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A luta pela sobrevivência

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✍️ Desconhecido 📅 30/03/2023 👁️ 0 Leituras

símbolos pedra, luta

Mesmo que entre as criaturas da biosfera exista luta permanente, quando uma se alimenta do corpo da outra para sua sobrevivência, a atitude do homem, em resultado da sua capacidade de pensar, por empatia para com os seus semelhantes, deveria ser mais benevolente, mais condescendente, e prevalecer mais respeito.

A análise torna o estudante sábio quando deduz que as melhores virtudes afloram enquanto não ocorre luta pelo espaço vital e o meio de sustentação da vida; muitas criaturas disputando o mesmo espaço e recursos despertam os mais cruéis instintos selvagens, daí a necessidade de diminuir a prole ser algo a plantar na mente de todos.

Se isto não ocorrer e o esgotamento da natureza levar ao colapso, a capacidade de pensar livremente de nada mais servirá, pois o frágil sistema económico mundial vai falir e as dores de aflição serão progressivas em violência até encontrar o seu ponto de equilíbrio: matando a maioria dos pobres. A natureza será igualmente mortal para obter o equilíbrio, mesmo que para isto mais uma espécie deva ser extinta: o próprio homem.

Resta ao livre pensador usar o que está desenhado no projecto do Grande Arquitecto do Universo onde consta uma fórmula para derramar sabedoria na mente de todos os homens de boa vontade. Nós sabemos perfeitamente decifrar esta fórmula, está escrita claramente na mente e no coração de todos os homens, é só buscar e praticar. Colocar fé na possibilidade dos sofrimentos resultantes das convulsões do agonizante sistema económico mundial seja minimizado pela prática daquilo que existe latente em cada ser humano e até nos animais. Ter esperança que a acção da Maçonaria e outras instituições assemelhadas sejam bem sucedidas em formar o maior número possível de homens e lideranças para acelerar o aporte do salto de inspiração, do insight que livrará a todos das crises que assolam a sociedade. Todos os homens, e não apenas os maçons, sabem do que se trata! Teimosamente o homem insiste em se esquecer da prática da atitude que poderia melhorar a efémera existência neste sistema de coisas. Que a crise de esquecimento passe e seja logo esquecida!

Enquanto isto convém lembrar-se do prazer que sentem os carnívoros quando bebem do sangue das outras criaturas que com os seus corpos os alimentam! Ao devorar um belo pedaço de picanha, qual o homem que naquele momento pensa que aquilo que está ingerindo é o cadáver de outra criatura criada pelo sistema do Grande Arquitecto do Universo para a manutenção da vida? Poucos! Pense no caranguejo, ostras e mariscos que são cosidos vivos para servir de alimento! Insensíveis, continuaremos a comer da carne uns dos outros para sobreviver, é criatura comendo a outra porque assim nos foi transmitido pela evolução das criaturas vivas desta biosfera. Ao menos com os nossos semelhantes deveríamos usar de empatia e minimizar a miséria e o sofrimento, mesmo que a solução para manter o equilíbrio do sistema de suporte da vida seja a morte de todas as criaturas.

A solução para boa convivência consiste no amor fraterno que pavimenta o caminho em direcção a um futuro promissor, repleto de felicidade para as criaturas. Este sim tem a capacidade de solucionar todos os problemas da humanidade. Grandes pensadores e iniciados, em todos os tempos já o divisaram como a única solução para obter convivência pacífica até que a morte venha e os nossos corpos sejam dados como alimento para outras criaturas sobreviverem por mais uns tempos até que a sua vez também chega para alimentar outras criaturas em círculos fechados a que denominamos ecossistemas.

O Grande Arquitecto do Universo escreveu no nosso DNA, na nossa mente, a solução para uma vida com qualidade; é só praticar o amor fraterno para com tudo o que nos cerca porque estamos em equilíbrio e devemos respeitar os limites impostos pela Natureza. Caso contrário, desapareceremos como espécie ou até destruiremos a nossa biosfera, o nosso lindo Jardim do Éden que vaga pelo espaço infindo a um destino desconhecido que só o Grande Arquitecto do Universo sabe. Somos todos tripulantes desta linda nave espacial linda e azul feita do nada para nosso usufruto enquanto ser.

Charles Evaldo Boller

Bibliografia

  • ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Dizionario di Filosofia, tradução: Alfredo Bosi, Ivone Castilho Benedetti, ISBN 978-85-336-2356-9, quinta edição, Livraria Martins Fontes Editora Ltda., 1210 páginas, São Paulo, 2007;
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  • GEORGE, Susan, O Relatório Lugano, Sobre a Manutenção do Capitalismo no Século XXI, título original: The Lugano Report, tradução: Afonso Teixeira Filho, ISBN 85-85934-89-1, primeira edição, Boitempo Editorial, 224 páginas, São Paulo, 1999;
  • MASI, Domenico de, Criatividade e Grupos Criativos, título original: La Fantasia e lá Concretezza, tradução: Gaetano Lettieri, ISBN 85-7542-092-5, primeira edição, Editora Sextante, 796 páginas, Rio de Janeiro, 2003;
  • MASI, Domenico de, O Futuro do Trabalho, Fadiga e Ócio na Sociedade Pós-industrial, título original: Il Futuro del Lavoro, tradução: Yadyr A. Figueiredo, ISBN 85-03-00682-0, nona edição, José Olympio Editora, 354 páginas, Rio de Janeiro, 1999;
  • ROUSSEAU, Jean-Jacques, A Origem da Desigualdade Entre os Homens, tradução: Ciro Mioranza, primeira edição, Editora Escala, 112 páginas, São Paulo, 2007.

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