Igualdade
Há uma variedade imensa de definições de igualdade. Pensamentos diversos sobre a igualdade. Porém, há uma que me agrada muito que é de Guimarães Rosa:
“O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam”.
Ora, vejam que a citação acima é muito interessante. As pessoas não foram terminadas e que vão sempre mudando. Parece que elas foram criadas de uma forma “bruta” e são buriladas no decorrer da vida.
A vida tem várias etapas no desenrolar da existência e, se pararmos para pensar, observamos que vamos mudando. As pessoas começam a ser desiguais na maneira de serem criadas pelos pais. Uns têm o privilégio de receberem uma educação esmerada e especial, outros não, recebem a educação da própria vida, de rua e do meio e ambiente em que são criados, “afinando e desafinando”. Por isso que elas “não estão sempre iguais”.
E, com efeito, as pessoas ficam sempre mudando de conformidade com o ambiente em que vivem, com a educação que recebem com as amizades que constroem e com tudo aquilo que estudam e aprendem.
Às vezes, nem a própria lei do país que diz que “todos são iguais perante a lei”, não funciona igual para todos. Parece que “a igualdade natural ou moral”, como diz Diderot e d’Alembert no tratado “Igualdade”,
“está, pois, fundada sobre a constituição da natureza humana comum a todos os homens; que nascem, crescem, subsistem e morrem da mesma maneira. Posto que a natureza humana é a mesma em todos os homens, é claro que segundo o direito natural, cada um deve estimar e tratar aos outros como outros tantos seres que são naturalmente iguais a ele”.
Concluímos que somos iguais quando crescemos, vivemos e morremos, diferenciando em alguns pontos influenciados pela natureza e que estamos sempre mudando em razão de que não fomos terminados. Resumiria: estamos sempre em construção.
Na Maçonaria somos iguais quando estamos em Loja, como diz o Landmark: “Todos os maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinção e prerrogativas profanas, de privilégios que a sociedade confere. A Maçonaria a todos nivela nas reuniões Maçónicas”. Isto deveria ser, porque é um Landmark, porém nem sempre ocorre, infelizmente.
Veja o que escreveu o Irmão Almir Araújo de Oliveira na sua página “Ponto de Vista Maçónico”:
“Nos Princípios Gerais da Maçonaria temos que a nossa Ordem condena a exploração do homem, bem como os privilégios e as regalias, mas enaltece o mérito da inteligência e da virtude e o valor demonstrado na prestação de serviço à Ordem Maçónica, à Pátria e à Humanidade. Combate, de forma intransigente, toda forma de sectarismo. Conforme preceitua a doutrina maçónica o ser humano deve ser priorizado. A humildade é uma virtude a ser observada; a arrogância um vício a ser combatido”.
O que devemos fazer é sempre trabalhar em silêncio na construção do nosso ser, ajudando aos outros, e deixar que o “sucesso” de cada um faça o “barulho”.
E Theodore Rooselvelt ajuda-me a terminar dizendo que
“De longe, o maior prémio que a vida oferece é a chance de trabalhar muito e se dedicar a algo que valha a pena”.
Juarez de Oliveira Castro, M:. I:. – Loja Alferes Tiradentes nº 20, M∴R∴G∴L∴S∴C∴
