Freemason

Eu sou o que sou

✍️ Desconhecido 📅 13/02/2022 👁️ 9 Leituras

eu sou

Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? Fica aqui mais um pensamento sobre uma das mais antigas perguntas que o Homem faz a si próprio.

O princípio tem como antítese o fim e a sua síntese na sustentação. Nesta trindade alegórica a criação era o verbo ser e a palavra perdida (Jeová) o que era, é e será, ou por outras palavra Eu Sou o que Eu Sou. Nesta transcendência do tempo e espaço o G:.A:.D:.U:. planeia a reconstrução do templo no eterno agora. E talvez o verdadeiro propósito maçónico seja a implementação da evolução espiritual àqueles que desejam e aspiram o aperfeiçoamento e transmutação da sua natureza. Contudo a precipitação da acção social e caridosa não deve ser reduzida à niilidade. Quando a sabedoria é dada ao homem ela toma-o consciente de que a soma total de tudo o que ele é, é o resultado das suas acções. Uma Maçonaria criada para ser o cordão de vidas estáveis e ideias preenchidas, não é criada como mariposas destinadas a caírem na chama ilusória do poder social.

Somos electrons girando em tomo da presença do núcleo e pela nossa vontade inata em nosso interior iremos expandir a energia consciente do ser na carga de luz consciência do Grande Sol Central para sermos livres e verdadeiros filhos do Sol.

Alternativa de Redenção à Reintegração na Natureza

Julgo que a Natureza Ama verdadeiramente o homem ao ver espelhado na sua original forma Deus. Recebeu-o e abraçou-o associando-se, ligando-se a até confundindo-se com este como amantes ou como uma mãe ama seu recém nascido. Contudo o homem infantilmente não é capaz de reconhecê-lo. Criou seus próprios deuses de barro para os quais, e em função vive e procria, dedicando ritos vulgares de simples estruturas compostas de pedras e de normas. E o que era a vida dentro de todas as vidas (Deus) é hoje o acumular de todas as mortes anónimas e desnecessárias, trazendo em seu peito aberto a pele a carne os ossos e as vísceras de todos os animais mortos, de todos os rios poluídos e despojados de vida e à qual alimentavam as terras e árvores por onde corriam como o sangue nas nossas veias, do ar pesadamente contaminado em nome de uma cega evolução, de crianças à fome ou desenvolvendo doenças que lhes mutilam o corpo interiormente, e sente a dor de cada um deles, sofre e sangra com eles. No entanto, nós já não o reconhecemos ‘Em todas as escolas os mestres o desenham no quadro negro, a mãe sonha-o enquanto amamenta o filho, cochicham-no os que se abraçam, o sacerdote grita-o em seu sermão, os historiadores vêem o acontecido há muito tempo e descrevem-no sem cessar, exuma-se nas cidades desaparecidas e o elevador sobe com ele ao tecto do arranha-céus. Mas antes ainda o gritam os selvagens; está escrito nas estrelas e os mares devolvem seu reflexo. E tu homem estás aí sentado e o que perguntas’ … Nosso destino é um mistério?

O que vamos ensinar às nossas crianças? Não respeitamos a nossa mãe? Julgamo-la sempre garantida e iremos chorar quando estiver moribunda procurando alternativas espaciais?

O homem não teceu a teia da vida e sua harmonia é simplesmente um fio nela, tudo o que fizer ao equilíbrio faz a ele próprio. Submetemo-nos assim a estes ciclos destrutivos, e testemunhamos a crueldade das consequências sem uma reacção práctica e racional, Ignorando as suas lágrimas e desilusão. Estaremos a trair todas as nossas lutas e toda a qualidade existencial que temos direito? Não é a razão uma dadiva da nossa mãe? A chave de desvendar todos os mistérios? “De volta a natureza” disse Rousseau lembrando ao homem da responsabilidade da nossa herança em si, e da sanidade intelectual que a natureza pode-nos oferecer, observa-a e obterás todas as respostas. Uma sociedade sã e uma sociedade que vive em harmonia com o que rodeia e consigo própria. A diversidade biológica é um livro de conhecimentos secretos que pode dar-nos respostas inimagináveis ultrapassando a nossa imaginação: a nossa imortalidade, curas, percepções desconhecidas. Cada espécie extinta é um conhecimento perdido. Ao elevarmos o meio ambiente e os seres criados como parte mais preciosa do nosso palco existencial elevamos a nossa própria percepção, sobrevivência, e conhecimento.

Uma coisa eu sei: o meu Deus é também Deus das florestas, dos rios, dos mares, e da terra. Ao explorá-la e destruindo-a, ofendemos o seu próprio conceito numa altura em que a manipulação da natureza é ficção científica tomada realidade. Destruido-la é ilógico, imoral e irracional. Coloca-nos onde?

Porque chamamos irracionais aos animais quando vejo neles tanta humanidade. Nascem da dor de uma mãe que os acolhe ao mundo com amor, alimenta-os, ajuda-os a crescer ensinando a sobreviver no seu habitat, tomam decisões, têm percepção da realidade talvez ainda muito melhor do que nós. Têm desenvolvido potencialmente seus sentido de uma fornia que só agora começamos a compreender, não é a realidade dada pelos nosso sentidos? Não são os nossos dos mais limitados da natureza? Contudo a nossa mente é um poderoso trunfo, mas quantos não são escravos de suas mentes que os enganam e manipulam em vez de tomar a sua mente realmente sua, controlando-a pela vontade de a tomar mais cheia de bons pensamentos, optimista, construtiva e leve.

Mas somos parte da Terra e cada pequeno pedaço seu é sagrado tal como cada um de nós então se deves amar o teu irmão, deves amar o teu irmão leão, a tua irmã raposa, o teu irmão rio, a tua irmã árvore.

No mundo das esferas somos escravos do nosso destino, apesar de sermos simultaneamente mortais e imortais através do etemo aspecto humano (homem-arquétipo), a natureza apresentou matéria através dos elementos criando um corpo parecido com a original forma humana. Formada da luz. Tomando-se assim mente e alma providenciadas da luz e da vida. O homem deve colocar em princípio a igual necessidade de Conhecimento e Fé e devendo actuar de forma inteligente para conservar uma certa harmonia a não corromper a natureza no reino dos corpos materiais, mas também a dos seres espirituais agregados, uma vez que naqueles misturam-se a inveja (consciência de uma real inferioridade), o orgulho (vaidade teimosa de dizer a ultima palavra ou muito camufladamente a capa da vergonha)e a ganância(ignorância do cosmos, seres que dotados de livre-arbítrio preferem o perecível e ilusório através de atitudes egocêntricas ao absoluto, real e etemo). Entretanto o caminho redentor permanece possível porque o caminho do Homem é o conhecimento respeitando a ordem, observando e aprendendo com a Natureza.

Pax in te, sicut parvulus in gremia matris suae ita est in anima mea, pax vobiscum

Luis C.

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