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Formação – Os Cargos e as suas Jóias (I)

✍️ Desconhecido 📅 11/05/2021 👁️ 7 Leituras

Colar de Venerável Mestre, cargos

Venerável Mestre

É o símbolo da sabedoria; por consequência, tal condição promove-o ao mais alto dirigente da Oficina, tornando-se o responsável pela administração geral da Loja, por isso é o portador do Primeiro Malhete, senta-se no Oriente, na cadeira do centro da mesa, denominado de “Trono de Salomão”.

A sua Jóia é o Esquadro, pois representa a rectidão nas decisões.

O Irmão que assume este cargo passa por uma cerimónia denominada Sessão Magna de Instalação e Posse de Venerável Mestre, recebendo o tratamento desde então de Mestre Instalado. O Irmão que deixa o cargo de Venerável Mestre recebe o título de Past-Master (ex. mestre ou antigo venerável) e usa como insígnia, a jóia abaixo.

O Esquadro, com ramos desiguais (triângulo pitagórico), é uma das Jóias da Loja, ele figura em todos os graus da Maçonaria como um dos emblemas mais expressivos.

Sendo o Esquadro o Símbolo da Rectidão, como Jóia Distintiva do cargo de Venerável, indica que ele deve ser o Maçom mais recto e mais justo da Loja que preside. Como símbolo da Rectidão, todo o Maçom deve subordinar as suas acções. Como símbolo da virtude, devemos rectificar os nossos corações.

O Esquadro é, materialmente, o instrumento empregado nas construções. No plano intelectual e espiritual o seu simbolismo é abrangente, rico, belíssimo. Sozinho, isoladamente, é a Jóia do Venerável, a simbolizar a grandeza, a sabedoria dos seus julgamentos e ensinamentos aos membros da Oficina. É dessa sabedoria e discernimento da Justiça que devem brotar os seus julgamentos e as suas sentenças.

O Esquadro é formado pela junção da Horizontal com a Vertical formando um ângulo de 90 graus. Este ângulo representa a Quarta parte do círculo. O centro do Circulo é o lugar do Maçom; a circunferência marca e delimita o campo onde impera a Lei e a Virtude.

O Esquadro é, também, a representação do Nível (Primeiro Vigilante) e do Prumo (Segundo Vigilante) e, do equilíbrio resultante dessa união de linhas, temos o pluralismo universal o do movimento da dinâmica e o da inércia, da estática.

Enfim, deve o Esquadro ser confiado àquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos.

O Venerável-Mestre, tem as seguintes competências.

  1. presidir os trabalhos da Loja, encaminhando o expediente, mantendo a ordem e não influindo nas discussões;
  2. nomear as dignidades e os oficiais da Loja;
  3. nomear os membros das comissões da Loja;
  4. representar a Loja activa e passivamente, em Juízo e fora dele, podendo, para tanto, contratar procuradores;
  5. convocar reuniões da Loja e das comissões instituídas;
  6. exercer fiscalização e supervisão sobre todas as actividades da Loja, podendo avocar e examinar quaisquer livros e documentos para consulta, em qualquer ocasião;
  7. conferir os graus simbólicos, solicitados pelos Vigilantes nas suas respectivas colunas e satisfeito o seu tesouro; se necessário for, depois de deliberação da Loja
  8. proceder à apuração dos votos, proclamando os resultados das deliberações;
  9. ler todas as peças recolhidas pelo saco de propostas e informações, ou pelo modo que o rito determinar, dando-lhes o destino devido;
  10. deixar sob malhete, quando julgar conveniente, pelo prazo de até um mês, os expedientes recebidos pela Loja, excepto os originários da Grande Loja (GLUSA) do Delegado Regional;
  11. conceder a palavra aos Maçons ou retirá-la, segundo o Rito adoptado;
  12. decidir questões de ordem, devidamente embasadas e citados nos Landmarks, antigas leis, Constituições, Old Charges, Actos e Decretos do Grão Mestre e/ou do Estatuto ou Regimento Interno da Loja, ouvindo o representante do Ministério Público ( Orador), quando julgar necessário;
  13. suspender ou encerrar os trabalhos sem as formalidades do Ritual quando não lhe seja possível manter a ordem;
  14. distribuir, sigilosamente, as sindicâncias a Mestres Maçons da sua Loja;
  15. exercer autoridade disciplinar sobre todos os Maçons presentes às sessões;
  16. encerrar o livro de presença da Loja;
  17. assinar, juntamente com o Tesoureiro, os documentos e papéis relacionados com a administração financeira, contábil, económica e patrimonial da Loja e os demais documentos com o Secretário;
  18. autorizar despesas de carácter urgente, não consignadas no orçamento, ad referendum da Loja, até o limite estabelecido no seu Estatuto ou Regimento Interno;
  19. admitir, dispensar e aplicar penalidades aos empregados da Loja;
  20. encaminhar para a Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos até 01de Março de cada ano, o Quadro de Obreiros, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro;
  21. encaminhar, até 01 de Março de cada ano, o relatório-geral das actividades do ano anterior, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro, para a Grande Secretaria Geral da Grande Loja;
  22. recolher, na forma estabelecida na Lei orçamentária, as contribuições ordinárias e extraordinárias, bem como as taxas de actividade dos Maçons da Loja que dirige;
  23. fiscalizar e supervisionar a movimentação financeira, zelando para que os emolumentos e taxas devidos a Grande Loja sejam arrecadados e repassados dentro dos prazos legais.

Primeiro Vigilante

Portador do segundo Malhete, simboliza a Força, do qual se exsurge a energia positiva e o vigor que impulsiona à continuidade dos Trabalhos da Loja. A sua Jóia é o Nível Maçónico, representa a igualdade social. O seu lugar em Loja é no Ocidente ao Norte.

Colar de 1º Vigilante
Colar de 1º Vigilante

É a jóia usada pelo Primeiro Vigilante das lojas Maçónicas Simbólicas. O 1° Vigilante é o assessor directo do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra directamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo.

Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Companheiros.

Esta ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90°, utilizada tanto para traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano. É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e, por tal razão, é conferido ao 1° Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso de sua ausência.

Objectivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao inseri-lo na ordem simbólica provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural.

Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos – filhos da mesma Natureza e que devemos interagir com igualdade fraterna.

Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem, seja o que se acha iniciando a sua vida maçónica.

O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros.

A exemplo da morte, que é a maior e inevitável niveladora de todas as efémeras grandezas humanas, reduzindo todos ao mesmo estado, o Nível faz-nos lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica da Ordem.

O 1° Vigilante as seguintes competências.

  1. substituir o Venerável Mestre;
  2. instruir os Companheiros Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual.

Compete-lhe, ainda:

  • anunciar as ordens do Venerável;
  • autorizar os Obreiros da sua Coluna a falarem nos devidos momentos;
  • comunicar ao Venerável que reina silêncio em ambas as Colunas;
  • manter a ordem e o silêncio na sua Coluna;
  • instruir os Obreiros da sua Coluna, propondo o aumento dos seus salários;
  • impedir que os Obreiros saiam da sua Coluna ou transitem pelo Templo, sem autorização e sem observar as prescrições legais, auxiliar o Venerável no acendimento e amortização das Luzes;
  • pedir o retorno da Palavra directamente ao Venerável quando solicitado por Obreiros de ambas as Colunas.

Segundo Vigilante

Simboliza a beleza, o amor, visando reger a harmonia, o prazer, a alegria reflectindo a união dos Irmãos, buscando assim, instruir e examinar os Aprendizes que ambicionam passar da Perpendicular ao Nível. A sua Jóia é o Prumo que representa a independência, a dignidade, a altivez e imparcialidade dos justos, pois a perpendicular não pende, como acontece com as oblíquas. No Ocidente ao Sul é onde tem assento, em paralelo ao 1° Vigilante. O 2° Vigilante é a Dignidade responsável pela direcção e orientação da Coluna de Aprendizes, assim como é encarregue de substituir o 1° Vigilante na sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável-Mestre na sua Coluna por intermediação do 1° Vigilante.

Colar de 2º Vigilante
Colar de 2º Vigilante

Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objectos.

Na Maçonaria é fixado no centro de um arco de abóbada.

Este artefacto simboliza a profundidade do Conhecimento e da rectidão da conduta humana, segundo o critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos permite descobrir os nossos próprios defeitos, e eleva-nos acima do carácter ordinário.

Com isto, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não se deixando dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a rectidão do julgamento e a tolerância.

É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem.

O 2° Vigilante as seguintes competências.

  1. substituir o Primeiro Vigilante;
  2. instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual.

Compete-lhe, ainda:

  • anunciar as ordens do Venerável na sua coluna;
  • autorizar os Obreiros da sua Coluna a falarem nos devidos momentos;
  • comunicar ao 1° Vigilante que reina silêncio na sua Coluna;
  • manter a ordem e o silêncio na sua Coluna;
  • instruir os Obreiros da sua Coluna (Aprendizes), propondo o aumento dos seus salários;
  • impedir que os Obreiros saiam da sua Coluna ou transitem pelo Templo, sem autorização e sem observar as prescrições legais;
  • auxiliar o Venerável no acendimento e amortização das Luzes.
  • pedir o retorno da Palavra ao 1° Vigilante quando solicitado por Obreiros da sua Coluna.

Autor desconhecido

(Continua – Ligação para a Parte II)

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