Rituals of Freemasonry (1870)
O “Rituals of Freemasonry” foi editado nos Estados Unidos em 1870 pela Masonic Publishing Company e continha informação sobre todos os Rituais em vigor, para além das Cerimónias de Dedicação, Consagração, e Instalação de Oficiais nos diversos ramos da Ordem.
Rituais
Loja Azul:
- Aprendiz Admitido,
- Companheiro de Ofício,
- Mestre Maçom,
Capítulo:
- Mestre de Marca,
- Antigo Mestre,
- Muito Excelente Mestre,
- Mestre do Arco Real
- Ordem do Sumo Sacerdócio,
Conselho:
- Mestre Real
- Mestre Eleito
- Super Excelente Mestre
Comandaria:
- Ordem da Cruz Vermelha
- Cavaleiro Templário
- Cavaleiro de Malta
Introdução
A Maçonaria é uma instituição moral, estabelecida por homens virtuosos, com o louvável desígnio de relembrar as mais sublimes VERDADES, no meio de prazeres inocentes e sociais, fundada na LIBERALIDADE, no AMOR FRATERNAL e na CARIDADE. “É um belo sistema de MORALIDADE, revestido de alegorias e ilustrado por símbolos”. A VERDADE é o seu centro – o ponto de onde os seus raios divergem, dirigindo os seus discípulos para um conhecimento correcto do Grande Arquitecto do Universo, e das leis morais que ele ordenou para o seu governo.
Uma execução adequada das várias cerimónias ligadas ao Ritual da Maçonaria é da maior importância, pois estas formam a peculiaridade distintiva da instituição. Na sua natureza, elas são simples; no seu fim, morais e instrutivas. Elas naturalmente despertam um alto grau de curiosidade num Irmão recém-iniciado, e criam um desejo sincero de investigar o seu significado, e de se familiarizar com o seu objecto e desígnio. No entanto, é necessário um trabalho minucioso e uma diligência incansável para verificar a natureza exacta de cada cerimónia que os nossos antigos irmãos viram razão para adoptar na formação de um sistema exclusivo, que deveria atravessar o mundo sem estar ligado à religião e à política de todos os tempos, e de todos os povos entre os quais deveria florescer e crescer. A fim de preservar as nossas cerimónias da mão da inovação, é essencialmente necessário que cada Oficial esteja completamente familiarizado com elas, e que exista uma firme determinação na Ordem de não admitir qualquer mudança. Algumas palavras aqui ou ali podem não parecer, em si mesmas, de grande consequência; no entanto, ao serem frequentemente permitidas, tornamo-nos habituados a elas, e assim abrimos a porta a males de magnitude mais séria. Não há, não pode haver, segurança senão numa rígida adesão às antigas cerimónias da Ordem. Estas cerimónias e regulamentos são fixados por regras semelhantes às que regem os assuntos da vida social. Cada Maçom deve trazer a sua porção de boas ideias, e contribuir para o aperfeiçoamento das cerimónias e símbolos, e para a edificação da VERDADE, o templo universal e eterno, que um dia encerrará toda a humanidade no seu recinto.
Nota: trata-se de um documento com 876 páginas pelo que a sua visualização pode ser demorada. No entanto, o seu interesse histórico justifica a sua publicação.
