A morte
Introdução
O último trabalho, foi sobre o grau Companheiro, e é precisamente a palavra em Inglês Journeyman, que nos atira o enfase deste grau, o do Caminheiro, existe um caminho.
Um caminho à procura de uma Luz e da verdade que encarna a luz.
Um caminho cheio de problemas, mas também de soluções, que podemos encontrar pelo nosso próprio esforço através do auxílio que pedimos, ou da caridade e beneficência de quem nos é próximo.
O trabalho divide-se em dois com um desenho acompanhado de texto e um texto discursivo para ler naturalmente existe um entrecruzamento.
Corpo
1 – Desenho
7: Graus de Elevação Espiritual, Vertical
7: Graus de Dias de Criação e Descanso, Horizontal
O I do centro é o transcendental, entre o físico e o espiritual, onde o homem se encontra entre o corpo e a alma, o fruto da vida e do conhecimento.
Significa na vertical, que existem 7 graus para a Luz.
Correspondem os primeiros 3 ao Aprendiz,
Que no seu fim é São João Baptista em que vem ser testemunho da Luz e assim dá-se a sua transição para Companheiro, Mateus 3:
Correspondem os 4 e 5 ao Companheiro que, atravessando as dificuldades, e subindo o peso se torna mais pesado, para o qual terá que fazer muitos sacrifícios e ter fé no que lhe é transmitido mesmo sem vendo, tem de ultrapassar a realidade, o peso desta, o peso do mundo, tem de passar além do físico, no 5 onde como acima disse existe o I que é o ponto transcendental, Mateus 26 Instituição da eucaristia. Corpo e o Vinho.
Depois disso terá ainda mais força para carregar a cruz, entregando o corpo e entregando o seu espírito que deseja subir os graus celestes.
A cruz é onde todos se encontram, tu estás mesmo no centro do teu sofrimento, da tua morte e do teu renascimento, à medida que te transformas, abraça-o, porque significa abraçar todas as tuas falhas, e as falhas da realidade, e a tragédia da existência, e a tua morte e a soma total do mal humano, tudo isso é inacreditavelmente exigente, mas fazes o que podes fazer e, depois, não só levantas, como caminhas aos tropeções em direção à cidade de Deus, caminhas aos tropeções em direção ao que é bom, e é esse o teu destino e é aí que deve estar o sentido, é a imitação de Cristo.
Jordan Peterson
Ou seja, à semelhança de um Phoenix que renasce das cinzas, das mesmas cinzas que é feito, e para as quais se irá desfazer, assim nós homens, temos a oportunidade de todos os dias começar de novo, de novo a agarrar na cruz e subir o monte, de novo com espirito fresco para enfrentar as dificuldades, de novo para fazer e ajudar, de novo para salvar o próximo, de novo para amarmos.
II – Discursivo
A expulsão do paraíso, que o Homem terá que trabalhar para se sustentar, ou seja quando este ganha consciência tem um percurso a fazer árduo e com muitas dificuldades em que muitas vezes ficará coberto de pó para comer, e do mesmo pó que foi feito a ele voltará assim como em genesis, I made you from dust and to dust you shall return. Assim nasce e morre o Homem.
Este caminho árduo, como que representativo da caminhada no deserto, do povo de Deus à procura da Terra Prometida, liderado por Moisés aquele que vê o arbusto que não arde mas que está aceso, que ouve a voz de Deus,
Este é o que tendo consciência, saindo do Egipto (o mundo em que o conforto era seu) para o problema de liderar um povo com uma nova decalogia.
E assim caminha o homem com os homens para a terra que não tem pra si, Moisés morre a ver a Terra Prometida ao Longe.
É também o Rei David, o unificador dos reinos em Israel que conquista Jerusalem, fundando um Reino Glorioso, o mais novo dos irmãos, muitas vezes perseguido, sempre à procura de Deus para o socorrer e agradecendo as suas vitórias com os psalmos, como Adão, e Moisés também peca, e morre antes de ver o Templo feito.
E assim caminha o homem para Deus sem templo feito,
Cristo no deserto a ser tentado, os sacerdotes e romanos julgam-no e matam-no depois de este ter sido humilhado, tanto recebendo a morte de um ladrão comum, como ter sido num dos últimos momentos de sopro “tenho sede” e foi-lhe servido vinagre numa esponja que os soldados usavam pra fazer a sua higiene. Mais humilhante que isto?
Assim veio Deus à terra, com a sua Luz mostrou-nos como caminhar e para onde.
A nossa consciência, como a cruz nas costas de Cristo: – pesa, a nossa vontade é uma luta, como Cristo a subir o monte com a cruz às costas, o mundo à volta na sua maioria vexa-nos e humilha nos, neste caminho que é a vida, falta-lhes o amor, não compreendem a luz, Perdoa-lhes Pai, eles não sabem o que fazem.
E portanto todos dias devemos pegar nas nossas cruzes e carregar arriba acima, confiantes de que estamos a fazer o bem, pelo bem para o bem.
Não tenhais Medo! É repetido 365 vezes na Sagrada escritura.
Ainda que eu ande pelo vale da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.
Prologo da Despedida
Não sei se por influência nórdica através das raízes na Jutlândia, um sentimento que já partilhei com amigos e família, que pretendo ser cremado, num casco de madeira, de pinho, árvore comum a toda as terras que tenho visitado e que tanto me maravilha, e que as minhas cinzas sejam levadas e atiradas das Falésias de barro vermelho e areia branca em direcção ao mar, que o meu corpo assim se desfaça sobre a paisagem que mais amo, que guardo todas as memórias de infância, e que em adulto caminho sempre que posso, quero voar mais uma vez, envolvido na madeira sobre o mar salgado.
Despedida
Estas palavra são da minha autoria,
O ar que respiro esse mesmo ar,
aquele sopro de ar,
O cheiro do mar esse seu sal,
O cheiro suave, no pinhal,
Sempre de verde vestida,
Sobre a muralha branca e encarnada,
Para as ondas vou em frente,
De braços abertos de asas em mente,
Sobre o mar irei,
Ter com todos aqueles que amei.
Termino então com a última frase da Bíblia, Revelação 22:21
A Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós. Ámen
Davide Afonso, C. M. – R. L. Pedra de Fecho n° 121 (GLLP / GLRP) a oriente de Sagres – 2 de Março de 6024
