A Essência da Simbólica Maçónica
Até o início do séc. XVIII a Maçonaria não passava de uma simples corporação de pedreiros da pedra franca (Freestone masons) que periodicamente se reuniam em estalagens para a recepção de um novo operário aprendiz ou para a comemoração de uma data especial do seu calendário. O ritual era muito simples. As reuniões eram realizadas em torno de uma mesa, as quais eram encerradas com um ágape fraternal. A principal forma de instrução era a leitura de uma espécie de catecismo, cujo tema girava em torno dos símbolos relacionados ao ofício maçónico, transferidos mais tarde para o Painel da Loja. Após a fundação da Grande Loja da Inglaterra em 1717, as Lojas passaram a leitura de um ritual mais complexo. Na 3ª década do séc. XVIII muitas Lojas na Inglaterra e no continente seguiam um ritual de 3 graus como é utilizado nos nossos dias.
Com a criação de novos rituais algumas Lojas passaram a adornar os seus templos com símbolos de fundo metafísico e hermético, inspirados na Doutrina Rosa-Cruz cultuada por alguns dos seus membros na época.
Segundo Thomas De Quincey, num tratado publicado em 1824,
“As crenças e práticas maçónicas concernentes à interpretação mística da construção do Templo de Jerusalém podem ser percebidas nas obras rosa-crucianas, mas quando o rosa-crucianismo foi transplantado para a Inglaterra, elas foram incorporadas pela franco-maçonaria às tradições das corporações dos maçons”.
O mito rosa-cruciano foi difundido por dois escritores que geralmente são reconhecidos como os principais expoentes desta filosofia. São eles Robert Fludd e Michael Maier. Os imensos volumes de Robert Fludd – “História do Macrocosmo e do Microcosmo” – foram publicados em Oppenheim em 1617, 1618 e 1619. A “Atalanta Fugiens”, de Michael Maier, livro de emblemas, no qual a alquimia espiritual atingiu um ponto elevado de expressão artística, foi publicado também em Oppenheim em 1618.
Robert Fludd era inglês, médico paracelsista, exerceu a profissão em Londres, e a sua filosofia encontrava-se na linha de descendência da Magia e Cabala Renascentista, acrescentada da alquimia paracelsista e das fortes influências de John Dee. Publicou duas obras manifestando admiração pelos Irmãos R.C. e os seus objectivos expostos nos manifestos. Nestas obras Fludd evoca as tradições da antiga sabedoria, principalmente a de Hermes Trismegisto, a qual é considerada a mais importante autoridade dessa sabedoria conforme o “Corpus Hermeticum” e a “Tabula de Esmeralda”, grandemente reverenciada pelos alquimistas. Portanto é aderindo a filosofia “egípcia”, a filosofia hermética do suposto sacerdote egípcio, Hermes Trismegisto, que Fludd se aproxima do Irmãos R.C.
Robert Fludd foi o neoplatonista cristão mais proeminente da Renascença e o maior resumidor daquela tradição no seu tempo. Ao falecer em 163, as lojas maçónicas operativas já estavam aceitando o ingresso de pessoas não ligadas ao ofício.
Arthur Edward Waite, escritor maçónico, informa que a Companhia de Maçons Operativos de Londres estava situada a poucas “jardas metafísicas” da residência de Robert Fludd em 1620, por este motivo é de parecer que já nesta data, entre os Aceitos, estava incluído um grupo de Estudantes Herméticos e entre eles, Robert Fludd.
Um documento inglês de 1676 descreve o jantar oferecido pela “Green Ribbonet Cabal” à irmandade rosa-cruz, aos adeptos herméticos e aos maçons consagrados. Por estes documentos fica mais que evidente o intercâmbio de ideias entre a rosa-cruz e a franco-maçonaria.
Nos anos posteriores, com a construção de novos templos e a criação de ritos mais elaborados a Maçonaria, sob a influencia da filosofia hermética em voga, procurou adornar as suas lojas com os símbolos e emblemas constantes nas obras de autores de reconhecida autoridade nesta matéria. A obra literária de Robert Fludd, por ser uma das mais ricas em gravuras, de inspirações rosa-cruz, elaboradas pelo próprio autor, foi a que mais colaborou com a simbólica maçónica. John Harris ao pintar o Painel de A.M. em 1825, possivelmente se inspirou na gravura da Escada de Jacob de Robert Fludd reproduzida abaixo.
De acordo com o espírito da época, a obra de Fludd era uma mescla de filosofia, ciência, magia e religião. Ele procurou abraçar a totalidade do conhecimento humano dentro de uma cosmologia divina hierarquicamente ordenada. O Cosmos era representado fazendo uso da forma cabalística do Tetragrammaton.
(Yod – He – Vau – He)
As gravuras abaixo mostram como o Nome Inefável é gravado no Universo. No Macrocosmo, acima e além de tudo esta “Yod”, a letra do qual tudo procede e que oculta em si o nome completo. Dela emana o Mundo Empireo simbolizado por “He”. Deus forma em torno do Sol o Mundo Etéreo “Vau”, separando o Empíreo do Mundo Elemental o segundo “He”.
No Microcosmo o Tetragrammaton corresponde às faculdades do homem. “Yod” é a mente mais elevada além do corpo físico, acima do Universo manifestado. “He, Vau e o segundo He” são, respectivamente, intelecto, vida e faculdade natural.
O Microcosmos está representado por uma outra gravura, escalonada em 7 níveis hierárquicos que lembram os chakras do sistema hindu. O mais elevado está representado pelo Delta Sagrado. Esta concepção do Cosmos formulada por Fludd era a mais elevada na época. A Maçonaria, como carecia de uma cosmologia própria, com muita naturalidade adoptou-a de forma muito subtil, por meio do seu simbolismo.
Desta forma, o Delta Luminoso com a letra ‘Yod’ no seu centro, situada no Oriente sobre o altar do V.M, representa o Mundo da Emanação (Atziluth) As demais letras (He, Vau e He), os demais Mundos de acordo com a Árvore Sefirótica da Cabala, símbolo do templo maçónico.
Em outra figura o Delta foi substituído pelo “Olho”, simbolizando a omnisciência e a omnipresença divina. A figura do “Olho” apareceu em 1621 num tratado de Fludd sobre Theosofia e Cabala. Ela foi inspirada nas palavras finais da “Fama Fraternitatis” da Rosa-Cruz de 1614: “SUB UMBRA ALARU TUARUM JEHOVA” (Na Sombra de Tuas Asas, Jeová). Esta figura, com o Tetragrama inscrito abaixo pode ter servido como modelo de decoração e simbolismo para os templos dos novos ritos que estavam surgindo dentro do universo maçónico.
Robert Fludd na sua obra “A História Técnica, Física e Metafísica do Macrocosmos e do Microcosmos”, declara:
“A massa do Universo é dividida em duas partes principais, das quais uma é incorpórea, espiritual e muito pura e fina, que é a superior, enquanto a outra é material. E esta parte material é subdividida novamente em duas partes: uma é rara, fina e imperecível – que é a parte do meio; a outra, grosseira, impura e sujeita à corrupção – esta é a parte do fundo do Universo, que devemos chamar sublunar e elemental”.
(Robert Fludd – Ed. Madras – Pág. 74)
O templo maçónico (REAA) reproduz fielmente os três Céus descritos por Fludd. O 3° Céu, o empíreo, está situado no Oriente; O 2° Céu na Coluna do Sul e o 1° na Coluna do Norte. Dentro da terminologia da moderna Teosofia são equivalentes, respectivamente, aos planos Espiritual, Mental e Astral. O Plano Espiritual, seguindo a mesma terminologia divide-se em Átmico, Búdico e Causal (Manásico). Equivalem a Kéter, Chokmah e Binah da Árvore Sefirótica. O Delta Luminoso com a letra “Yod” no seu centro, representado de forma pictórica pelo “Olho Que Tudo Vê”, sintetiza simbolicamente este nível, pois a letra hebraica “Yod” equivale ao número 10, a Totalidade. Segundo Fludd, este é o terceiro Céu no qual S. Paulo disse que foi arrebatado pelo espírito e o chamou de Paraíso. Jesus chamava-o de Reino dos Céus.
A nível microcósmico, conforme gravura reproduzida por Fludd (vide acima) a letra Yod está situada acima da cabeça da figura humana, da mesma forma que o chacra Coronário. O chacra coronário forma uma unidade com o chacra frontal (Ajna), conhecido, também, como o “Olho de Shiva”. O despertar destes chacras faz com que o ser humano alcance o mais elevado estado de consciência conhecido como a abertura do Terceiro Olho ou Terceira Visão.
Freud na sua obra “O Mal-Estar na Civilização” faz menção da carta que recebeu do amigo e escritor Romain Roland
“Um desses seres excepcionais refere-se a si mesmo como meu amigo nas cartas que me remete. Enviei-lhe o meu pequeno livro que trata a religião como sendo uma ilusão, e ele me respondeu que concordava inteiramente com esse meu juízo, lamentando, porém, que eu não tivesse apreciado correctamente a verdadeira fonte da religiosidade. Esta, diz ele, consiste num sentimento peculiar, que ele mesmo jamais deixou de ter presente em si, que encontra confirmado por muitos outros e que pode imaginar actuante em milhões de pessoas. Trata-se de um sentimento que ele gostaria de designar como uma sensação de ‘eternidade’, um sentimento de algo ilimitado, sem fronteiras – ‘oceânico ’, por assim dizer. Este sentimento, acrescenta, configura um facto puramente subjectivo, e não um artigo de fé; não traz consigo qualquer garantia de imortalidade pessoal, mas constitui a fonte da energia religiosa de que se apoderam as diversas Igrejas e sistemas religiosos, é por eles veiculado para canais específicos e, indubitavelmente, também por eles exaurido. Acredita ele que uma pessoa, embora rejeite toda crença e toda ilusão, pode correctamente chamar-se a si mesma de religiosa com fundamento apenas nesse sentimento oceânico. As opiniões expressas por esse amigo que tanto respeito, e que outrora já louvara a magia da ilusão num poema, causaram-me não pequena dificuldade. Não consigo descobrir em mim esse sentimento ‘oceânico’. Não é fácil lidar cientificamente com sentimentos. Pode-se tentar descrever os seus sinais fisiológicos. Onde isso não é possível – e temo que também o sentimento oceânico desafie esse tipo de caracterização…”
(Freud, Sigmund – O Mal Estar na Civilização – Edição virtual).
O estudo deste mais alto estado de consciência, está sendo desenvolvido, no âmbito da Psicologia Transpessoal, por grandes Universidades americanas e europeias, e no Brasil pela Universidade Holística Internacional, “Unipaz”, em Brasília.
A experiência que iremos relatar, ocorreu com uma sueca em 1946:
“Meu olhar voltou-se para um maravilhoso floco de neve que pousou repentinamente num espinho de abeto. Logo em seguida, algo aconteceu com aquele espinho, que pareceu dissolver-se em cintilantes raios de luz… Os raios de luz pareciam mover-se incrivelmente rápidos, até tomarem formas espiraladas dentro do espinho, que por todo o tempo conservava a forma e as características de um espinho de abeto. Foi como se de repente eu tivesse diante dos olhos uma lente que aumentasse milhões de vezes o tamanho das coisas… logo todo o abeto tornou-se um único pilar de luz. Por um segundo, fiquei incrivelmente assustada: estaria acontecendo alguma coisa a meu cérebro? … e todo o bosque pareceu um oceano de luz… e as minhas mãos adquiriram uma luminosidade transparente. Toda a criação vibrava com estes raios, mas podia-se distinguir cada luz individualmente, podia-se ver todo aquele complexo funcionar… Vi o cosmos funcionar como uma geometria de cinco dimensões: as três dimensões do espaço; tempo a quarta; e, como quinta a dimensão construtiva, unificante, harmónica, a mais interior dimensão do universo, o amor… Mas esta é uma tentativa infeliz de descrever com palavras algo que realmente vi com os meus olhos, algo realmente real e manifesto. Talvez a imagem de um relógio de parede com um incalculável número de engrenagens fosse melhor, mas as cinco dimensões teriam de estar ali… e cada vez mais eu fui me transformando em luz, até que me vi como um fenómeno luminoso, vibrando na mesma frequência que a “quinta dimensão ”. Vi as coisas acontecerem como se estivesse vendo um filme que explicava não apenas o curso histórico, porém, também a causa e efeito da vida… Antes mesmo que pudesse formular uma pergunta, já recebia a resposta. Eu era, de algum modo, omnisciente. Então, gradativamente, cessou toda a recordação de uma existência terrena. Eu estava na eternidade, no paraíso, numa existência de harmonia e beleza acima de tudo.
“O Olho Que Tudo Vê” está representado matematicamente no Quadrado Oblongo (Pavimento de Mosaico) do templo maçónico. O Quadrado Oblongo é um rectângulo cuja medida deveria ser, de acordo com Jules Boucher (A Simbólica Maçónica), o da Proporção Dourada, ou seja, O Phi (1,618…) – O Rectângulo Áureo. A Seção Dourada, diz este autor, era um dos “segredos” dos Franco-Maçons construtores; a maioria das catedrais inscrevem-se num esquema de proporção dourada. O número Phi é conhecido desde a antiguidade, tendo recebido o título de “Número Áureo”, “Razão Áurea” e “Seção Áurea” e no séc. XVI era conhecido como “Proporção Divina”. O Phi é o número que sempre se repete e nunca termina.
A primeira definição clara do que mais tarde se tornou conhecido como a Razão Áurea foi dada por volta de 300 a.C. pelo fundador da geometria como sistema dedutivo formalizado, Euclides de Alexandria. Euclides definiu uma proporção derivada da simples divisão de uma linha no que ele chamou de sua “razão extrema e média”. Nas palavras de Euclides: “Diz-se que uma linha recta é cortada na razão extrema e média quando, assim como a linha toda está para o maior segmento, o maior segmento está para o menor”.
O Valor exacto entre os segmentos (a e b) e (a + b) é o número de ouro Phi (1,618…). A Razão Áurea está presente, também, no traçado do pentágono, do pentagrama e no triângulo inscrito no seu traçado, proporcionando as medidas exactas do Delta Luminoso. Na opinião de Jules Boucher, “O Olho divino e o Tetragrama lembra demais a religião cristã, podendo, desde o primeiro grau, ser substituído pela Estrela Flamejante, pois a Maçonaria deve ficar além e fora das religiões”. No presente estudo ir-nos-emos ater ao traçado do Rectângulo Áureo, pois é o que melhor define a Razão Áurea e o Olho Que Tudo Vê.
Os comprimentos dos lados do “Rectângulo Áureo” estão numa “Razão Áurea” entre si. Ao retirarmos um quadrado deste rectângulo terminamos com um rectângulo menor que também é um “Rectângulo Áureo”. As dimensões do rectângulo “filho” são menores que a do rectângulo “pai” exactamente pelo factor O. Retirando agora um quadrado do rectângulo “filho”, teremos novamente um “Rectângulo Áureo”, cujas dimensões são menores novamente pelo factor O. Continuando este processo ad infinitum, produziremos Rectângulos Áureos cada vez menores, com dimensões baseadas no factor O. Devido às propriedades “divinas” atribuídas à “Razão Áurea”, o matemático Clifford A. Pickover sugeriu que nos deveríamos referir a esse ponto como “O Olho de Deus”.
Leonardo de Pisa, também conhecido como Leonardo Fibonacci (1170 – 1240), introdutor dos números indo-arábicos na Europa, foi o criador da sequência numérica
1,1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233… infinito
na qual cada termo, começando com o terceiro, é igual à soma dos dois termos anteriores. Esta sequência foi apropriadamente chamada de “Sequência de Fibonacci”. A “Sequência de Fibonacci” se adapta perfeitamente ao “Rectângulo Áureo”, dando origem a uma espiral logarítmica que se enrola para o interior na direcção do polo, chamado de “O Olho de Deus”.
Esta espiral logarítmica voltada para o exterior tem dimensões cósmicas, rumando em direcção ao infinito. Na Loja maçónica está representada pela corda de 81 nós, símbolo da Via Láctea, cujo nó central está posicionado sobre o Delta Luminoso e a letra Yod. A letra Yod dá a ideia de um ponto, com um apêndice que se curva dando início a espiral. A Loja maçónica é, portanto, em proporção, a representação da nossa Galáxia e das demais galáxias que se espalham pelo Universo, as “Grandes Lojas Cósmicas”.
A Proporção Divina pode ser demonstrada por intermédio da holografia.
“A tridimensionalidade não é o único aspecto notável dos hologramas. Se um pedaço de filme holográfico contendo a imagem de uma maçã é cortado ao meio e então iluminado por laser, cada metade ainda conterá a imagem inteira da maça. Mesmo se as metades forem divididas outra e outra vez, uma maça inteira ainda pode ser reconstruída a partir de cada pequeno pedaço do filme. Diferente das fotografias normais, todo pequeno fragmento de um pedaço de filme holográfico contém todas as informações registadas no todo ”.
(Talbot, Michael – O Universo Holográfico – pág. 34)
O Cosmos é, portanto, uma manifestação da Divindade. No Evangelho de Tomé, Jesus sentencia: “Sou a luz que está sobre todas as coisas. Sou tudo: de mim saiu tudo e a mim tudo chegou. Dividam um pedaço de madeira; aí estou. Ergam a pedra, e aí me encontrarão ”. (Sentença 77)
Com isto fica demonstrado que o Universo está contido numa casca de noz, de acordo com concepção do cosmólogo inglês Stephen Hawking, baseado nas palavras do Hamlet de Shakespeare: “Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”.
Ayrton Gauland Fonseca, MI
Bibliografia consultada
- Macnulty, Kirk W. – Maçonaria. Edições del Prado 1996.
- Yates, Frances A. – O Iluminismo Rosa-Cruz. Ed. Cultrix-Pensamento 1983 – São Paulo, SP.
- Godwin, Joscelyn – Robert Fludd (Hermetic philosopher and surveyor of two worlds) Thames and Hudson Ltd. 1979 – London, GB.
- Huffman, William – Robert Fludd. Ed. Madras 2007. São Paulo, SP
- Boucher, Jules – A Simbólica Maçónica (Segundo as regras da simbólica esotérica e tradicional), Ed. Pensamento 1993 – São Paulo, SP
- Lívio, Mário – Razão Áurea (A História de Fi – um número surpreendente) Ed. Record – 2006. São Paulo, SP
- Talbot, Michael – O Universo Holográfico. Ed. Best Seller 1991. São Paulo, SP
- Meyer, Marvin – O Evangelho de Tomé (As Sentenças Ocultas de Jesus). Imago Editora 1993. Rio de Janeiro, RJ
- Hawking, Stephen – O Universo numa Casca de Noz. Ed. Nova Fronteira 2009. Rio de Janeiro, RJ
