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Instrução de Aprendiz III

✍️ Desconhecido 📅 11/12/2021 👁️ 9 Leituras

aprendiz

Nos trabalhos anteriores demos ênfase aos Instrumentos de Trabalho do Aprendiz Maçom e os seus significados material e simbólico para o Maçom. Neste trabalho referente à 3ª Instrução daremos continuidade ao nosso Trabalho descrevendo a Origem, os Ornamentos, os Paramentos e as Jóias da nossa Sublime Ordem.

A Maçonaria tem origem nas antigas fraternidades iniciáticas, das quais recebeu a tradição de guardar intacta, os seus ensinamentos, para poder transmiti-los aos seus Iniciados, ocultando a verdade do mundo profano em Símbolos, só as revelando àqueles que ingressam nos seus Templos.

Como Aprendiz Maçom compreendi que o alicerce da filosofia simbólica da moral maçónica e aperfeiçoamento humano, compreende o Trabalho de desbastar a Pedra Bruta, me dispor dos defeitos e paixões do mundo profano, para melhor adequar-me à construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria, quando alcançar o objectivo de polir a Pedra Bruta transformando-a em Pedra Polida, poderei descansar o Maçom e o Cinzel, para utilizar outros utensílios, subindo a escada da hierarquia maçónica, daí o motivo do estudo das Instruções que no grau de Aprendiz totalizam seis.

A forma do Templo é a de um quadrilongo; o seu comprimento é do Oriente ao Ocidente; a sua largura, do Norte ao Sul ; a sua profundidade, da superfície ao centro da Terra; e a sua altura, da Terra ao Céu, orientando-se do Oriente ao Ocidente (Leste a Oeste), como os lugares dos cultos divinos e Templos antigos, porque vieram do Oriente para o Ocidente, assim como o sol faz na sua trajectória, a origem das civilizações e ciências, as leis que nos regem, etc. Simbolizando a universalidade da nossa instituição e mostrando que a caridade do Maçom não tem limites, a não ser os ditados pela prudência.

Sustentam nossa Loja três Colunas, denominadas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, baseadas nas edificações do Templo do Rei Salomão, um dos primeiros locais de Culto Divino que se tem conhecimento, erguido sob os auspícios de HIRAM-ABI, rei de Tiro, profundo conhecedor da tríade: SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, sendo esse Templo fundado com base no Tabernáculo, erguido por Moisés, para receber a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. As colunas denominadas: Jónica, representando a Sabedoria; Dórica, significando a Força e a Coríntia, simbolizando a Beleza, são os sustentáculos de toda a Loja Maçónica.

Todo Maçom deve ter estas qualidades Sabedoria, que orienta, Força, que executa e Beleza, que embeleza as acções, para que possa realizar com exactidão os seus trabalhos de fraternidade, caridade para com a sociedade.

O tecto das Lojas∴ Maçónicas representam a Abóbada Celeste, de cores variadas, o caminho que o Maçom deve percorrer para alcançar o Infinito, ou seja o Céu é denominado Escada de Jacob, nome esse preservado pelas tradições maçónicas. A Escada de Jacob repousa, no Painel, dito alegórico, sobre o Livro das Sagradas Escrituras, tendo três, ou sete degraus, sobre os quais repousam os símbolos das três virtudes teologais: a Cruz, simbolizando a Fé, a Âncora, simbolizando a Esperança e o Cálice, ou Graal, simbolizando a Caridade. No topo da Escada de Jacob encontra-se a Estrela Flamejante representando a principal luz da Loja, o sol, a Glória do Criador, para simbolizar a mais importante das virtudes que um Maçom venha a adquirir que é a Caridade.

O Piso ou Pavimento de Mosaico formado por quadrados brancos e pretos mostra-nos que em tudo reside a mais perfeita harmonia, não devendo o Maçom fazer restrições de raça, religião, cultura, etc., pregando que a humanidade deve viver em harmonia fraternal.

A Orla Dentada, simboliza o amor, reforça a importância da fraternidade no seio da Loja com os Maçom reunidos, cujo ensinamento e moral aprendem, para espalhá-los pelo mundo.

Os paramentos da Loja são constituídos pelo Livro da Lei, Compasso e Esquadro : O Livro da Lei representa o Código de Moral, a fé e a filosofia que todos nós deve respeitar e seguir. O Compasso e o Esquadro, que só se mostram unidos em Loja, representam a medida justa que deve presidir todas as nossas acções, as quais não se podem afastar da justiça nem da rectidão, que regem todos os actos de um verdadeiro Maçom. As pontas do Compasso ocultas sob o Esquadro, significam que o Aprendiz ainda não está apto a trabalhar com este instrumento, sendo que o Compasso representa o Espírito e o Esquadro representa a Matéria, o Aprendiz deve primeiro dominar a Matéria para que possa trabalhar a parte espiritual.

As Jóias da Loja são três móveis e três fixas. As móveis são o Esquadro, o Nível e o Prumo são móveis porque representam o Venerável Mestre e os Vigilantes, que são eleitos a cada dois anos.

As fixas são a Prancha da Loja, a Pedra Bruta e a Pedra Polida. A Prancha da Loja serve para que o Mestre trace os ensinamentos que serão passados aos Aprendizes para prosseguirem com os seus aperfeiçoamentos. A Pedra Bruta é o principal instrumento de trabalho do Aprendiz que irá poli-la até que o Mestre da Loja julgue necessário, cabendo ao Aprendiz retirar desse processo às qualidades necessárias para que se possa postar de maneira civilizada. A Pedra Polida representa a sabedoria do homem no decorrer das experiências adquiridas. São fixas porque ficam imóveis em Loja abertas a compreensão de todos os Maçons.

Para que o Maçom possa atingir o topo da Escada de Jacob, é necessário desbastar as asperezas do seu eu, representadas pela ambição, orgulho, egoísmo e demais paixões que torturam os que habitam o mundo profano. As Loja Maçom ostentam no seu altar os paramentos: Livro da Lei, Compasso e Esquadro que suporta a Escada de Jacob, cujo cimo toca o Céu, o Maçom que prosseguir o seu caminho dentro deste círculo, cuja ornamentação representam a sabedoria de Moisés e do rei Salomão, jamais poderá errar.
Portanto, as características que regem a vida de um bom Maçom são: Virtude, Honra e Bondade. Embora em desuso na sociedade, devem, sempre, ser encontradas no coração dos verdadeiros Maçons, assim mandam os ensinamentos baseados na Sabedoria do G∴ A∴ D∴ U∴, que nos comportemos.

Eduardo Silva Mineiro

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