Os Diáconos em Loja: origens e funções
As origens
Ao comentar a obra O Ofício de Maçom de Harry Carr, Collinetti (2020) critica sobre a origem do cargo de diácono na Maçonaria Operativa, quando existiam os Oficiais de Chão que ao encerramento dos trabalhos operativos faziam uma inspecção geral, realizada pelos zeladores, conhecidos como wardens (guardas), que posteriormente originaram os cargos dos Vigilantes. Os vigilantes, através dos Oficiais de Chão (futuros diáconos) vendo que os trabalhos estavam justos e perfeitos, faziam essa comunicação ao Mestre. Conforme Collinetti, os Oficiais de Chão, por influência da Igreja Católica, passaram a se chamar Diáconos. Mais adiante veremos que foi por influência de Jean-Théophile Desaguliers que o nome de diácono foi atribuído aos oficiais de chão.
Buscamos a fonte da leitura de Collinetti e vimos que ela se originou da obra O Ofício de Maçom de Harry Carr, que tem neste livro apenas duas páginas sobre os Diácono, porém dentre a maioria dos escritos sobre cargos em geral, isso já é muita coisa. Nesta obra, a metodologia de Carr (2012, p. 118-120) é colocar uma pergunta sobre o tema disponibilizando uma resposta objectiva que pode ou não desdobrar outras informações, como foi no caso dos diáconos:
P: Quando os Diáconos se tornaram “Oficiais de Chão” na loja, cumprindo as suas obrigações actuais?
R: A principal tarefa associada actualmente ao ofício dos Diáconos, i. é., a condução dos candidatos durante as cerimónias, originalmente era desempenhada pelos Vigilantes da Loja. Na primeira descrição bem detalhada das cerimónias, publicada em Masonary Dissected, de Prichard, em 1730, é evidente que o 2º Vigilante recebe o candidato (assim como faz hoje o Guarda Interno) e, depois que o instrui em como avançar em direcção ao Mestre por meio de três passos.
Contudo, o próprio Carr (2012, p. 118) chama esta obra de espúria, deixando dúvidas a serem esclarecidas. Mais adiante Carr (2012, p. 119) menciona que as mais antigas referências sobre a indicação de Diáconos teriam vindo da Irlanda, quando são nomeados os primeiros Diáconos na Procissão do Dia de São João, na localidade de Youghal, em 1743 e em 1744, quando essa denominação aparece nas actas da Loja de Lurgan. Em 1745 também na procissão do funeral de Dassigny.
Carr cita expressamente que:
Dermott, o Grande Secretário dos Antigos, declarou que na Irlanda tinha exercido os Ofícios de 1º Diácono e 2.º. Diácono (assim como os de vigilante) antes da sua Instalação como Mestre da nº 26, em 1746, sendo provavelmente da Irlanda a prática de apontar Diáconos, adoptada pela Grande Loja dos Antigos (CARR, 2012, p. 119).
De acordo com Carr (2012, p. 120) a padronização da nomeação de Diáconos nos regulamentos das lojas Modernas é um “belo exemplo”, citando a Loja Old Dundee, nº 18, datada de 8 de Fevereiro de 1810:
“O Mestre informa que dois novos Oficiais são necessários para dar efeito às novas alterações, e que eles serão denominados Diáconos e o M. V. assim aponta …” um 1º Diácono e um 2º Diácono, i. é., Mercúrio, o mensageiro dos deuses, e não conforme o desenho moderno, com a “Pomba e o ramo de oliveira” (CARR, 2012, p. 120).
De acordo com Collinetti (2020), para alguns estudiosos maçónicos não existe menção aos Diáconos antes de 1740 [1]. Todavia, outros afirmam que o cargo de diácono se originou na Inglaterra com as atribuições de mensageiros, tendo em vista que na Maçonaria escocesa antiga esta denominação era dada ao Oficial Chefe, ou seja ao Venerável Mestre, como era na Loja de Kilwining até 1735.
De acordo com os Landmarks [2] (2018), o item de número 25º da Classificação de Grant prevê quais são os oficiais de uma Loja: 25º – Os oficiais de uma loja são: o Venerável, o 1º Vigilante, o 2º Vigilante, Tesoureiro, Orador, Secretário, 1º Diácono, 2º Diácono, Mestre de Cerimónias e Trolhador [3].
Por outro lado, o Regulamento Geral de 1720 (General Regulations of a Free Mason), idêntico as Constituições dos Maçons de Anderson, publicado em 1723, compilado, por George Payne, em 1720, quando Grão-Mestre, aprovado pela Grande Loja em 1721, na localidade de Stationer’s Hall, Londres na Inglaterra estabeleceu que:
(…) para que o trabalho não seja demasiado pesado para os dois Grandes Vigilantes, e para que todos os assuntos possam ser geridos de forma expedita e segura, o Grão-Mestre ou o seu Adjunto terão o poder de nomear e designar um certo número de Diáconos (grifo nosso), como Sua Senhoria achar conveniente, para actuar em conjunto com os dois Grandes Vigilantes; todas as coisas relacionadas com festejos serão decididas entre eles por uma Maioria de Vozes; excepto se o Grão-Mestre ou o seu Adjunto interpuserem uma Direcção de Nomeação particular.
O Escritor Maçom Mondl (2024), destaca que foi a função de secretário (grifo nosso) que originou o cargo de Primeiro Diácono, o qual tem o dever de levar a Palavra Sagrada do Venerável ao Primeiro Vigilante. Para este escritor o Primeiro Diácono, nas origens, já tinha a função de mensageiro. Ulf Jermann Mondl (2024), ao se referir as atribuições do secretário Menciona:
II – O Secretário corresponde à Sephirah Chokmah, ou à Sabedoria, numerada com o algarismo “dois”, equivalendo à inteligência inspiradora ou ao Segundo Esplendor, simbolizando o seu número o início da génese universal, ou seja, um dos nomes de Deus, Jehovah, o Senhor, sendo sempre acompanhado pelo Arcanjo Taziel, o Arauto da Divindade (grifo nosso), além do início do Tetragrama Sagrado com a sua letra “Yod”, buscando concentrar toda a sabedoria emanada de Deus. A sua pena deve buscar a inspiração para a máxima fidelidade e sacralidade dos registos, das actividades desenvolvidas em Loja, bem como para as outras comunicações que fizer.
Assim, este escritor Maçom ensina-nos que o cargo de secretário é anterior ao cargo de Primeiro Diácono, pois do cargo de secretário é que surge o de Diácono.
Pedro Juk (2021) entende que na Maçonaria primitiva havia o Deacon (Diácono), todavia não eram os oficiais de chão mencionados por Harry Carr na obra “Masons At Work”. Para Juk, o Diácono, relativo à Maçonaria escocesa, não possui relação com os Diáconos irlandeses da Grande Loja dos Antigos, que no século XVIII foram adoptados como guias ritualísticos dos ritos e rituais da Maçonaria Moderna. Warden e Deacon eram cargos já existentes da Maçonaria primitiva da Escócia.
Braitberg (2024), narra que Jean-Théophile Desaguliers viajou para Edimburgo em Agosto de 1721. Filho de um clérigo protestante francês que emigrou para a Inglaterra, Desaguliers tornou-se diácono na Igreja Anglicana. Maçom desde 1712, participou da criação da Grande Loja da Inglaterra em 1717, supervisionou a elaboração de constituições publicadas a partir de 1723 pelo pastor presbiteriano escocês James Anderson. Braitberg (2024), ensina que o Deacon (Diácono) da loja compartilhará a autoridade com o Warden (Vigilante) da loja:
(…) conforme evidenciado pelas actas da loja de Atchison, o Aprendiz Registrado passa de um a três anos como Aprendiz Aceito antes de ser admitido após sete anos como Mestre de Ofício depois de uma simples cerimónia “simbólica”. Também está previsto que o Deacon (Diácono) da loja compartilhará a autoridade com o Warden (Vigilante) da loja. Somente em 1634 é que encontramos qualquer vestígio da admissão em lojas de membros que não estavam familiarizados com a profissão.
Para Collinetti (2020), o Rito Escocês Antigo e Aceito renovou essa tradição, conservando os cargos de Diáconos, Mestre à disposição do venerável e dos vigilantes, para transmitir as ordens das Luzes aos demais irmãos. Porém, para este escritor, isto é um equívoco porque no REAA, existe a figura do Mestre de Cerimónias com a mesma função de conduzir os irmãos para dentro ou para fora da Loja, que é também responsável no desempenho de outras funções, como a de levar recomendações de um irmão a outro durante a realização da sessão. Com o passar do tempo, devido as inúmeras alterações ritualísticas, a figura do Diácono se consolidou nos trabalhos das oficinas das Lojas.
Ensina Ismail (2023) que apesar dos diáconos terem desaparecido na Maçonaria Inglesa, a partir da fusão das duas Grandes Lojas rivais o cargo sobreviveu em rituais que aderiram as práticas anteriores da Maçonaria primitiva, como é o caso do Rito Escocês Antigo e Aceite. A execução do cargo serve como um belo exemplo do antigo papel de mensageiro exercido pelos Diáconos contemporaneamente em alguns rituais.
A função dos Diáconos
Conforme SANT’ANNA (2018), no Ritos Escocês e Brasileiro, o 1º Diácono, senta-se no Oriente, à direita do Venerável e abaixo do sólio. No Rito de York, o Primeiro Diácono senta-se no Ocidente, à direita do Secretário; No Rito de Schröder à esquerda do Tesoureiro, enquanto o 2º Diácono, nos Rito Escocês e Brasileiro, senta-se a direita do 1º Vigilante. No Rito de York e de Schröder senta-se à direita do 1º Vigilante. No Rito de Schröder criou-se, o cargo do 2º Diácono Adjunto, já mencionado, que senta na entrada do Templo, exercendo a função que no REAA é do Cobridor.
Collinetti (2020) ressalta que, o Primeiro Diácono, ao sentar-se à direita do Venerável Mestre e abaixo do sólio, significa que o trono ou assento real [4] tem outro sentido que não o Dossel. A palavra Sólio que o primeiro diácono menciona na abertura dos trabalhos, significa uma posição de humildade diante da autoridade do Venerável Mestre. Nas suas palavras:
O Primeiro Diácono, que na Loja, se senta à direita do Venerável Mestre e abaixo do sólio, que significa trono ou assento real, cumpre a sua função transmitindo e executando às ordens deste ao Primeiro Vigilante e a todos Dignitários e Oficiais, bem como tem a incumbência de abrir e fechar o Painel da Loja.
Mondl (2024), ao se referir a transmissão da palavra, menciona que o Segundo Diácono recebe a Palavra Sagrada advinda do Venerável, por intermédio do Primeiro Vigilante até à sua Coluna. Nem é necessário dizer que a palavra foi entregue ao Primeiro Vigilante pelo Primeiro Diácono por ordem do Venerável Mestre.
Para Mondl (2024), o cargo de Segundo Diácono é um desdobramento do cargo de Primeiro Diácono no Ocidente, pois uma das suas principais funções é levar a Palavra Sagrada do Primeiro Vigilante, que a recebeu do Primeiro Diácono, para o Segundo Vigilante. Menciona, também que o cargo de Chanceler igualmente é desdobramento do cargo de Secretário.
Por outro lado, o Segundo Diácono se coloca à direita do Primeiro Vigilante para transmitir e executar as suas ordens e cuidar para que os Maçons no Ocidente procedam nas suas colunas com respeito, disciplina e ordem. No REAA, os Diáconos têm como jóia uma pomba (grifo nosso) com um ramo de folhas no bico, significando a sua qualidade de mensageiro (COLLINETTI, 2020).
No Rito de York, este símbolo deve estar na ponta dos bastões que os respectivos Diáconos carregam, sendo que o bastão do Primeiro Diácono tem na ponta essa pomba inscrita num triângulo e a do Segundo uma pomba em vôo livre. Cabe esclarecer que a origem dos bastões remonta a férula, que é uma designação comum às plantas do género Férula, que na mitologia grega significa o bastão oco, onde o titã Prometeu escondeu o fogo furtado dos deuses, quando passeava pelos céus no carro do sol (COLLINETTI, 2020).
Ensina SANT’ANNA (2018) que os cargos de Diáconos não existem no Rito Moderno e no Rito Adonhiramita. Porém no Rito Schroeder, a função de Mestre de Cerimónias será exercida pelo 1º Diácono, pois normalmente as propostas, neste rito, são apresentadas directamente ao Venerável. Por outro lado, neste rito, criou-se o cargo de 2º Diácono adjunto, que exercerá a função de Cobridor ou Guarda do Templo. Nos ritos que admitem a função de Cobridor este se colocará junto à porta de entrada. No Rito de York, a função de hospitaleiro será exercida pelo 2º Diácono.
A figura da pomba reporta ao início ds nossa civilização estabelecida na Bíblia, quando narra a epopeia de Noé, mencionando o dia 17, do sétimo mês do dilúvio, quando a arca pousou sobre os montes de Ararat. Noé enviou uma pomba para verificar se as águas do dilúvio haviam secado. Para além da época de Noé, mas ainda na antiguidade, na idade média as pombas levavam e traziam mensagens de um para outro lugar (COLLINETTI, 2020). Quanto a isso Kennyo Ismail, estudioso da Maçonaria, é taxativo:
Este símbolo como referência aos diáconos passou a ser adoptado a partir da Inglaterra, tomando emprestado a simbologia bíblica contida na lenda de Noé, que teria enviado um pombo para encontrar terra firme após o dilúvio. Assim, o pombo é símbolo da função de levar as ordens a outras partes da loja. Não por acaso, a palavra “Diácono” vem do grego, “Diakonos”, que designa um servo, ajudante ou mensageiro (ISMAIL, 2023) .
No rito de York os Diáconos são oficiais experientes que actuam nas cerimónias ritualísticas de iniciação e Elevação, onde a responsabilidade para acender as velas e a abertura do Livro da Lei é do Primeiro Diácono. Neste Rito de dois diáconos, o primeiro e o segundo, não existe a figura do Mestre de Cerimónias, sendo essa função exercida somente em caso de Iniciação. Cabe ao Primeiro Diácono acender as três velas do altar, bem como, abrir o Livro da Lei e requerer a apresentação dos Irmãos visitantes. Ao Segundo Diácono, cabe verificar se o Templo está a coberto, função do Cobridor interno no REAA. A Maçonaria anglo-saxónica não utilizou Expertos, como fez a Maçonaria francesa, sendo estes substituídos nos rituais de Iniciação e elevação pelo Primeiro e Segundo Diácono (COLLINETTI, 2020).
Conclusão
Na Maçonaria, o cargo e as funções do primeiro e do segundo diácono derivam do cargo de Secretário que já existia nos primórdios dos antigos ritos da Maçonaria Operativa, sendo criados para dar rapidez e efectividade aos trabalhos das oficinas. São oficiais experientes e responsáveis, com função de transmitir as ordens do Venerável Mestre e dos Vigilantes, bem como manter a ordem durante os trabalhos. Algumas das suas funções são: 1. Mensageiro do Venerável Mestre, 2. Auxiliar do Venerável Mestre e dos vigilantes, 3. Manutenção da Ordem e da disciplina durante as sessões, 4. Em alguns ritos, como o de York trabalham na condução dos candidatos à iniciação. Conclui-se que o cargo e a função dos diácono é importante para auxiliar o Venerável Mestre e os seus Vigilantes a comandar e executar com eficácia os trabalhos de loja.
Daltro Lucena Ulguim
Notas
[1] Após algumas pesquisas apuramos que um destes estudiosos ao qual Collinetti se refere trata-se de Pedro JUK que expressa este pensamento no ensaio Origem dos cargos em Loja – Maçonaria e Maçon(s) In: O Ponto Dentro do Círculo.
[2] Este artigo Landmarks – Maçonaria e Maçon(s) foi traduzido do inglês dos arquivos originais pelo Centro de Estudos e Pesquisas Maçónicas Expansão da Luz. Grande Oriente de Mato Grosso do Sul – COMAB.
[3] Actualmente o Mestre Cobridor externo é quem deveria exercer a actividade do Trolhador.
[4] Conforme instrução do irmão Ceron, ficou esclarecido o que se deve entender por Sólio, que não se trata do trono do Venerável Mestre.
Referências
- BRAITBERG, Jean-Moïse. A Escócia Imaginária dos Maçons. Tradução feita por José Filardo Disponível em <https://www.freemason.pt/a-escocia-imaginaria-dos-macons/>, publicado em 23/03/2024. Acesso em 18/06/2025.
- Landmarks – Maçonaria e Maçon(s). Centro de Estudos e Pesquisas Maçónicas Expansão da Luz. Grande Oriente de Mato Grosso do Sul – COMAB. Disponível em <https://www.freemason.pt/landmarks-3/> Publicado em 12/12/2018. Acesso em 19-06-2025.
- CARR, Harry. Ofício de Maçom. Tradução de Carlos Raposo. São Paulo, SP: Madras, 2012.
- COLLINETTI, Dermivaldo. A função dos Diáconos. In: A função dos Diáconos – O Ponto Dentro do Círculo. Disponível em: <https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/category/maconaria/>, publicado em 02/12/2020. Acesso em 18/06/2025.
- JUK, Pedro. Origem dos cargos em Loja – Maçonaria e Maçon(s) In: O Colar do Venerável Mestre. Disponível em: <https://www.freemason.pt/origem-dos-cargos-em-loja/>, publicado em 16/06/2021. Acesso em 19-06-2025.
- JUK, Pedro. Origem dos cargos em Loja – Maçonaria e Maçon(s) In: O Ponto Dentro do Círculo. Publicado em 11/08/2022. Disponível em: <Ensaio – Origem dos cargos em Loja – O Ponto Dentro do Círculo >. Acesso em 19-06-2025.
- ISMAIL, Kennyo. OS DIÁCONOS NA MAÇONARIA. Publicado em: 19/01/2023. Disponível em <https://noesquadro.com.br/os-diaconos-na-maconaria/>. Acesso em: 19-06-2025.
- MONDL, Ulf Jermann. A árvore da vida e os cargos simbólicos em Loja – Maçonaria e Maçon(s). Disponível em <https://www.freemason.pt/arvore-vida-cargos-simbolicos-loja/>, publicado em 20/09/2024. Acesso em 18/06/2025.
- Regulamento Geral de 1720 – (General Regulations of a Free Mason). Tradução e compilação de António Jorge. Disponível em <https://www.freemason.pt/regulamento-geral-1720-general-regulations/>, Publicado em 12/09/2024. Acesso em 19-06-2025.
- SANT’ANNA, Roberto de Jesus. Diferença entre os Ritos. Maçonaria e os Maçons. Disponível em <https://www.freemason.pt/diferenca-entre-os-ritos/>, publicado em 10/12/2018. Acesso em 19-06-2025.
