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Sessão Maçónica a Céu Aberto

✍️ Desconhecido 📅 07/08/2026 👁️ 0 Leituras

Céu Aberto

“Pouca Luz faz parte às vezes da solenidade.
O escuro é majestoso”

Vítor Hugo em
“O homem que Ri”.

Irmãos, com esse grande Céu maçónico, aqui reunidos, está a mais grandiosa constelação que nos ilumina, com estrelas de primeira grandeza, estrelas alfas, as duas mais brilhantes, gravitando numa órbita gémea, sem diferença de brilho, tamanho ou cor nesta noite deste céu nocturno oferecendo os seus belos destaques, com a Lua em fase  Cheia, está 93% visível e decrescendo, Vénus brilhando intensamente, Marte, Mercúrio e Júpiter, e uma chuva de meteoros Alfa Capricornídeos também acontece nesta noite de Julho de 2026.

Vénus: É o astro mais brilhante no céu logo após o pôr do sol. Ele está visível na direcção Oeste, logo acima do horizonte.

Nós o chamamos de Estrela Dalva (ou estrela da alva) A expressão “Estrela D’Alva” vem da junção das palavras “estrela” e “alva.

Marte: Poderá ser observado brilhando discretamente na direcção Noroeste.

Mercúrio e Júpiter: Estarão muito próximos ao Sol, o que torna a observação deles a olho nu quase impossível devido ao brilho do entardecer.

A Maçonaria respeita a astrologia como expressão de pensamento, assim como não interfere nas crenças dos seus obreiros.

Afinal de contas, foi da astrologia que nasceu a astronomia.

Por outro lado, uma coisa é mencionar como facto históricos as ideias dos astrólogos, e deixar a cada um a deliberação de pesquisar pessoalmente o que possa haurir de verdade sobre os vaticínios dos astros.

Outra coisa é querer impingir aos maçons as doutrinas astrológicas. Isso é proibido!

Este é o nosso Céu maçónico hoje, nesta sessão de Céu aberto, neste templo em contacto com a natureza viva.

Ao levantarmos os nossos olhos para a contemplação, sentimos logo o fulgor dessa grandiosidade.

Meus Irmãos, tê-los reunidos aqui nesse instante é glória suprema ao GADU.

Irmãos, vocês são figuras privilegiadas, cercadas por auréolas de saber e de trabalho, colocados nos altos postos da nossa Ordem pela vontade soberana do povo maçónico, pelos seus reconhecidos trabalhos em prol da instrução e das ideias maçónicas. Poucos chegam a tais culminâncias, são como montanhas que de muito longe já se avistam as suas imponências.

Os humanos se relacionam com o meio ambiente através dos seus sentidos, eles apreendem o que o meio mostra e compreendem aquilo que sentem, assim, todos nós incorporamos os 4 elementos de alguma forma nas nossas vidas.

Estamos de pé sobre a Terra que representa estabilidade e solidez, dando às substâncias a sua força e forma. Nos seres humanos, representa o corpo físico, dela tiramos parte do nosso sustento.

As informações ao nosso redor apelam para o nosso intelecto, som e verbo, invocando o elemento Ar, função do Ar é estimular o raciocínio e o intercâmbio de informações.

O AR é o símbolo da vitalidade ou da vida; é um emblema natural e próprio da vida humana.  (Ritual de Aprendiz)

As nossas acções são regidas pelo domínio do Fogo, último modo de purificação simbólica segundo o nosso ritual tem uma abrangência radiante, simboliza expansão, calor, luz, coragem, vontade de lutar, de dominar e conquistar, mas também favorece a elevação espiritual, a lucidez a purificação da alma, iniciativa e energia, enquanto as emoções desencadeadas pelas nossas experiências invocam o elemento Água, o mais fluido, indispensável à vida, simboliza o alimento espiritual. A água que nos fizeram mergulhar as mãos na nossa iniciação, representando um vasto oceano. (Ritual de Aprendiz).

Os antigos consideravam-na um dos quatro elementos representando as qualidades de frio e umidade, semelhante ao Inverno e a noite.

O ser humano experimenta todos os elementos desde a sua concepção: quando imerso no líquido amniótico (água), na formação do corpo material (terra), ao ligar a chave dos batimentos cardíacos e impulsos eléctricos (fogo) e fazendo valer os seus pulmões com a primeira inacção de oxigénio e emissão sonora (ar).

A maioria das substâncias ou interacções físicas são misturas de múltiplos elementos que interagem dinamicamente entre si. Vejamos uma madeira em combustão, por exemplo. Pode conter FOGO (visível através do processo de queima), AR (quando consome o oxigénio que alimenta a chama e quando ouvimos o sibilar da sua queima), ÁGUA (que será removida no processo para que a madeira vire carvão) e TERRA (a cinza deixada para trás quando a madeira é queimada por inteiro).

O FOGO e a ÁGUA são os elementos mais puros. O FOGO é mais leve e sobe, já a tendência natural da ÁGUA é descer.

O SOL e a LUA, representam a dualidade de manifestação e o Activo e Passivo dos trabalhos maçónicos. Toda acção maçónica deve realizar-se na expectativa de um resultado directo.

Zoroastro ensinava que o SOL é o mais perfeito fogo de Deus, o trono da sua glória e a residência da sua divina presença.

Estas quatro concepções corresponderiam à antiga concepção de se considerarem fundamentais, ou corpos elementares, A terra, a água, o ar e o fogo.

A Terra, como representativa do corpo humano (QUE ESTÁ NO PLANETA E NA MESMA POSIÇÃO RELATIVA AOS ASTROS); os planetas governariam o mental e o SOL seria o integrante espiritual do homem.

Os quatros elementos da tradição hermética foram incorporados no simbolismo maçónico. Estes elementos: Terra, Água, Ar e Fogo, representam os quatro tipos primordiais das manifestações naturais.

Cada um desses elementos simboliza a união de duas qualidades:

  • Frio-seco = Terra;
  • Frio-húmido = Água;
  • Quente-seco = Fogo,

Qualidades derivadas da não “Qualidade-Quantidade”. Os elementos reproduzem assim o ciclo das manifestações naturais.

Na iniciação maçónica, Jules Boucher vê nisso “um provável resíduo de uma simbolização totémica do desenvolvimento da Vida com o auxílio e através dessas entidades elementares primordiais.

O primeiro elemento é a Terra, domínio subterrâneo onde se desenvolve germes e sementes e que o recipiendário encontra na Câmara de reflexão onde é encerrado. A primeira viagem é relacionada com o AR, a segunda com a ÁGUA e a terceira com o FOGO.

Segundo Ragon, que os quatro elementos da natureza representam, simbolicamente, em Maçonaria, o papel que todos eles desempenham na vida do homem quando morre, mas nas suas exéquias, são-lhe devolvidos por meio da água lustral, do incenso e dos círios. (VELA).

O quarto elemento Terra, é o seu ponto de partida que se parece ao do braço ou da perna aberta em compasso, a qual depois de revolução circular que é o símbolo da vida humana, volte ao mesmo ponto de partida de onde havia saído e para onde vai novamente. O globo terrestre sofrerá as mesmas terríveis revoluções por abandono dos três elementos: ÁGUA, AR E FOGO. O profano compreenderá realmente, só quando ele mesmo participar activamente da iniciação maçónica.

Os filósofos falam à razão, as religiões tocam o coração; a iniciação comove parte espiritual do ser e permite o acesso à compreensão metafísica e mais elevada do sentido da vida.

São várias as interpretações dos quatro elementos, aqui hoje, pretendo ficar com a interpretação designados na CABALA por nomes hebraicos, muito empregado no hermetismo e na Maçonaria, e cujas iniciais formam a sigla INRI.

  • Água – Iam – designa também o MA
  • Fogo – Jur – designa também a lâmpada
  • Ar – Ruasch – designa também o sopro
  • Terra – Iabeschah – designa também o Sal.

Os sábios da antiguidade criaram a sigla I.N.R.I, simbolizavam um dos maiores segredos da natureza “Igne Natura Renovatur Integra”, ou seja, o Fogo Renova a Natureza, essas quatro letras são as iniciais das palavras hebraicas que representam os quatro elementos.

O candidato à iniciação deve passar pela escuridão total, antes de penetrar na verdadeira luz espiritual. E vimos que durante a crucificação de Jesus, os evangelistas falam nas trevas que ocorreram (Mateus, Marcos e Lucas na Bíblia Sagrada), e depois ocorreu a “ascensão”. (sem querer comparar com o nosso GADU, mas é o que acontece com o iniciado quando o 1º Vig. diz “Que lhe dê a Luz”.

Esta Egrégora, nesta memorável noite em que estamos reunidos, nesta sessão de Céu Aberto, dá-nos uma formação do ser colectivo que significa velar a Maçonaria, unindo-nos num só pensamento de liberdade, igualdade e fraternidade, máximas do século das Luzes e utilizada pela Maçonaria universal.

Evidentemente quando se trata de Templos Adaptados, nem sempre será possível respeitar as dimensões e as suas características, como uma Loja maçónica pode funcionar em qualquer lugar abrigado das vistas e dos ouvidos profanos e até num deserto ou no alto das montanhas, e como estamos aqui neste imenso campo visual, em contacto com essas forças da natureza, as regras expostas devem ser entendidas teoricamente.

Mas existem regras, desde que num lugar oculto, formada no mínimo com sete mestres, desde que a reunião se proceda em nome da Maçonaria Universal e sob os auspícios de Potência Maçónica.

Trata-se de uma regra que sobreleva o Templo Espiritual e não o Templo Material, onde há Loja, há um Templo Simbólico, onde há Templo sem maçons, não há loja nem Maçonaria.

A regra se estabeleceu para preservar o princípio imutável (lindeiro ou “Landmarks”) de colunas sempre erguidas, como por imitação da antiga iniciática Persa de Zaratustra (Zoroastro).

Cumpre-me assinalar que no mazdeísmo puro não se admitiam Templos, nem altares de imagens de deuses.

Esta é a beleza do simbolismo maçónico, é a Maçonaria em toda a sua plenitude, é a pureza da imensa legião de maçons, operando em todo o mundo, unidos pelo mesmo sentimento e limpeza de actos e aspirações fraternas de pureza imaculada adquiridas através da purificação que lhe foi feita nas águas do Mar de Bronze, águas estas que representam a pureza da vida maçónica.

A Abóbada Celeste aqui neste ambiente astral, com as suas nuvens, estrelas e a Lua, lembra-nos a grandeza do GADU. Criador de mundos incontáveis e dispensador de messes do homem.

Henry Bergson, o grande filósofo, ensinou-nos que a vida é cheia de sombras e de luzes, é preciso vislumbrar as sombras e aproveitar as luzes.

A cor azul do Céu é da tolerância que deve caracterizar o desejo de progredir e condicionar a atitude dos Maçons dos três primeiros graus.

Vamos, portanto construir o Templo ideal em honra ao GADU.

Viva a Maçonaria Universal! Viva a Maçonaria Brasileira!

José Carlos Almeida Carreiro – Mogi das Cruzes – SP

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