A Partir Pedra

Opel na Azambuja - a proposito da saída

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✍️ noreply@blogger.com (Rui Bandeira) 📅 12/07/2006 👁️ 0 Leituras
Nao vou aprofundar este assunto, uma vez que antevejo que ainda vai enchar muitas paginas de jornais e muitos minutos de telejornais.

Não quero aqui falar de cumprimento de contratos nem das sanções que daí possam advir, nem das questoes politicas associadas.

Quero apenas debruçar-me sobre um problema de atitude.

É um facto que a GM internacionalmente está com problemas economicos.

É um facto que a unidade da Azambuja tem custos de produção mais elevados que outras unidades GM por essa Europa fora.

É um facto que o modelo ( aliás UNICO) que lá é produzido é um modelo marginal e sem importancia estratégica para a Opel, tanto mais que estava já anunciado o seu fim.

E qual foi a atitude dos trabalhadores, seguramente bem aconselhados pelos Sindicatos, qual foi ?

Greves de protesto, multiplas RGT ( para quem nao sabe Reuniao Geral de Trabalhadores) e algumas sessões plenárias.

Como todos sabemos este tipo de acções contribuiem de forma decisiva para o aumento de produtividade e consequentemente para os custos.

Ou seja, diminuem a produtividade e aumentam os custos.

Ora os senhores da GM pensam de uma forma simples.

Quanto dinheiro vamos perder daqui até 2009 ( data do fim do contrato) .

Depois fazem a outra conta, que é : quanto pagaremos de indemnizaçao ao Estado Portugues por nao cumprimento de contrato.

E ainda apuram quanto ganharemos com a produçao noutra unidade.

Se o saldo fosse desfavoravel á GM garanto que ficavam até ao fim do contrato. Mas seguramente nao é.

As multinacionais pretendem calma e produtividade e se conseguirem isso os negocios continuam. Veja-se a Autoeuropa. Neste caso os trabalhadores aceitaram pacotes remuneratorios que permitiram a empresa nao ter prejuizos e aceitaram aumentar a produtividade. O resultado é que a WV ja assinou o contrato de produção de um modelo novo ( nao um em fim de vida ).

Neste caso , Azambuja, acho que os sindicatos nao perceberam que a forma de luta pelos postos de trabalho era ao lado da GM e não contra a GM.

Enquanto continuar este espirito revolucionario anti patronato imperialista, espirito anquilosado nas mentes de alguns poucos mas que são os lideres de opiniao de outros muitos , e não se perceber que a Economia é um fenomeno global estes casos vão continuar.

Mas isto sou só eu a dizer.


JoséSR

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