Freemason

As três ferramentas fundamentais

Compartilhar:
✍️ Desconhecido 📅 23/03/2026 👁️ 0 Leituras

três ferramentas

Durante a primeira lição, são-nos apresentadas as ferramentas de trabalho que, primordialmente, nós, Aprendizes maçons utilizaremos para desbastar a P⸫ B⸫, transformando-a em P⸫ C⸫.

A régua de 24 Polegadas

A sua haste divide-se em 24 partes, cada parte corresponde a uma polegada. Necessária para marcar os limites do esquadrinhamento da pedra para que as suas bordas sejam rectas, simboliza um caminho rectilíneo a seguir. É o emblema da disciplina, da moral, da exactidão e da justiça. Na sua simbologia a régua faz a linha recta, que deve ser a direcção da nossa conduta. Na Loja Simbólica significa que o Maçom não deve malgastar as horas na ociosidade e no egoísmo, mas sim repartir o tempo equilibradamente, dedicando uma parte ao trabalho material, parte no estudo e parte no nosso recreio e repouso, porém todas no serviço da humanidade. A grande lição é que o nosso tempo deve ser bem administrado, para evitar a ociosidade e procrastinação, devemos optimizar o nosso dia e ter foco a serviço de algo valioso. As 24 polegadas da régua representam o total de horas de um dia, e significam também que os Maçons devem viver o dia com critério e planeamento sabendo também dividir o seu tempo entre o trabalho, o lazer, a espiritualidade e o descanso físico e mental. Neste sentido, importante lembrar o filósofo grego Demócrito, que no século V a.C. escreveu “Ocupe-se de pouco para ser feliz”, significando administrar o tempo frente às diversas tarefas do dia a dia, e que uma única coisa deve ser feita por vez. A Régua de 24 polegadas consiste no mais fundamental e transcendental de todos os instrumentos de trabalho do Aprendiz Maçom, sem a aplicação adequada da Régua de 24 polegadas e das suas propriedades directivas, de nada servirá os outros instrumentos de trabalho.

O Cinzel

Símbolo da razão e do discernimento. Emblema da personalidade. Representa o intelecto. Simbolizando as vantagens da educação, o Cinzel sustentado com a mão esquerda deve ser utilizado para golpear a P⸫ B⸫ para transformá-la em P⸫ C⸫, significado alegórico e moral que o homem deve trabalhar incessantemente sobre si mesmo para se aproximar da perfeição exigida pelo GADU. Trabalho duro e difícil que exige constante vigília do Aprendiz Maçom. O Cinzel, somente tem valor se o maço sustentado pela mão direita o golpear na cabeça, caso contrário o maço seria somente um instrumento de destruição. O Cinzel possui o poder de cortar, dar forma e abrir caminho através da matéria. Para isso, necessita ter um fio cortante e resistente, ou seja, a “mente afiada”, de maneira a receber e transmitir a força que lhe for aplicada pelo Maço e de acordo com a obra que com ele o Aprendiz será capaz de realizar. Devemos ter a capacidade de enxergar aquilo que é preciso mudar, deve-se ter a autocrítica do Maçom que, apoiada pela força de vontade, fará com que consiga desbastar a P⸫ B⸫ transformando-a em P⸫ C⸫ Para tanto, o Aprendiz deve possuir qualidades morais, sentimentos bons e generosos, uma mente bem-dotada e educada e uma natureza espiritual pura e profunda, os quais serão utilizados nas suas obras. Além disso, deve dirigir e concentrar a energia a um ponto definido, a obra final, para que a força não se disperse e o resultado seja alcançado, sem nunca se desviar do caminho traçado.

O Maço

Símbolo da vontade, determinação e força. Como instrumento que serve para descarregar golpes, o Maço representa o método mais simples da aplicação da força (e do poder) e simboliza, na Maçonaria, todas as forças físicas, morais, mentais e espirituais. O poder do Maço é ilimitado, pois dentro de cada pessoa existe uma partícula do GADU, cujo poder é omnipotente. O Maço representa a força, a energia necessária para a execução de qualquer trabalho. A energia é fundamental para a própria existência do mundo, pois nada existe sem energia. Na construção da sua perfeição, o Aprendiz precisa da força e da energia do Maço para que as acções planeadas possam ser efectivamente realizadas.

Conclusão

Será através das simbologias e orientações apresentados que certamente iremos direccionar os nossos passos rumo ao nosso aperfeiçoamento humano, e de toda a humanidade. A maior dificuldade é a falta de compreensão, pois nem tudo que vê entende. A limitação do Aprendiz Maçom está no próprio grau que ele se encontra na Ordem, pois esse é o primeiro. Logo, a limitação é imposta pela falta de vivência maçónica que, com o tempo, naturalmente será superada.

Esta limitação aliada à própria origem profana do Aprendiz, faz com que mesmo vendo a “Luz” não a entenda, pois não tem conhecimento de mundo para tanto. Quanto às suas aspirações, no recorte proposto, a principal ao meu entendimento é o aprimoramento pessoal. Outra é galgar os graus existentes na própria Ordem.

O mais importante não é o galgar (de) graus apenas, mas sim o aprimoramento na subida deles, vivências e ensinamentos de cada um é o que importa. Ninguém será mais o mesmo após se banhar num rio e nem o rio será mais o mesmo após o decorrer do tempo. A busca do crescimento individual, do entendimento sobre a sublime Ordem Maçónica, que tem os seus alicerces na fraternidade, na liberdade e na isonomia, o entender a tudo isso se torna a principal aspiração do Aprendiz

Ao fim, o desenvolvimento é uma constância. Mesmo que não queiramos, seremos mais desenvolvidos por conta do tempo passado e do ingresso na Ordem. Por estarmos inseridos num grupo que, pela convivência, pelas experiências de cada um, inseridos nos trabalhos da Loja, passamos a fazer parte de um “todo”, sendo que este “todo” é especial para nós, ou seja, é especial para a nossa compreensão, logo, o crescimento é intrínseco ao grupo. Quem está no grupo está crescendo.

Alyson Cristiano B. L. dos Santos – Membro da ARLS Luz do Turi, nº 68, Or. de Governador Nunes Freire –  Grande Loja Maçónica do Maranhão.

Fonte

Artigos relacionados

Sugestões de Estudo