Graus históricos e religiosos – O Capítulo Rosa-Cruz
O Capítulo Rosa-Cruz é constituído por quatro Graus:
- Grau 15 – “Cavaleiro do Oriente, da Espada ou da Águia”
- Grau 16 – “Príncipe de Jerusalém”
- Grau 17 – “Cavaleiro do Oriente e do Ocidente”
- Grau 18 – “Cavaleiro Rosa-Cruz ou Cavaleiro da Águia e do Pelicano”
Considerado umas das Iniciação mais bonitas e significativas da Maçonaria, pós simbólica; aquele que já teve a honra, a oportunidade e o merecimento de passar pela Iniciação do Grau 18, sabe o quão importante e único é aquele momento muito especial.
É uma Cruzada, contra a Ignorância, a Intolerância, o Fanatismo, a Superstição, a falta de Caridade e o Erro.
Participar destes graus considerados históricos, entronizando-os no coração, é vivenciar a obrigação do exercício da Virtude, levando a todos a ESPERANÇA, a HARMONIA, o AMOR, e CARIDADE !
É expandir a fraternidade para os não iniciados, socorrer a todos na medida da nossa condição económica. Lembrando que ninguém é tão pobre, que não possa levar o conforto de um ombro amigo.
Ser um Cavaleiro Rosa-Cruz é trabalhar pela união dos Irmãos (independente de graus); é armar-se de espada para combater a maledicência, a calúnia, a vaidade e a inveja.
Uma das mais belas características de “SER” Cavaleiro Rosa-Cruz, é a devoção à Pátria.
O Capítulo Rosa-Cruz, é a grande família. A ritualística ensina que os Obreiros devem permanecer sempre unidos; e, quando da passagem de Irmão ao “Oriente Eterno”, é responsável pela realização da especial e respeitosa sessão fúnebre.
Cabe ao Cavaleiro Rosa-Cruz manter a união de todos os Obreiros promovendo a alegria. De todas as cerimónias ligadas ao Capítulo Rosa-Cruz, nenhuma supera a “Cerimónia de Endoenças”, que acontece somente uma vez ao ano, na Quinta-feira Santa. Neste dia, todos os Cavaleiros Rosa-Cruz devem comparecer, e os impossibilitados, unir-se-ão aos demais, em espírito de confraternização.
Espera-se com este pequeno texto despertar no Irmão, a vontade de conhecer os graus posteriores ao de Mestre Maçom.
Possuir os 33 graus do REAA, traz como “vantagem” principal a possibilidade de, em se conhecendo cada filosofia aplicada a cada grau, escolher um, como directriz para o seu método de vida. O Maçom que “É” por inteiro, um Cavaleiro Rosa-Cruz, ou Cavaleiro da Águia e do Pelicano, é uma excelente “Pedra Cúbica”, aderindo-se perfeitamente ao tecido social da Ordem.
Uma curiosidade: O Pelicano quando não encontra alimento para levar para a sua prole, voa para o ninho, e com o próprio bico dilacera o peito, permitindo que os filhotes encontrem na sua carne, o alimento que os manterá vivos até o próximo nascer do sol.
J. Coutinho 33º
