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Carta aberta sobre a interferência do regime cubano na Maçonaria

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✍️ Desconhecido 📅 04/07/2025 👁️ 0 Leituras
Grande Loja Unida das Antilhas, cuba
Grande Loja Unida das Antilhas

A Grande Loja Unida das Antilhas e o Supremo Conselho do Grau 33 da Língua Espanhola para o sul dos Estados Unidos emitiram uma carta aberta na qual denunciam a interferência do regime cubano nos assuntos internos da maçonaria na ilha.

No documento, assinado por Guillermo Julien, Muito Respeitável Grão-Mestre, e Carlos Goicolea Vázquez, Soberano Grão-Comendador, as organizações maçónicas sediadas no exílio expressam a sua “profunda preocupação e total rejeição” perante o que classificam como uma “intromissão inaceitável” do regime de Havana, através do seu Ministério da Justiça e do Gabinete de Assuntos Religiosos do Partido Comunista.

A carta denuncia tentativas por parte do governo cubano de intervir na designação do Grão-Mestre da Grande Loja de Cuba, bem como manobras para deslegitimar o Supremo Conselho do Grau 33 da República de Cuba, uma das estruturas mais representativas do Rito Escocês Antigo e Aceito na nação caribenha.

“A maçonaria não pode nem deve ser submetida a pressões políticas, ideológicas ou governamentais”, afirmam os líderes maçons no exílio. “Defender a independência das nossas obediências não é apenas um dever maçónico: é um dever moral”.

Fonte

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Tradução do Comunicado

ASSUNTO: REPROVAÇÃO À INTERFERÊNCIA GOVERNAMENTAL E SOLIDARIEDADE COM OS MAÇONS CUBANOS QUE RESIDEM NA ILHA DE CUBA

A Grande Loja Unida das Antilhas de A.L. e A.M., legítima herdeira dos princípios de liberdade, fraternidade e justiça que regem a maçonaria universal, deseja expressar a sua profunda preocupação e total rejeição perante os recentes acontecimentos que afectam a autonomia e soberania da Maçonaria Cubana.

Temos sido testemunhas da inaceitável intromissão do Governo da República de Cuba, através do seu Ministério da Justiça e do Gabinete de Assuntos Religiosos do Partido Comunista de Cuba, nos assuntos internos da Grande Loja de Cuba e, particularmente, nas acções destinadas a nomear um Grão-Mestre e a deslegitimar o Supremo Conselho do Grau 33 da República de Cuba.

Como instituição iniciática, filantrópica e independente, a maçonaria não pode nem deve ser submetida a pressões políticas, ideológicas ou governamentais. A nossa estrutura e valores são incompatíveis com qualquer forma de controlo autoritário. Defender a independência das nossas obediências não é apenas um dever maçónico: é um dever moral.

Portanto, declaramos:

  1. O nosso apoio absoluto a todos os irmãos que resistem com dignidade às tentativas de cooptação do poder político.
  2. A nossa condenação categórica a toda intervenção externa que viole a soberania da Grande Loja de Cuba e seu direito de se autogovernar de acordo com seus próprios regulamentos e princípios.
  3. A nossa disposição solidária para colaborar com todas as obediências regulares do mundo que, como nós, não toleram a politização da Ordem.

A história da Maçonaria em Cuba está tecida com coragem, sacrifício e amor pela liberdade. Não podemos permitir que forças externas destruam o que tantos irmãos construíram com esforço e virtude.

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

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