O Aprendiz: dimensão ritual e simbolismo
A Maçonaria como ordem iniciática cujas raízes segundo alguns se perdem na memória dos tempos e outros nas corporações medievais funda-se em dois princípios: o acesso através de uma iniciação e a progressão dos membros por graus ou etapas.
Os três graus da Maçonaria azul foram elaborados para representar as três etapas da vida: a juventude, a idade adulta e a velhice. O grau de Aprendiz (Entered Apprentice em inglês) representa a juventude pois transmite os ensinamentos básicos da crença numa divindade – habitualmente designada por Grande Arquitecto do Universo – a importância da caridade ou solidariedade para o progresso da humanidade, a acuidade da verdade e de manter a palavra dada.
Não se acede à Maçonaria pelo preenchimento de uma ficha de inscrição e votação dos membros efectivos da célula base da Maçonaria – a Loja – mas através de uma mudança de estado identitário. O candidato (ou profano) é conduzido ao local onde a loja se reúne pela mão do padrinho (aquele que o recomenda) e é levado a uma sala onde as suas roupas são arranjadas, de um certo modo simbólico. É-lhe colocado uma corda em laço (cable-tow) à volta do pescoço e uma venda (hoodwink) [1].
Este procedimento não tem como objectivo humilhar o candidato, mas prossegue vários objectivos: estimula a imaginação do profano sobre o que vai encontrar, desperta os seus sentidos e fá-lo concentrar nas palavras que lhe são ditas e nas respostas que lhe são ensinadas. Quando é feito entrar no espaço que imagina ser a loja está em perfeita ignorância, de como o espaço é, como está decorado e quem lá se encontra.
A ignorância – saberá mais tarde – é a condição sine qua non para a obtenção do conhecimento no trilho da sabedoria. A que se encontra adicionado um outro estado que tem a ver com a privação de um dos sentidos – o silêncio [2]. Até que lhe seja retirada a venda e tomada a obrigação (ou juramento) ele não acederá ao primeiro nível de conhecimento – a visão da loja e de quem ali se encontra, bem como da parafernália de símbolos que a decoram.
Depois de vendado o candidato é conduzido à porta da loja e levado a bater nela e é admitido. Segue-se um conjunto de movimentos pelos quais é conduzido por dois oficiais – perambulações – através dos quais o candidato é questionado e examinado pelos dois oficiais que se posicionam em certas posições na quadratura da loja. A loja toma, pela primeira vez, percepção de quem é o profano e intui pela confiança ou hesitação das respostas como se comportará, quando chamado ao cumprimento dos deveres, que a condição de iniciado lhe impõe.
Por fim, ajoelha junto ao altar coloca a mão sobre a Bíblia ou outro livro sagrado e toma o seu juramento (obligation ou oath) [3]. Promete, sob sua honra, não divulgar os segredos que acabou de receber, nem escrever ou revelar de qualquer outra forma os mesmos, a quem não é Maçom. Aqui conhece a segunda dimensão da organização que estará prestes a integrar: o seu carácter secreto, a sua dimensão sigilosa. Numa dupla dimensão: quanto ao que ali se faz ou diz e quem a integra. Depois de tomar o juramento a corda (cable-tow) é-lhe retirada do pescoço e a venda libertada. Gradualmente, ele apercebe-se do que é a loja sob a luz e é cumprimentado como Irmão. São-lhe revelados os sinais, os passos e os toques do grau e é lhe ensinada a palavra de passe de Aprendiz e como a deve repetir.
É-lhe aposto um avental branco (lambskin) cujo simbolismo lhe é explicado bem como a forma de o usar, de acordo com o seu grau [4]. De seguida, é ensinado quanto ao segundo dever de um Maçom – a caridade – tanto para com os outros membros da Ordem, que passa a integrar, como para com os necessitados. Levado para fora do templo, é-lhe permitido rearranjar-se, sendo reintroduzido na loja para um conjunto de lições complementares que explicam o simbolismo da cerimónia porque passou. Na tradição portuguesa, acompanhará o encerramento dos trabalhos e integrará a cadeia de união, conjuntamente com todos os membros da sua loja. A cadeia é um círculo que simboliza que todos são iguais, independentemente do cargo, idade, grau ou posição social [5].
A corrente que se forma, quando as mãos se unem (na forma específica de cada rito e prática nacional), simboliza que a força da ordem maçónica vem da união dos seus membros. Cada elo é um irmão, se o elo é quebrado a corrente é afectada. A natureza circular da cadeia de união representa o equilíbrio, a similitude dos ideais, a busca da perfeição. Por vezes e em certas condições a cadeia permite a circulação de energia, de propósitos positivos, de pensamentos elevados e votos de fraternidade e quietude mental. Os antigos chamavam a este estado particular a egrégora, um campo colectivo, um estado colectivo pelo qual o grupo, que é a loja, adquire uma identidade própria que não é a soma das identidades individuais, mas mais do que isso.
Egrégora vem do grego “egregoros” que significa «vigiar» ou «estar vigilante». A etimologia é a mesma que para o nome Grégoire e o adjectivo gregoriano. A palavra apareceu no século XIX na língua francesa; foi retomada pelas correntes ocultistas e esotéricas, que tentaram várias definições: entidade colectiva psíquica, comunidade [6].
É um conjunto de valores, símbolos, pensamentos e vibração fraternal que sustenta a ordem iniciática ao longo dos anos.
Significados e sentido simbólico
A recepção numa ordem maçónica não tem equivalente em qualquer outra organização associativa seja um clube, uma congregação, fraternidade juvenil ou ordem religiosa. É um novo começo que permite ao recipiendário operar uma ruptura interior com antigos hábitos e maneiras de se perceber a si, aos outros e ao mundo. A iniciação, quando vivenciada de forma autêntica, convida o aprendiz a se desfazer de forma progressiva dos defeitos ou atavios profanos de toda a natureza, sejam físicos, psicológicos ou intelectuais. As provas físicas, porque passa durante a cerimónia de iniciação, detalham a sua índole, a sua vontade e determinação.
A cerimónia da iniciação permanece muito naturalmente e com razão um objecto de meditação constante para os Maçons dos diferentes ritos. A própria profusão dos detalhes que a animam, no entanto, pode ter contribuído para relegar ao segundo plano a reflexão sobre certos motivos específicos, quer pareçam demasiado obscuros ou ainda apresentem um carácter de aparente evidência que, se supõe, tornaria o trabalho de interpretação supérfluo. Ora, longe de ocupar um lugar marginal no dispositivo simbólico, alguns desses detalhes poderiam fornecer uma chave preciosa, ou pelo menos um quadro interpretativo fecundo e útil. Nesta perspectiva, parece interessante deter-se um pouco sobre algumas frases retidas pela tradição e directamente tiradas do Evangelho segundo Mateus, capítulo VII, versículo 7:
“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta”
(Mateus 7: 7).
Note-se, em primeiro lugar, que esta citação é de um antigo uso maçónico, uma vez que já está inclusa nas primeiras divulgações em francês dos anos 1740, onde é dada como explicação dos três golpes na porta do templo, pedindo a entrada ao profano. Por exemplo: D. Como é que vocês foram introduzidos na Loja? R. Por Três Grandes Golpes. D. A que se referem esses três Grandes Golpes? R. A uma Passagem da Sagrada Escritura, que diz “Procurem & Vos acharão, pedidos & Vos receberão, batam à Porta & a abriremos. » (Ritual de Berna, 1740) Não se sabe, no entanto, se foi explicitamente pronunciada durante a iniciação [7].
Costuma dizer-se que o método maçónico é diferente [8]. As orientações da sociedade exterior (profana) produzem circunstâncias e figurações que são factores de dispersão, em que os jovens por eles seduzidos são as primeiras vítimas e que se manifestam em contextos em que a comunicação, a convivência e o inter-relacionamento não passam de aparências. Estas não os preparam, inspiram e ajudam à procura do essencial. Num primeiro contacto, os rituais podem parecer bizarros, artificiais para quem bate à porta do templo e o método maçónico pode parecer desajustado da sociedade contemporânea. Por isso o silêncio – algo diminuto no barulho do quotidiano – é indispensável para que o aprendiz possa aceder à arte de saber ouvir e escutar.
No seio das lojas, durante os trabalhos, os maçons devem ser escrupulosos em cultivar a tolerância, esforçando-se por aceitar os seus irmãos com as suas diferenças. Esta predisposição tem como efeito despertar uma melhor percepção objectiva das realidades, e impõe a cada um fazer um trabalho efectivo sobre si mesmo. Nesta difícil procura do ser é importante manter-se lúcido. De um lado, está a Maçonaria, do outro os fraco-maçons. Distinguir entre estes dois planos é essencial para não se ser desiludido, rapidamente. A Maçonaria pelo método e utensílios que fornece, permite aos que estão na senda os meios de o concretizar. Para que seja bem-sucedido um Maçom deve abrir-se à fraternidade, para a conciliação de visões e maneiras de ser, aprendendo a transmitir ao seu redor o que recebeu de forma integrada em loja. Para isso é preciso manter presente que se as pessoas passam e desaparecem, a Ordem está para além do tempo e das generalizações, tomadas por vezes de casos individuais.
Obrigações do Aprendiz
O Maçom deve apostar em evoluir dentro de si mesmo, identificando e vencendo os preconceitos e dogmatismo na sua loja, para que seja importante, relevante no exterior, no mundo profano, no seu trabalho, na família, no círculo de amigos. Os aprendizes devem desbastar a pedra bruta – o produto grosseiro existente na natureza – a fim de a libertar de asperezas e aproximá-la de uma forma adaptada ao seu destino. Os aprendizes devem refazer o seu carácter, purificá-lo, empregando o cinzel que representa o pensamento elevado e as resoluções tomadas e o martelo simbolizando a vontade que imprimem na sua execução. Importa um conjunto de deveres adicionais: calar-se diante dos profanos (quanto aos segredos da arte), procurar a verdade, aspirar à justiça, amar os seus Irmãos, submeter-se às leis, designadamente as leis maçónicas livremente aceites.
O aprendiz deve observar estritamente a lei do silêncio e meditar. Através disso perceberá que não é suficiente o homem ser colocado em presença da verdade para que ela seja perceptível. É essencial destruir as ilusões e os prejulgamentos que obscurecem a nossa visão e nos tornam cegos ao esplendor da verdade. O aprendiz deve procurar de onde vimos do ponto de vista filosófico e simbólico, quem nos precedeu. Deve evitar tornar-se um zeloso da propaganda como se a Maçonaria fosse alvo “vendável”. A Maçonaria não convém a todos os espíritos, a todas as inteligências e a condição de prosélito necessita de uma reflexão séria e exige uma convicção sincera.
Lembra Oswald Wirth no seu Livre de l’Apprenti [9]
“um jovem pedreiro deve, portanto, em geral, ser muito reservado. É-lhe proibido qualquer proselitismo intempestivo. Não há erro pior do que a verdade mal compreendida. Falar para ser mal compreendido é ao mesmo tempo perigoso e prejudicial. Devemos, portanto, colocar-nos sempre ao alcance daqueles que nos ouvem. Procurar surpreender, expondo ideias muito ousadas, é essencialmente anti-maçónico. Para que assustar as mentes tímidas? As inteligências precisam ser preparadas para receber a luz: uma claridade demasiado abrupta cega e não ilumina. Quando a faixa simbólica caiu de seus olhos, todos os Iniciados puderam constatar que o brilho produz uma sensação dolorosa”.
E prossegue
“assim há que ter cuidado para não colidir com nenhuma convicção sincera. Escutemos a cada um com benevolência, sem fazer desfile do nosso modo de ver. Temos de formar a nossa opinião, e, para esse fim, é-nos vantajoso ouvir os advogados das causas mais contraditórias. Aprendamos a julgar sem qualquer parcialidade, é assim que nos tornaremos realmente pensadores independentes ou autónomos no verdadeiro sentido da palavra”.
A tolerância é a virtude indispensável do Maçom. A verdade não é propriedade de uma teoria, um dogma, uma filosofia ou religião: depois de ouvir ideias diferentes das suas, o aprendiz evitará impor as suas concepções e respeitará as dos seus irmãos. Participar nos trabalhos com assiduidade, penetrar nos ideais da Maçonaria, procurar compreender os seus Irmãos, unir-se a eles na realização dos ideais da Ordem, ser indulgente quanto às falhas dos outros e rigoroso quanto às suas são, na verdade, os principais deveres do Aprendiz Maçom. No fundo, compreender que a Maçonaria é antes de tudo uma ordem iniciática e é por isso que ela se distingue do mundo profano.
O aprendiz deve-se aplicar a estudar. O ensino maçónico não comporta nenhum dogma ou credo de qualquer tipo. A Maçonaria distingue-se das igrejas porque ela não pretende estar na pose de uma verdade. Cada um Maçom é chamado a construir por si mesmo o edifício das suas próprias convicções. É com este objectivo que ele é iniciado na prática da Arte do Pensamento. Esta arte é exercida em materiais que devem ser desbastados. Por outras palavras, trata-se de podar os erros que deturpam a Verdade. Esta existe em todo o lado mas está escondida, pede apenas para ser extraída de tudo o que é falso e supersticioso.
Portanto, não se rejeite nada a priori porque o verdadeiro amigo da verdade não pode ser uma mente limitada. Pelo contrário, deve ser uma inteligência amplamente aberta a todas as ideias capazes de provocar uma modificação das convicções presentes. Aquele que tem as suas ideias fixas e quer mantê-las não é um homem de luz e progresso. É um pontífice que acredita saber e tem fé na sua infalibilidade. Se a iniciação não consegue desapontá-lo, é porque ele fecha os olhos e quer permanecer “profano” lembra Oswald Wirth (Le Livre de l’Apprenti, p. 81).
O aprendiz deve ser assíduo. Ela é muitas vezes uma obrigação mas é uma disciplina, como a ordem, a marcha, as baterias e o discurso. Se frequentar a Loja parece uma obrigação, é para que nela se forje a fraternidade, para que se desenvolva uma relação complexa entre homens reunidos por um desejo comum, uma vontade compartilhada e inspirados por uma mesma aventura espiritual. A frequência em Loja está antes de tudo ligada ao trabalho: alguns se tornam pesquisadores, outros assumem a responsabilidade da transmissão, outros ainda se preocupam com os recursos necessários, outros mergulham sem dúvida no mistério da meditação.
O aprendiz como todo o Maçom respeita a lei. Os maçons submetem-se escrupulosamente à legislação de todos os países onde lhes é permitido reunir-se livremente, não conspiram contra nenhuma autoridade legalmente constituída. A sua acção humanitária só pode ofuscar os governos que têm consciência de ter o direito contra eles. No que diz respeito à lei maçónica, os maçons observam sobretudo o seu espírito. Os regulamentos não se impõem a eles com uma inflexibilidade tirânica [10]. Eles defendem uma linha de conduta que tem a autoridade de uma longa experiência. Mas nunca se deve perder de vista que as prescrições regulamentares são dirigidas a homens que pensam e se dirigem segundo a lógica.
Em conclusão, lembra um antigo Código Maçónico sobre os deveres dos Irmãos:
“Honra o Grande Arquitecto do Universo. Ama o teu próximo. Não faças o mal. Faz o bem. Deixa os homens falarem. O verdadeiro culto do Grande Arquitecto consiste nos bons costumes. Faz, pois, o bem por amor ao próprio bem. Mantém sempre a tua alma em estado puro para parecer digna diante do Grande Arquitecto do Universo, que é Deus. Estima os bons, compadece-te dos fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém. Fala com sobriedade com os grandes, cautelosamente com os teus iguais, sinceramente com os teus amigos, suavemente com os pequenos, ternamente com os pobres. Não lisonjeies o teu irmão: é traição. Se o teu irmão te lisonjeia, teme que ele te corrompa. Ouve sempre a voz da tua consciência.”
(Code Maconnique de 1879)
Autor: Arnaldo Gonçalves, Mestre Maçom
[1] Newton, Joseph Forth, “The Cable Tow, Grand Lodge of British Columbia, disponivel em https://www.freemasonry.bcy.ca/symbolism/cable_tow.html
[2] Huyghebaert, Jacques, “Silence, Symbols and Secrets of Freemasonry”, Phoenix Masonry Org, disponivel em https://phoenixmasonry.org/silence_symbols_and_secrets_of_freemasonry.htm
[3] Cerza, Alphonse, “Masonic Oath”, “LET THERE BE LIGHT” – a Study in Anti-Masonry, 1983, disponível em http://www.themasonictrowel.com/Articles/degrees/candidate_files/masonic_oath.htm
[4] Grand Lodge of Ohio, “The meaning behind Masonic Aprons”, disponivel em https://www.freemason.com/meaning-masonic-aprons/
[5] Bandeira, Rui, “A cadeia de União”, A Partir Pedra, disponível em https://a-partir-pedra.blogspot.com/2010/09/cadeia-de-uniao.html; Philosophes.org, “La chaîne d’union: solidarité fraternelle en franc-maçonnerie” disponível em https://www.philosophes.org/rites-et-societes-initiatiques/la-chaine-dunion-solidarite-fraternelle-en-franc-maconnerie/
[6] Je Pense.org. “L’égrégore maçonnique: qu’est-ce que c’est?, 2021, disponível em https://www.jepense.org/egregore-maconnique-definition/
[7] Aben, Jacques, “Symbole et secret: Matthieu 7, 7 et l’initiation maçonnique”, Grand Orient de France, La Chaine d’Union, 2019/4, n.o 90, pp. 57-61.
[8] Naudon, Paul, L’Initiation maçonnique. Le Symbolism. La tradition, Que sais-je?, Paris: Presses Universitaires de France, 2009, pp. 82-93.
[9] Wirth, Oswald, Le Livre de l”Apprenti, Paris, Editions RHÉA,1984, p. 81.
[10] Wirth, ibid, p. 82.
Referências
- Claudy, Carl H., Introduction to Freemasonry, Vol 1, Entered Apprentice, Chicago: Lushena Books, 2021.
- Dangle, Pierre, Le Livre de l’ Apprenti, Paris: MdV Editeur, 2001.
- Duncan’s Ritual and Monitor of Freemasonry, disponível em https://sacred-texts.com/mas/dun/dun02.htm
- Grande Loge Nationale Française, REAA, Rituel du Premiere Degré, disponível em https://www.franc-maconnerie.ca/wp-content/uploads/2016/03/GLNF1.pdf
- Guénon, René, Aperçus sur l’ initiation, Paris: Editions Traditionelles, 1973.
- La Fléche, Yann, Le Févre, L’Initiation Maçonnique, J’ai Lu, 2016.
- Lomas, Robert, Freemasonry for Beginners, Editor “For Beginners”, 2017.
- Mircea, Eliade, Images et Symboles, Paris: Gallimard, 1990.
- Pierson, A.T.C, The Entered Apprentice Degree, Whitefish, Montana: Kessinger Prints, 2005.
- Provincial Grand Lodge of Lincolnshire, First Degree Ceremony: Apprentice, disponível em https://www.lincolnshirefreemasons.org/wp-content/uploads/2019/11/Pathway-book-1-Entered-Apprentice.pdf
- Ward, J.S.M. ,The Entered Apprentice’s Handbook, disponível em https://masonicshop.com/masonic-library/books/The%20Entered%20Apprentices%20Handbook%20-%20J%20S%20M%20Ward.pdf
- Wirth, Oswald, Le Livre de l”Apprenti, Paris: Editions RHÉA, 1894.
- Wirth, Oswald, La Franc-Maconnerie redue intelligible à ses adeptes: L’ Apprenti, Paris: Editeur J’ai lu, 2015.
