As tecnologias estão tornando-se relevantes no contexto da Sociedade e Entidades como a Maçonaria deveriam ter uma preocupação maior com tudo que acarreta o processo inter-relacional entre os envolvidos. A Entidade Maçonaria deve compreender e administrar o seu contexto maçónico no que tange os malefícios que as tecnologias possam trazer e não apenas usar o que estas mesmas tecnologias lhes proporcionam de facilidades. É pertinente reafirmar que transparece na Sociedade que estas tecnologias estão colectando Dados para em momentos específicos colocar à disposição de todos, independente se serão usados para o bem ou para o mal. A Entidade Maçónica participante compulsória deste contexto tecnológico, possa estar sendo envolvida neste processo e não dando a atenção devida.

Jorge Antônio Mendes

Mestre Instalado – Loja Namaste 172 – Oriente de Esteio/RS – GLMERGS.

Académico da ACADESUL – Academia Maçónica de Letras Sul-Riograndense – GLMERGS. Pós-Graduado em Maçonologia: História e Filosofia – Centro Universitário Internacional – UNINTER – 2018. Email: jorgemendes2017@hotmail.com

Notas

[1] Organização, sociedade, instituição, empresa com propósitos específicos: entidade beneficente. (DICIO), 2024.

[2] A Maçonaria é uma Ordem Iniciática mundial. É apresentada como uma comunidade fraternal hierarquizada, constituída de homens que se consideram e se tratam como irmãos, livremente aceitos pelo voto e unidos em pequenos grupos, denominados Lojas ou Oficinas, para cumprirem missão a serviço de um ideal. Não é religião com teologia, mas adopta templos onde desenvolve conjunto variável de cerimónias, que se assemelha a um culto, dando feições a diferentes ritos. Estes visam despertar no Maçom o desejo de penetrar no significado profundo dos símbolos e das alegorias, de modo que os pensamentos velados neles contidos, sejam decifrados e elaborados. Fomenta sentimentos de tolerância, de caridade e de amor fraterno. Como associação privada e discreta ensina a busca da Verdade e da Justiça. (GLMERGS, 2024)

[3] Tecnologia da Informação, ou TI, é um conjunto de actividades ou soluções processado por recursos computacionais. Ou seja, é a área que responde por produzir, armazenar, transmitir e dar acesso, segurança e uso às informações. A TI trata da informação e organização, e classificação da informação para auxiliar na tomada de decisão nas organizações (PUCRS – 2024).

[4] Inteligência Artificial consiste na reprodução da inteligência humana por meio de máquinas e sistemas de computação. Isto é possível graças à aprendizagem de informação e regras para usá-las, ao raciocínio lógico e à autocorrecção. (PUCRS – 2024).

[5] Uma sociedade é uma estrutura ampla, na qual os sujeitos estabelecem relações, quase sempre, impessoais, mas que possuem um aspecto de colectividade (EDUCA MAIS BRASIL – 2024)

[6] Site é um agrupamento de páginas, nas quais pessoas e empresas podem inserir conteúdos e recursos diversos, com a finalidade de serem exibidos na internet. Os sites são acessados pelos internautas por meio do seu endereço electrónico, que é um local específico reservado para ele dentro da web, chamado domínio. (Ciaweb, 2024).

[7] Como pode-se observar, a faixa etária de concentração dos participantes está entre os 38 e os 64 anos de idade, com pico aos 57 anos e idade média geral de 52. (RELATÓRIO DE PESQUISA – p.5).

[8] Aplicativo de mensagens de texto e áudio, conectado via Internet.

Referências Bibliográficas

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