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Hiram teve de morrer

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✍️ Desconhecido 📅 02/01/2026 👁️ 0 Leituras

Hiram Abiff, St. John's Church, Chester (1900)
Hiram Abiff, St. John’s Church, Chester (1900)

Hiram teve de morrer — e você também terá de morrer. Porquê? Porque o destino de Hiram Abiff é a história de toda a humanidade e de todos os maçons. A vida de Hiram revela muitas lições, mas a sua morte ensina a mais significativa. Ouça a história e a mensagem que ela tem para si.

Hiram é um iniciado. Isto significa que ele era um homem que, por sua própria vontade e acordo, entrou num caminho de estudo e acção que lhe ensinou como viver uma vida adequada para ser aceitável a Deus. Mas Deus não está disposto a aceitar nenhum homem até que ele ofereça um sacrifício: não de sangue, não de dinheiro, mas de algo muito maior em valor — ele mesmo. O homem deve sacrificar-se se se quiser unir permanentemente a Deus e permanecer no seu reino, de onde foi banido. Como é que isto é feito? Somente pela morte.

O iniciado deve morrer para as corrupções do seu eu exterior e renascer para a divindade do seu eu interior, ou alma. Isto significa que toda a sua percepção deve ser radicalmente alterada para acomodar a sua nova vida — a vida espiritual. Ele deve perceber que a vida física é apenas um fenómeno temporário cujo único propósito é revelar a existência de um estado superior de ser — a imortalidade espiritual — e que, embora essa existência espiritual seja prometida a todos, ela deve ser CONQUISTADA AQUI E AGORA. O iniciado cumpre essa missão corrigindo os seus pensamentos, palavras e acções (ou feitos). Só isso o torna aceitável a Deus.

Hiram subjugou as suas próprias paixões, pensando pensamentos adequados, dizendo palavras aceitáveis e realizando acções exemplares. Alegoricamente, isto aconteceu quando ele foi atingido no peito (a sede das paixões), na garganta (o lugar das palavras) e na cabeça (o centro dos pensamentos). O último “matou” o seu corpo. Os três companheiros não eram assassinos, mas princípios espirituais: força espiritual, poder espiritual e vontade espiritual.

Mas o que foi que foi morto? Não foi o próprio homem, foi a sua natureza exterior. Não foi o seu corpo físico, foi a sua natureza física. A morte não o enviou para as profundezas frias e escuras da sepultura, mas elevou-o à luz brilhante da LUZ e da ILUMINAÇÃO. A sua “morte” deu-lhe vida.

A árvore de acácia fornece mais um testemunho para ajudar os maçons a compreender este aparente paradoxo. Após a morte da natureza exterior, a verdadeira natureza do homem interior ainda sobrevive. Porquê? Porque o nosso propósito aqui na Terra é descobrir e unir-nos a esta natureza divina dentro de nós. A Bíblia fala disto quando se refere ao casamento do cordeiro, da noiva ou do noivo.

Maçons! Este é o verdadeiro objectivo da Maçonaria: esquadrar a pedra bruta e, assim, alcançar a perfeição espiritual!

Isto só pode ser alcançado com a morte da nossa natureza exterior, ou bruta, rude e animal, que cria uma existência espiritual e mental refinada.

Somente ao se libertar das influências degradantes você será verdadeiramente um Maçom: livre da vaidade, do medo, do dogma religioso, da ganância, do ódio, da luxúria, da inveja e, em geral, livre de todos os erros que acorrentam a existência espiritual. Até que você realize essa tarefa tão difícil, você será apenas um Maçom, não um Maçom livre.

Então, como você pode ver, Hiram teve que morrer — e você também terá que morrer. Salve, Irmãos.

Roger A. Kessinger, 32°

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

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