Freemason

A ameaça Maçónica

✍️ Desconhecido 📅 22/03/2021 👁️ 8 Leituras

maçons, ameaça

Aí vamos nós alegres e distraídos, como convém, não se sabe bem para onde, mas palpita-me que a coisa não vai ser boa. Num repente, o país passou a ter duas ameaças, o vírus e os maçons. O tema da atualidade passou a ser a Maçonaria. Será que nos querem distrair do essencial?  A lista de distintíssimos maçons, políticos, artistas, cientistas, etc., é arrebatadora. Em tempos mais contemporâneos parece que tiveram papel essencial na fundação da ONU, da Cruz Vermelha, no fim do Apartheid, na independência de Timor, na fundação de nações como o Brasil e os Estados Unidos, na democracia portuguesa… E só isto devia merecer respeito. Mas, vivemos, perigosamente, próximos de um novo período das trevas. Todos os dias sabemos de casos de corrupção aos mais variados níveis e tendo todo o tipo de protagonistas e atores. Sabemos que somos um país refém da corrupção e que, provavelmente, essa é a nossa maior ameaça. Tenho a certeza de que um político ou o presidente de uma associação de bombeiros corruptos que sejam maçons continuam a ser corruptos, a Maçonaria não é um passo de magia. Quero, queremos, saber da rede maçónica que pratica extorsão de bens; quem são, como atuam, quem os protege? Não me interessa nada saber quem dos governantes ou titulares de cargos públicos é Maçon. Sei que, como até aqui, por mais leis que “garantam” transparência, os honestos e íntegros nunca vão ter problema em que a sua vida seja escrutinada, os outros vão estar sempre na penumbra e encontrarão formas de continuar a ser o que são.

Redes de interesses e favores? Não compreendo nem aceito a hipocrisia de assobiar para o lado. Confesso que defendo interesses e faço favores todos os dias. Um destes dias perguntaram-me quem poderia fazer um estudo geotécnico. Indiquei uma empresa de ex-alunos sediada em Vendas Novas. A razão porque o fiz foi confiança, ética e técnica, proximidade, porque a empresa é do meu Alentejo; e cumplicidade, porque sou cúmplice com a minha rede de amigos, irmãos e contactos. Esta cumplicidade e este jogo são recíprocos. O Cassiano e o Pinelas que me cortam o cabelo são os melhores barbeiros do mundo e sempre que vem a propósito indico-os. Se alguém me pergunta qual a melhor Universidade para o filho estudar, só consigo dar uma resposta: Universidade de Évora. Quem não deve, não teme e não me convencem de que o problema são as redes de contactos que funcionam, naturalmente, com base na cumplicidade. É assim e sempre assim foi e será. O problema é quando se vive num país essencialmente corrupto e tudo serve para a conveniente nuvem de poeira e pouco ou nada se faz de sério para que assim deixe de ser. Os melhores portugueses fartaram-se e por todo o mundo têm enorme sucesso e fazem aquilo que deviam fazer no seu país, criam riqueza e prosperam. Neste contexto, MQI, a nossa responsabilidade, pelo bom exemplo e bem fazer é ainda maior.

Carlos Alberto Cupeto

R∴ L∴ Além Tejo, nº29 a Oriente de Évora, membro da Academia Maçónica
Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal

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