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Alta Concorrência entre os humanos

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✍️ Desconhecido 📅 29/10/2023 👁️ 0 Leituras

concorrência

Em países do hemisfério sul são estabelecidos pisos para investimento na educação em todos os níveis do poder, mas estes pisos passam a ser utilizados pela administração pública como tectos, e a partir disto, o cidadão não aprende a pensar, fica desqualificado para o mercado de trabalho, não exerce a sua capacidade de se libertar para a vida com qualidade. E como não tem capacidade de alimentar o sistema económico mundial, ele fenece.

Exemplo disto é o facto de existirem nos nossos dias milhares de indústrias eficientes que produzem bens para um número cada vez menor de clientes; porque estes não têm condições de comprá-los; daí estas mesmas indústrias demitem ou automatizam cada vez mais e com isto eliminam os seus principais clientes que são os funcionários demitidos.

Outra faceta é a daqueles que obtém a possibilidade de levar a vida de uma forma mais confortável e que tomam para si muito mais que o necessário para a sua sobrevivência, é o desperdício.

Mahatma Gandhi disse que “a cada dia a natureza produz o suficiente para a nossa carência. Se cada um consumisse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome“.

O Maçom é incentivado em promover a caridade. Será suficiente?

Por mais que se auxilie em acções pontuais, jamais será capaz de acabar com o abismo que separa ricos de pobres.

Só a capacidade de pensar pode municiar os pobres com a capacidade de eles mesmos irem em busca de recursos, não poluir e reduzir a natalidade. Com isto reduzir-se-á a acção nefasta do sistema económico mundial que escraviza ao ponto de matar para possibilitar a sua própria sobrevivência.

Debaixo do sistema humano sempre existirão pobres e miseráveis, mas não haverá necessidade de partir para acções que trucidam tantos de forma vil.

Temos no Brasil uma prática funesta de inibição da vontade de progredir, são as bolsas de auxílio aos pobres. Prática fatal que inibe o desenvolvimento individual e incentiva a natalidade. Quanto mais filhos, mais dinheiro o cidadão recebe. Prevalece a motivação em adquirir sempre mais activos económicos sob forma de filhos e não a investir noutras formas de riqueza.

Número elevado de filhos é facto de relevância económica que pertence ao passado.

Hoje o mercado deve manter um número elevado de posições de trabalho não qualificado apenas para sustentar os menos dotados, uma das razões de limitação vem desta prática terrível de dar esmolas com o dinheiro de erário. Com isto produzem-se mais pessoas para serem mortas pelo sistema económico mundial quando a sua estabilidade é ameaçada.

O pobre não tem capacidade de formar a sua prole debaixo da realidade de mercado.

Milhões de pessoas não serão absorvidos pelo mercado de trabalho, exigindo do Estado liberação progressiva de recursos da previdência social sem colaborar com a formação do fundo, esgotando-o, originando um abusivo sistema de impostos e confiscos.

É necessário acordar para o facto de que é só pela liberdade de pensamento, evitar preconceitos e dogmas, combater a ignorância que o cidadão vai limitar a sua prole e com isto garantir a sua felicidade.

No ritmo a que vai, estima-se que em 2020 seremos quase nove biliões de pessoas.

A fome aumentará de forma geométrica, teremos talvez uma em cada três pessoas passando fome.

Ao longo da história humana, em quase todas as sociedades, existem registos de crises de alimentação, onde os cidadãos de países inteiros morreram de fome.

As ruas das nossas cidades, dia-a-dia passam a receber mais veículos; quantos morrem diariamente apenas em ocorrência de trânsito? Quanto menos espaço para circular, mais aumenta o comportamento agressivo, mais aumenta a violência. É só estender este raciocínio para as outras carências e necessidade básicas do homem. Tire do homem de forma significativa a capacidade de visão, de alimentação, de deslocamento, ou outra necessidade básica de vida, e faça um exercício de abstracção para imaginar até aonde a barbárie tomará conta das ténues relações humanas reguladas pelas leis.

Dizem que “quando a miséria entra pela porta, a virtude sai pela janela“, daí é só surgir escassez de qualquer recurso que afloram no homem os piores dos seus instintos selvagens. Não é isto que experimentamos diariamente? É só assistir aos noticiários para ver a degradação moral e crescimento da violência.

Estarão todos cegos? Terá esfriado o amor fraternal? É muita concorrência!

A quantidade de seres humanos concentrados em pequenos espaços, na ocorrência de competição por qualquer recurso básico de vida, acirra o afloramento das maiores bestialidades, aonde as leis perdem o seu efeito regulador nas relações entre as pessoas.

Fica pior quando a Justiça é servida em conta-gotas, é quando esta se comporta como se nem existisse; acrescente legisladores que criam leis que defendem o criminoso, instituições de direitos humanos que defendem o malfeitor, e outros detalhes, que o descrédito nas ténues forças coercitivas das relações sociais desaparece, o caos estabelece-se, desaparece a liberdade.

Ao Maçom cabe a tarefa de consertar esta realidade social. Terá ele esta capacidade? Apenas o amor fraterno praticado entre todos os homens solucionará todos os problemas da humanidade, assim como dito pelos grandes iniciados e que iluminará a caminhada humana à glória do Grande Arquitecto do Universo.

Charles Evaldo Boller

Bibliografia

  • ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Dizionario di Filosofia, tradução: Alfredo Bosi, Ivone Castilho Benedetti, ISBN 978-85-336-2356-9, quinta edição, Livraria Martins Fontes Editora Ltda., 1210 páginas, São Paulo, 2007;
  • BOURRICAUD, François; BOUDON, Raymond, Dicionário Crítico de Sociologia, tradução: Durval Ártico, Maria Letícia Guedes Alcoforado, ISBN 978-85-0804-317-0, segunda edição, Editora Ática, 654 páginas, São Paulo, 2007;
  • GEORGE, Susan, O Relatório Lugano, Sobre a Manutenção do Capitalismo no Século XXI, título original: The Lugano Report, tradução: Afonso Teixeira Filho, ISBN 85-85934-89-1, primeira edição, Boitempo Editorial, 224 páginas, São Paulo, 1999;
  • MASI, Domenico de, Criatividade e Grupos Criativos, título original: La Fantasia e la Concretezza, tradução: Gaetano Lettieri, ISBN 85-7542-092-5, primeira edição, Editora Sextante, 796 páginas, Rio de Janeiro, 2003;
  • MASI, Domenico de, O Futuro do Trabalho, Fadiga e Ócio na Sociedade Pós-industrial, título original: Il Futuro del Lavoro, tradução: Yadyr A. Figueiredo, ISBN 85-03-00682-0, nona edição, José Olympio Editora, 354 páginas, Rio de Janeiro, 1999;
  • ROUSSEAU, Jean-Jacques, A Origem da Desigualdade Entre os Homens, tradução: Ciro Mioranza, primeira edição, Editora Escala, 112 páginas, São Paulo, 2007.

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