O exemplo do burro
Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a ferir-se, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso, o animal zurrou durante horas, enquanto o camponês pensava em como o poderia ajudar. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o burro já estava muito velho e que o poço já estava seco e, de qualquer forma, precisava de ser tapado. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Pelo contrário, chamou os vizinhos para o ajudarem a enterrar o burro vivo, aterrando, ao mesmo tempo, o poço. Cada um deles pegou numa pá e começou a deitar terra dentro do poço. O asno não tardou a aperceber-se do que lhe estavam a fazer e zurrou desesperadamente.
Porém, para surpresa de todos, o burro acalmou-se , depois de ter levado em cima com algumas pazadas de terra. O camponês olhou para o fundo do poço e surpreendeu-se com o que viu. A cada pazada de terra que caía no seu lombo, o burro sacudia a terra e logo dava um passo sobre essa mesma terra, que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até à boca do poço, passar por cima da borda e sair dali a trote.
A vida atira-nos muita terra. Todos os tipos de terra. Principalmente se já estivermos dentro de um poço. O segredo para sair do buraco é sacudir a terra com que se leva e dar um passo em cima dela. ada um dos problemas que se nos deparam e que é superado é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos fossos, se não nos dermos por vencidos: usemos a terra que nos atiram para seguir adiante!
Desta pequena história podemos retirar cinco lições que nos ajudarão a ser felizes:
- Devemos libertar-nos do ódio e do desespero, que só pioram a nossa situação.
- Devemos libertar a nossa mente de preocupações exageradas, que só prejudicam o nosso raciocínio.
- Devemos simplificar a nossa vida, buscando soluções simples para o que só aparentemente é complicado.
- Devemos dar mais e esperar menos, pois assim não nos desiludiremos.
- Devemos amar mais e… aceitar a terra que nos atiram, pois ela pode ser uma solução, não um problema!
Adaptação feita por Rui Bandeira de texto de autor desconhecido
Publicado no Blog A Partir Pedra em 14 de Dezembro de 2007

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