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Ora direis: “- Ouvir pedras?!”

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✍️ Desconhecido 📅 12/12/2023 👁️ 0 Leituras

ouvir pedras

Ora, (direis): “- Desbastais pedras brutas? Em polimento e ângulo recto!?”
“- De certo, perdeste o senso!” E eu de minha cantaria vos direi, no entanto,
Que, para desbastá-las, em meu ateliê deserto, muita vez desperto
De mim mesmo, em fascínio e acrisolado descanto…

E em eterno e constante trabalho espanto
Vejo-me a mim mesmo em meu templo mosaico aberto
E, ao entreabrir de minhas mãos, vejo-as a mim mesmo a ermo, calejadas de aprendiz encanto
Trabalhando como um alvenel: maço e cinzel, nível, prumo, esquadro e compasso certo

Mas, indubitavelmente direis, por agora: “- Tresloucado Irmão e amigo!”
O que conversas com pedras? Que polido sentido
Tem o que elas (rugosas e brutas) dizem nesse penoso castigo, quando estão contigo?”

E eu vos direi, no entanto: “Amai, Irmão, para entendê-las!”
Pois só quem ama consigo, real e maçonicamente, pode ter aprendido, visto e ouvido
Ser capaz de o sentir contido, não as brutas pedras que vedes, mas de entender a escultural luz de estrelas!

Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI

Inspirado em Ora (direis) ouvir estrelas, que pertence a colecção de sonetos Via Láctea, que por sua vez, está inserido no livro de estreia do escritor brasileiro Olavo Bilac.
O soneto é o número XIII de Via Láctea e ficou consagrado como a parte mais famosa da antologia intitulada Poesias, publicada em 1888.
Ora (direis) ouvir estrelas é o soneto parnasiano número XIII da colectânea de sonetos Via Láctea. No livro Poesias, Via Láctea se encontra entre Panóplias e Sarças de fogo.

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