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O Esquadro e o Compasso

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✍️ Desconhecido 📅 17/01/2026 👁️ 0 Leituras
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O compasso

O compasso é um instrumento de desenho usado para desenhar arcos de circunferência, serve também para marcar um segmento numa recta com comprimento igual a outro segmento dado e resolver alguns tipos de problemas geométricos, como por exemplo, construir um hexágono, ou achar o centro de uma circunferência.

O compasso parabólico que conhecemos hoje foi inventado por Leonardo da Vinci.

Os compassos comuns possuem uma ponta seca, em forma de agulha, que determina um ponto fixo no papel, e outra ponta dotada de um estilete de grafite para traçar a circunferência, tendo como centro a ponta seca.

Nos compassos usados em Desenho Técnico, a ponta do grafite pode ser substituída por um adaptador, que permite acoplar uma lapiseira ou caneta. Outro acessório destes compassos é o tira-linhas, um instrumento que funciona como uma espécie de bico de pena. É semelhante a uma fina pinça, com um parafuso que permite regular a distância entre as pontas. Deposita-se uma gota de tinta nanquim entre as pontas da pinça, e em seguida se traça a circunferência.

O chamado compasso balaústre possui um parafuso transversal às duas hastes, que permite ajustar a abertura e mantê-la fixa, impedindo alterar a abertura acidentalmente.

Para permitir o traçado de circunferências de grandes raios, alguns compassos possuem uma ou ambas as hastes telescópicas, que podem ser estendidas até atingir o comprimento necessário.

O Esquadro

O esquadro é um instrumento de desenho utilizado em obras civis e que também pode ser usado para fazer linhas rectas verticais com precisão para 90º.

Existem diversos tipos de esquadros: o primeiro, com o formato de um triângulo rectângulo isósceles de 45º, 45º e 90º; o segundo, com o formato de um triângulo rectângulo escaleno de 30º, 60º e 90º. Quanto ao tamanho, ou se tem ou não escala, depende das funções que se quer explorar com o instrumento. Para quem não sabe fazer transferência de ângulos, existe um tipo de esquadro que é adaptável com um transferidor, permitindo fazer qualquer ângulo. Em engenharia civil é utilizado para verificação de ângulos das paredes.

Têm-se notícia que os primeiros a utilizar o esquadro foram os egípcios, tendo em vista que suas pirâmides são compostas de pedras perfeitamente esquadrejadas e com as bases perfeitamente esquadrejadas. Os egípcios descobriram que se utilizando uma corda marcada em intervalos iguais e tomando-se as medidas 3, 4 e 5 para os lados de um triângulo, obtinham um triângulo rectângulo, onde os catetos menores eram os lados de 3 e 4 unidades e a hipotenusa o lado maior. Assim, usavam essas medidas para confeccionar triângulos de madeira com a forma muito parecida com os esquadros que conhecemos hoje em dia, utilizando os mesmos para manter a perfeição de suas construções.

O par de esquadros é usado como instrumento de desenho para solução de problemas de geometria gráfica. O par de esquadros é composto por um esquadro com 2 ângulos de 45º e outro com um ângulo de 30º e outro ângulo de 60º. Os esquadros são utilizados para traçar rectas paralelas. Eles são diferentes na forma e na medida.

Num verdadeiro par de esquadros a hipotenusa do triângulo rectângulo isósceles correspondente ao esquadro que tem os dois ângulos de 45° é congruente ao maior cateto do esquadro correspondente ao triângulo rectângulo com ângulos de 30° e 60º.

Diz-se que uma obra qualquer está “no esquadro” quando o ângulo formado entre suas partes for recto (90°).

O Esquadro e o Compasso na Maçonaria

O Esquadro e o Compasso unidos são um dos símbolos que representam a Maçonaria, os mais conhecidos por sinal, ambos são ferramentas do arquitecto, do engenheiro e são utilizados nas lojas Maçónicas como alegorias para o ensinamento de todos os Maçons.

Representam a conduta Maçónica, pois todos devemos enquadrar nossas atitudes pelo quadrado da virtude, aprendermos a circunscrever nossos desejos e manter nossas paixões, dentro dos limites da humanidade.

O Esquadro resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da rectidão e também da acção do Homem sobre a matéria e da acção do Homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas acções pela linha e pela régua maçónica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas acções, palavras e pensamentos. Emite a ideia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter. Simboliza a moralidade.

O esquadro e o compasso simbolizam também a materialidade do homem e sua espiritualidade.

Quando juntos e na sua apresentação representam respectivamente e dependendo de como se arrumam as Lojas e os trabalhos e ritual de Aprendiz, Companheiro ou Mestre.

Esquadro representa a rectidão, a integridade de carácter, limitadas por duas linhas, uma na horizontal e outra na vertical.

A linha horizontal representa o caminho que temos que percorrer na Terra, em nossas vidas, já a linha na vertical representa o caminho de evolução em direcção ao cosmo, ao sagrado, uma evolução sem fim, eterna, que nos eleva ao infinito e a Deus.

O Compasso por sua vez representa o equilíbrio, a justiça, a vida correcta, este é o símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas.

Uma comparação feita ao Compasso e o Esquadro, temos no primeiro um instrumento flexível e o segundo rijo, desta maneira todo Maçom em diversos momentos de suas vidas, devem agir de forma rígida e, em outrora ser flexíveis, porém sem exasperar as acções conforme estes valiosos instrumentos, pois devemos ser precisos e exactos, conforme pede a situação.

Entre estes importantíssimos símbolos encontramos a letra “G”, o que é o mais Augusto Símbolo segundo meu modo de ver.

A Letra “G” é a sétima letra de qualquer um dos alfabetos que utilize o grafismo árabe e apresenta diversos significados.

Geometria ou a Quinta Ciência, é o fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada.

O “G” significa Gnose, que é o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal factor do progresso, significa também gravitação, que é a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria, também denota a palavra geração,  que é a vida que perpetua a série dos seres a Força Criadora que se acha no centro de todos e de todas as coisas.

Temos também esta na palavra Génio, que é a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor, também está contida no início de Grandeza, assim é o homem, na maior e mais perfeita Obra da Criação, na palavra Gimel, uma palavra hebraica, que se entende pelos deveres do homem para com Deus e seus semelhantes.

O “G” é a sétima letra nos alfabetos mais comuns como citado acima, e o 7 é considerado o número da perfeição, como em vários exemplos se destaca o que Deus fez o mundo em 7 dias, o 7 sempre é citado como o número divino.

No entanto, seguindo fielmente os diversos autores, o acrónimo “G” significa Geometria, tendo por base os ensinamentos da Escola de Krotona de Pitágoras [1], ou mesmo Gnosis (Gnose, Gnosticismo), considerando seus aspectos místico, simbólico e vivencial.

O Compasso e o Esquadro são alegorias, símbolos, mas para os Maçons são mais que apenas símbolos, representam o orgulho, o amor, a Deus, uma parte do corpo, algo gravado no coração na mente e na alma, algo que levaremos além desta vida, algo que levaremos para a eternidade.

Autor desconhecido

Notas

[1] A Escola Pitagórica, fundada por Pitágoras, foi uma influente corrente da filosofia grega à qual pertenciam alguns dos mais antigos filósofos pré-socráticos. A mestra de Pitágoras foi Temistocleia, alta profetisa, filósofa e matemática. Outros pensadores importantes dessa escola: Filolau, Arquitas, Alcméon; a matemática e física Teano, possivelmente casada com Pitágoras, a filósofa Melissa.

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